janeiro 27, 2026

O HOLOCAUSTO E OS MAÇONS - Paulo Roberto Pinto



Dia 27 de Janeiro

Dia Internacional em memória as vítimas do Holocausto. In memoriam aos irmãos maçons mortos nos campos de extermínio. A maçonaria luta conta a tirania e o preconceito, combate o fanatismo e a ignorância, glorifica a justiça a razão e a verdade.

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Em 1934, o regime nazista confiscou os bens da maçonaria, suas bibliotecas, seus arquivos e decretou que as Lojas eram inimigas de Estado alemão. A secção especial II / 111 do Serviço de Segurança das SS tratou especificamente da repressão da maçonaria.

Os nazis dissolveram todas as organizações maçônicas nos países ocupados e apreenderam a sua documentação, que foi enviada ao Gabinete Central de Segurança do Reich.

Os maçons primeiro foram marcados e depois enviados para os campos de concentração ao lado de outras vítimas, onde portaram o triângulo vermelho invertido.

Alguns cálculos criptografam em 200.000 os maçons vítimas do Holocausto.

Após o final da Segunda Guerra Mundial, alguns sobreviventes utilizaram o triângulo vermelho ressignificando o símbolo com o qual tinham sido marcados.

NOMEOLVIDES (MIOSÓTIS)

Para recordar o Holocausto de que foram vítimas, os maçons têm o seu próprio símbolo: a flor do nomeolvides, ( miosótis) utilizada para se reconhecer entre si no coração da Alemanha durante o nazismo.

27 de janeiro é o Dia Internacional da Lembrança do Holocausto, comemorativo da tragédia que aconteceu durante a Segunda Guerra Mundial. 

Genocídio que resultou na morte de 6 milhões de judeus e outros 11 milhões (incluindo cerca de 200.000 maçons), pelo regime nazi e seus colaboradores.

NOSSOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS - Sérgio Quirino e Jair Duarte





Em se tratando dessa temática, o primeiro ponto a ser esclarecido é se os Princípios em questão são do Maçom, da Loja, da Potência ou da Ordem. Nesse sentido, existem múltiplas possibilidades, visto que o Maçom é um homem, as Lojas trabalham em Ritos diferentes, cada Potência tem sua vertente, e a Ordem não se apresenta de forma completa a todos, sendo, muitas vezes, incompreendida ou limitada.

Sendo assim, o que apresentarei é ínfimo diante de tais possibilidades, bem como se baseia apenas em minhas experiências pessoais, as quais são passíveis de não concordância. Contudo, a intenção é provocar reflexões, que devem estar em conformidade com a origem latina da palavra, no sentido daquilo que é fundamental.

Perceberam, pois, o perigo de uma redundância? Mesmo entendendo que “princípio” poderia ser o fundamento e que “fundamentais” seria o que dá fundamento aos princípios, não estamos trabalhando em cima de palavras, mas de sentidos. Desse modo, questiono: querem ir mais longe?

Então, vamos lá! Quais são os Princípios Fundamentais do Maçom? Os mesmos que ele tinha antes de ser iniciado.

A MAÇONARIA NÃO TRANSFORMA O HOMEM, DÁ-LHE CONDIÇÕES DE SE APRIMORAR.

SE, E SOMENTE SE, ELE ASSIM O DESEJAR.

“PAU QUE NASCE TORTO, MORRE TORTO”

Quais são os Princípios Fundamentais da Loja?

A LOJA É UMA OFICINA, ONDE OS PRINCÍPIOS SÃO AS FERRAMENTAS, E OS FUNDAMENTOS, AS INSTRUÇÕES. ONDE A PEÇA PRINCIPAL É A PRANCHA DE ARQUITETURA NÃO PARA SER LIDA, MAS PARA SER TRAÇADA.

Diante da realidade e do desenvolvimento da sociedade, as Potências Maçônicas tornaram-se instituições civis comuns, obrigadas a serem identificadas no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica, constituírem grandes patrimônios materiais, serem empregadoras e terem a necessidade de Câmaras Legislativas e Judiciárias para as demandas internas. Tornaram-se, assim, verdadeiros “Estados” ou grandes empresas. O resultado é que algumas viram-se presas nesses afazeres, e nossos Líderes Maiores, com as demandas administrativas, muitas vezes são tolhidos de estarem entre os Irmãos e de atividades, de fato, maçônicas. No entanto, nesse contexto, quais são os Princípios Fundamentais da Potência?

SER APENAS UM INSTRUMENTO PARA EXPONENCIAR 

OS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DA ORDEM, NO MAÇOM E NAS LOJAS.

“O MENOS, É MAIS”

Dessa forma, chegamos ao ponto principal, o qual Potências, Lojas e Maçom devem saber, praticar, divulgar e ampliar a missão. Quais são os Princípios Fundamentais da Ordem?

Nesse aspecto, trabalharemos em três frentes da mesma linha. Os Princípios da Maçonaria são três: Amor Fraternal, Assistência e Lealdade. Os Fundamentos da Maçonaria também são três: Aperfeiçoamento Moral, Busca da Verdade e Intelectualizar o homem. Do mesmo modo, os Princípios Fundamentais da Maçonaria são três: Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

Para não reafirmar a redundância, encerro explicando que os labores simbólicos e alegóricos pessoais, coletivos e institucionais visam ensinar ética e moral, filosofia e solidariedade, calcados em virtudes cardeais imemoriáveis, que são a Temperança, Esperança, Prudência, Caridade, Fortaleza e Justiça.

Duas décadas de compartilhamento do que aprendi com o único propósito de ofertar as Lojas, material para o QUARTO DE HORA DE ESTUDO, ATIVIDADE OBRIGATÓRIA DE UMA LOJA MAÇÔNICA e também, uma salutar provocação dominical aos amados Irmãos. São artigos curtos e objetivos, para dar espaço de pesquisa, entre o pouco que sei e o muito que desejo que os Irmãos se aprofundem sobre os temas.

 



O LIVRO DE PROVERBIOS


 O livro de Provérbios, atribuído em grande parte ao Rei Salomão — a figura central da sabedoria e riqueza na tradição judaico-cristã e maçônica — não é apenas um livro religioso, mas um manual de gestão de energia. Na Cabala, o dinheiro é visto como "Luz condensada" ou uma forma de energia chamada Gevurah (Rigor/Limitação), que precisa de um recipiente (Kli) adequado para ser retida.

Para extrair uma lição de prosperidade financeira de Provérbios, devemos entender que a riqueza é o resultado colateral de uma estrutura interna organizada.

Aqui está a correlação detalhada e a lição prática:

*1.* A Coroa da Prosperidade: A Sabedoria (Chokmah) como Ativo.

Em Provérbios 3:16, diz-se da Sabedoria: "Longura de dias há na sua mão direita; na sua esquerda, riquezas e honra."

A Lição: A prosperidade financeira em Provérbios nunca é um fim em si mesma, mas um "subproduto" da mão esquerda da Sabedoria.

Aplicação Prática: Se você persegue o dinheiro (a mão esquerda), ele foge. Se você persegue a Sabedoria/Conhecimento Aplicado (a mão direita), a riqueza o segue organicamente. Prosperidade real começa com o investimento no "Ativo Intelectual".

*2.* O Recipiente da Riqueza: A Diligência vs. Preguiça.

Provérbios 10:4 afirma: "O que trabalha com mão enganosa empobrece, mas a mão dos diligentes enriquece."

A Lição Cabalística: A energia da prosperidade flui constantemente do Universo (Ein Sof), mas ela precisa de um "vaso" para ser contida. O trabalho diligente e técnico é a construção desse vaso. A preguiça é como um vaso furado: por mais que a oportunidade (Luz) caia sobre ele, nada permanece.

O Erro do Mestre Maçom: O Mestre que se recusa a estudar os fundamentos (os graus iniciais) é um "preguiçoso intelectual". Ele quer os frutos do Mestrado sem o trabalho de desbastar a pedra. Na vida financeira, isso se reflete em querer retornos rápidos sem entender a base do negócio.

*3.* A Lei do Fluxo: Generosidade e Multiplicação.

Provérbios 11:24 apresenta o maior paradoxo financeiro: "Ao que distribui mais se lhe acrescenta, e ao que retém mais do que é justo, é para a sua pobreza."

A Correlação: Na Cabala, a retenção egoísta gera estagnação. Se você retém o conhecimento ou o dinheiro por medo ou avareza, você fecha o canal de entrada de novas bênçãos.

A Lição de Prosperidade: A riqueza circula. Ao praticar a Tzedakah (Justiça Social/Caridade), você comunica ao sistema que você é um "canal eficiente". O universo confia mais recursos àqueles que sabem distribuí-los do que àqueles que apenas os acumulam.

*4.* A Gestão do Risco e o Planejamento (O Prumo)

Provérbios 21:5: "Os pensamentos do diligente tendem à abundância, mas os de todo apressado, tão somente à pobreza."

*A Lição:* O "apressado" em Provérbios é aquele que busca o ganho fácil, as apostas e a sorte. A prosperidade salomônica é baseada em estratégia e paciência.

*O Prumo Maçônico:* Assim como o Prumo garante a verticalidade da parede, o planejamento financeiro garante que sua estrutura não desabe. Prosperidade é 10% inspiração e 90% ordem (O Cosmo vencendo o Caos).

*A Grande Lição:* O "Mapa do Tesouro" de Provérbios

Se pudéssemos resumir o manual de Salomão em uma única lição de prosperidade para o leitor, seria esta:

*"A Prosperidade é a Ordem aplicada à Matéria."*

Para extrair riqueza deste manual, você deve seguir três passos claros baseados no livro:

*Limpe o Canal (Ética):* Provérbios enfatiza que a riqueza ganha de forma desonesta se dissipa (Prov. 13:11). A base da sua prosperidade deve ser a integridade (Tiferet). Sem uma base ética, o dinheiro se torna um peso que esmaga o possuidor.

*Educação Contínua (A Lição contra a Estupidez):* O livro chama de "estúpido" aquele que odeia a instrução. No mundo financeiro de 2026, a ignorância é o maior custo fixo. Estude o mercado, estude sua profissão e, acima de tudo, estude as leis universais do valor.

*Diligência Vertical:* Não confie na sorte, confie no Trabalho Maçônico. O maçom "desbasta a pedra bruta" todos os dias. Isso significa melhoria contínua. Se você melhora seu serviço ou produto em 1% ao dia, a lei da capitalização de Provérbios garante a abundância.

*Conclusão:*

A prosperidade em Provérbios não é um milagre, é uma consequência geométrica. Se você aplicar o Esquadro na sua conduta, o Compasso nos seus limites de gasto e o Nível nas suas relações interpessoais, o Templo da sua vida financeira será construído com ouro e pedras preciosas, tal como o Templo de Salomão.

*O erro de muitos é querer o "Ouro de Salomão" sem aceitar a "Instrução de Salomão". A sabedoria é a causa; a riqueza é apenas o efeito.*


Não consta autor.

janeiro 26, 2026

O MITO DO PODER E A MISSÃO REAL: ONDE ESTÁ HOJE A MAÇONARIA BRASILEIRA






Entre a nostalgia do passado e os desafios institucionais do presente

Artigo de Helio P. Leite 

Há um jargão repetido com frequência, inclusive por maçons, segundo o qual a Maçonaria no Brasil “vive das glórias do passado”, não produz mais líderes ou estadistas e deixou de integrar a elite estratégica do país. A afirmação embora contenha elementos de verdade, é simplificadora e, em certa medida, injusta com a própria história e com a função contemporânea da Ordem.

É inegável que a Maçonaria não ocupa hoje o espaço político-institucional que exerceu no século XIX e nas primeiras décadas da República. Naquele período, ela foi um dos raros ambientes de formação intelectual, filosófica e política disponíveis às elites dirigentes. Foi ali que se articularam projetos de Independência, de organização do Estado, da abolição e da República. Esse ciclo histórico, contudo, pertence a um Brasil em formação.

O erro começa quando se exige da Maçonaria do século XXI o mesmo papel da Maçonaria do século XIX. As sociedades modernas são estruturalmente diferentes. Hoje, a formação das lideranças é distribuída entre universidades, partidos políticos, instituições jurídicas, centros de pesquisa, igrejas, imprensa e organizações civis. Nenhuma ordem iniciática, por mais respeitável que seja, detém mais o monopólio da formação das elites.

Dizer que a Maçonaria “não produz mais líderes” é confundir ausência de heróis míticos com ausência de influência social. A Ordem continua formando magistrados, professores, militares, diplomatas, gestores públicos, empresários e líderes comunitários. A diferença é que essa influência tornou-se mais silenciosa, difusa e descentralizada – característica típica das sociedades maduras.

Também é preciso distinguir poder visível de influência duradoura. A Maçonaria não é mais uma elite hegemônica de governo. Mas continua sendo uma elite associativa, moral e histórica, com capacidade de formar redes de confiança, promover filantropia, educação e valores cívicos. Seu capital simbólico permanece relevante em muitas regiões do país.

Outro equívoco recorrente está em supor que a missão da Maçonaria seja fabricar estadistas. Nunca foi. Sua vocação  essencial é formar homens melhores, mais conscientes de seus deveres, mais preparados para servir à sociedade – seja como governantes, juízes, professores, pais de família ou cidadãos. Quando cumpre essa função, ela já realiza sua finalidade mais profunda.

Há ainda um aspecto pouco debatido, mas recorrente nos bastidores da Ordem. Muitos maçons dirigem críticas severas aos seus Grão-Mestres pelo fato de não se manifestarem publicamente, em nome da Maçonaria, contra os desmandos políticos, os escândalos de corrupção e abusos de poder que afligem o país. Espera-se deles uma postura semelhante à dos líderes maçônicos do século XIX, quando a Ordem atuava como força política organizada.

Essas críticas, contudo, partem muitas vezes de uma percepção anacrônica da realidade. São maçons saudosistas, que acreditam que a Maçonaria ainda detém, no Brasil contemporâneo, o mesmo poder político que exerceu nos tempos da Independência, da Abolição ou da Primeira República. Ignoram que o sistema político atual é regido por outras lógicas institucionais, jurídicas e midiáticas, nas quais uma potência maçônica já não possui legitimidade formal nem espaço institucional para agir como ator político direto.

Mais do que omissão, o silêncio dos Grão-Mestres costuma ser expressão de prudência institucional. Em um Estado democrático de direito, cabe às instituições maçônicas respeitar a separação entre sociedade civil organizada e poder constituído, evitando comprometer a Ordem em disputas partidárias ou ideológicas que poderiam fragmentá-la internamente.

Talvez caiba, neste ponto, uma responsabilidade pedagógica aos próprios Grão-Mestres. Não para assumir um protagonismo político que já não lhes pertence, mas para esclarecer, com franqueza, aos Veneráveis Mestres e às Lojas de suas jurisdições em que patamar político efetivo hoje se encontram as potências maçônicas no campo do poder. Menos do que alimentar expectativas irreais, é preciso educar para a compreensão do novo lugar institucional da Maçonaria na sociedade brasileira.

Há ainda um dado incontornável: instituições irrelevantes não sobrevivem por mais de dois séculos. A Maçonaria brasileira atravessou Império, República, ditaduras e democracias. Sobreviveu a perseguições, divisões e crises internas. Essa longevidade não se explica apenas por nostalgia, mas por uma capacidade real de adaptação e renovação.

O problema, portanto, não é a existência de um passado glorioso. O problema seria transformar esse passado em refúgio, em vez de responsabilidade. A grande questão contemporânea não é se a Maçonaria teve importância histórica – isso é um fato -, mas como ela traduz esse legado em missão presente.

Talvez não seja mais forjadora de heróis nacionais. Mas ainda pode – e deve – ser escola permanente de ética, civismo e compromisso social. Se não governa mais a nação, ainda pode ajudar a formar melhores cidadãos para governá-la.

Ness sentido, a crítica que  afirma que a Maçonaria vive apenas das glórias do passado revela menos sobre a instituição  e mais sobre a necessidade de redefinir, com lucidez e coragem, o seu papel no Brasil do nosso tempo.



TIRANDO A VENDA - Newton Agrella


Nascemos.

Mal enxergamos o que vai à nossa volta.

E a única coisa que nos conforta e nos protege é o calor de nossa mãe.

Vamos crescendo e desenvolvendo nossas percepções de maneira natural.

Valemo-nos do tato, do paladar do olfato, da visão e da audição, porém, antes de tudo isso, dispomos de uma propriedade humana indissociável, que nos acompanha  ao longo de toda nossa vida, chamada "Instinto".

Aliás, grosso modo, a Alma responde pelo Instinto e a Razão pela Consciência.

O Instinto nada mais é, senão um impulso inato e inconsciente.

Sua missão é a de guiar nossas atitudes e comportamentos, sem prévio aviso, como uma espécie de blindagem pela nossa sobrevivência, autopreservação, intimamente ligado à intuição ou à nossa aptidão natural.

Dentro dessa faixa de frequência, cabe lembrar que durante a infância, uma de nossas mais valiosas armas para atender muitos de nossos anseios e desejos se manifestava através da "birra".  

Esta então, consiste numa atitude

obstinada, de não mudar de ideia ou opinião, caminhando de mãos dadas com a teima e a teimosia.

Passam-se os anos...

Vamos envelhecendo.

 Aparentemente ganhando maturidade. 

Imaginamos que a Sabedoria esteja mais presente em cada um de nós.

Contudo, nem sempre é assim que a banda toca. 

Inúmeras vezes, as notas saem desafinadas.

Preferimos insistir nos equívocos, nas inconsistências, nas afirmações falaciosas e fazer da birra e da teimosia, instrumentos de nossa "pièce de resistence", como se rever os nossos conceitos fosse algum sinal ou  sinônimo de fraqueza.

Muito pelo contrário, a Maçonaria esta aí pra isso.  

Ela serve como a mais legítima instituição filosófica de natureza iniciática, para nos auxiliar no processo de nosso aprimoramento consciencial, independente de rito, potência ou seja lá o que for.

A clareza e a compreensão se revelam através das experiências acumuladas e do estudo especulativo.

Teimar às vezes até faz bem, mas insistir na teimosia sem lastro de conhecimento, simplesmente nos leva à  frustração de nossos propósitos.



BENJAMIN CONSTANT, NOSSO IRMÃO.


 

Em Fevereiro de 1891, quase dois anos após a queda do Império do Brasil, Dom Pedro II teve conhecimento da notícia da morte de Benjamin Constant, um dos líderes da Proclamação da República. Longe de exprimir qualquer palavra de recriminação contra o inspirador do movimento militar que o derrubara, apenas lamentou sua morte prematura, e mandou enviar condolências à esposa, Dona Maria Joaquina. O Barão de Penedo, com quem o Imperador conversava, estranhou sua atitude, e lembrou a ação de Benjamin Constant contra a monarquia e a Família Imperial. “Nada tem uma coisa com outra.” Respondeu o Imperador, “esse era o homen político, não o discuto, deploro a morte do homem de ciência, que estimei, e que era muito boa criatura.”

Um dos líderes do movimento Republicano no Exército, lecionou na Escola Militar da Praia Vermelha, onde difundiu duas idéias políticas e filosóficas a futura geração de oficiais do Exército Brasileiro.

Benjamin Constant fez do Rio de Janeiro e a Escola Militar o celeiro da “mocidade militar” que prepararia e executaria o golpe contra a Monarquia em 15 de novembro de 1889. Homens como Bevilácqua, Euclides da Cunha e Rondon estariam na tropa que nesse dia desfilou pelo centro da capital em comemoração à queda do Império. Esses Jovens oficiais atribuíram-se uma missão salvadora do país, perdido em seus vícios sociais e políticos

Embora tenha estimulado indiretamente essa expectativa messiânica, Benjamin Constant nào via o Exército como uma força salvadora. Ao contrário, apontava para o seu desaparecimento como instituição, pregando a deposição das armas no museu da história

Sua linha de atuação foi definida pela adesão ao positivismo. A postulação de uma ordem social racional, inspirada numa moral superior e no saber cientifico, exerceu grande atração sobre ele, inclusive na educação dos cegos, a quem, como professor e, depois, diretor do Instituto, sempre ofereceu uma plano didático baseado na orientação de Comte. 

Benjamin Constant esteve por um ano no teatro de Guerra do Paraguai, onde contraiu malária. Seus desacordos com a prática administrativa e a condução da guerra contribuíram para que elaborasse uma visão gravemente crítica das elites políticas brasileiras, do governo imperial e seus chefes militares, em especial o então marquês de Caxias. 

No plano ideológico, a combinação desses elementos aprofundou sua identificação com a visào de mundo positivista, particularmente no que diz respeito às questões da guerra e do governo.

Na década de 1870, Benjamin Constant teve papel preeminente na divulgação do positivismo no Rio de Janeiro e, por extensão, no país. 

Importantes elementos da sua visão de mundo encontraram 

correspondência na doutrina do "soldado-cidadão", desenvolvida durante a Questão Militar por jornalistas republicanos, principalmente Quintino Bocaiúva, 

no Rio de Janeiro, e Júlio de Castilhos, no Rio Grande do Sul. 

José Murilo de Carvalho (1977:210) explica que, de início, a divulgação 

da doutrina tinha "a expressa finalidade de incitar os militares a intervir na política e criar embaraços ao governo imperial". Falava-se em cidadàos fardados, a quem não se podia negar o direito de participar na vida política do país. 

Tendo vivido a vida inteira numa quase obscuridade, entregue inteiramente ao professorado, só de agora em diante, a partir do ano de 1886, é que êle começaria a ser conhecido, sobretudo entre os oficiais do Exército, pelas atitudes que iria assumir, cada vez mais destacadas, nas sucessivas crises que se abririam entre o Govêrno e os militares.

A despeito de ter sido militar e ter sido condecorado como tal devido à sua participação na Guerra do Paraguai, era pacifista, pregando o fim das Forças Armadas em um futuro mais ou menos distante, reduzidas à mera atuação policial para manutenção da ordem pública. Essa opinião, calcada nas ideias de August

janeiro 25, 2026

SALVE SÃO PAULO ! - Newton Agrella



São Paulo é uma cidade singular.

Aliás, o que de mais intrigante ocorre por aquí é que o que menos se encontra na cidade são "paulistanos".

Os sotaques são múltiplos. 

Os sons se propagam sob fortes influências externas.

São estrangeiros das mais diversas nacionalidades e brasileiros que aqui vivem ou que  simplesmente por aquí transitam, vindos dos mais diversos locais do país. 

Sejam do interior do próprio Estado quanto dos mais distantes rincões do Brasil.

Esse "melting pot" é o que enseja uma espécie de caleidoscópio de cores, imagens e traços culturais que conferem à cidade um caráter realmente cosmopolita.

São Paulo não dorme. Cochila quando muito. 

Viver aquí  não é tarefa das mais fáceis. 

Não é mesmo.

Ainda que se encontre praticamente tudo nesta cidade, os acessos, filas, trânsito infernal, poluição e a burocracia que se enfrenta para a maioria dos serviços é o que faz desse lugar um território inóspito, mesmo para quem nasceu e cresceu aqui.

Imprimir um tom lírico à cidade, conforme decantado através de versos e canções, é claro que amenizam a alma por um átimo de tempo.

Porém, a indisfarçável violência urbana que impõe ao cidadão caminhar aos sobressaltos com medo da própria sombra e dirigir sob olhos atentos diante dos inexpugnáveis assaltos mesmo à luz do dia, são verdades que consomem quem aqui vive ou quem por aqui passa. 

Nem mesmo a tentativa de uma leveza que a mídia busca transmitir, consegue esconder o medo e a angústia das pessoas.

São Paulo é uma cidade que abriga a contramão e o controverso, como se fosse a síntese do Antagonismo.

É a cidade que respira e transpira, mas que pouco inspira.  

A coisa chega a tal ponto que o turismo que aqui se vende é  o "turismo de negócios", algo que cá entre nós, dói o ouvido, uma vez que turismo traz na sua bagagem semântica a idéia de viagem de passeio, lazer, descanso, diversão e cultura. 

De qualquer forma, vamos dar uma colher de chá, tendo em vista que as palavras têm ganho novas motivações e significados, até como paliativos para o que se quer exprimir...

Lá no fundo, São Paulo é bem isso, um lugar em que a maioria esmagadora de sua gente, vive para trabalhar, e trabalha para sobreviver.  

Mas é vida que segue. 

E tá tudo muito bom. Tá tudo muito bem...

Salve São Paulo, com um econômico ponto de exclamação !



SÃO PAULO...472 ANOS - Adilson Zotovici

 



Oh Cidade abençoada 

A São Paulo de toda gente 

Que de dia, de madrugada 

Com energia permanente 


Pra onde vem toda estrada

Com cada sonho diferente 

A qual  por Deus foi Destinada 

A germinar boa semente 


Que foi há muito arquitetada 

Como um teto producente 

Por Grande Arquiteto guardada


Glória aos anos festejada 

Em sua história crescente 

São Paulo...minha terra amada 


VAV - A ARQUITETA DO CRIADOR - Lucius Cohen


Sente-se à sombra da Torá, pois eis que revelo os mistérios da Vav (ו), a sexta guardiã da alef-bet kadosh, cujo segredo numérico do 6 ecoa os seis pilares da Menorá que iluminavam o Beit HaMikdash, como está escrito no Êxodo (25:31-32): “Farás uma Menorá de ouro puro... seis braços sairão de seus lados”. Vav é o canal que desce como uma Yud alongada — o ponto primordial de valor 10, a centelha do Kadosh Baruch Hu — transformando-se em reta de valor 6, os seis dias da Beriá, onde o caos primordial ganha forma, como ensina o Sefer Yetzirah (1:5): “Com seis extremidades selou os mundos, e Vav é o eixo que os sustenta”. Rabi Yehuda Ashlag, no Sulam (Bereshit 1:3), elucida: “Vav é a extensão da Yud, o ponto que se desdobra em linha para tecer os mundos, infundindo o vazio com estrutura divina”. Vav vale 6, mas sua forma revela uma Yud superior com uma calda que desce ao mundo inferior, 10 + 6 = 16 = 7, revelando seu segredo como símbolo do mundo criado, um entendimento reforçado pela coincidência com as 7 Sefirots do mundo inferior na Árvore da Vida.

Essa descida é o ato primordial de construção: o Ein Sof contrai-se em ponto para se expandir em dimensões — ponto de unidade, linha de direção, triângulo de equilíbrio, cubo de estabilidade, tempo de fluxo — como sugere o Sefer HaBahir (par. 147): “Do um surge o dois, do dois o três, e assim os seis que formam o corpo da criação”. Rabi Chaim Vital, no Etz Chaim (Sha’ar HaKlalim, cap. 2), aprofunda: “Vav é Yesod que penetra Malkhut, fertilizando o físico com o fluxo das Sefirot emocionais, gerando vida no jardim da existência”. Aqui, Vav não é mera ligação; é o consorte que insemina o material com potencial celestial, como alude o Tikunei Zohar (19:41a): “Vav é o pilar que desce para a Rainha, enchendo-a de sementes de luz para que brote o mundo”.

No mundo dos negócios, Vav nos guia a edificar como arquitetos divinos: comece com o ponto essencial — a visão nuclear, a Yud de vossa alma — e estenda-a em reta de ações estruturadas, crescendo em dimensões como os seis dias que moldam o cosmos. Seu empreendimento é vaso de Malkhut: recebe o fluxo das seis forças para gerar crescimento sustentável. Harmonize-as como um consorte amoroso: bondade em atos de serviço, disciplina em estruturas firmes, beleza em designs equilibrados, perseverança em superação de barreiras, esplendor em expressões autênticas, fundação em conexões profundas. Cada força é um braço da Menorá, iluminando o caminho sem sombras do meio-dia da Vav.

Harmonize essas forças com práticas intencionais. Liste elementos inspirados nas Sefirot: bondade no serviço ao cliente, disciplina nas finanças, beleza na estratégia, perseverança na inovação, esplendor na comunicação, fundação em parcerias. Planeje uma ação para cada: ofereça suporte excepcional (bondade), implemente controles orçamentários (disciplina), alinhe metas estéticas (beleza), persista em refinar ofertas (perseverança), mantenha mensagens genuínas (esplendor), forme alianças mutuamente benéficas (fundação). Uma loja de bem-estar, por exemplo, doa consultas gratuitas (bondade), gerencia custos com precisão (disciplina), equilibra produtos holísticos (beleza), inova apesar de falhas (perseverança), comunica transparência (esplendor) e conecta com profissionais (fundação).

Libere energia criativa como o consorte de Malkhut. Identifique uma área para inovação — novo produto ou serviço — e planeje ações para fertilizá-la: brainstorm de ideias alinhadas ao propósito, desenvolva protótipos com foco, lance com campanha que gere impacto real. Pergunte-se: “Como uno o espiritual ao material com Vav?”

NOVO ANO MAÇÔNICO - Adilson Zotovici



Passaram-se já  muitos anos

Muitos outros ainda virão

Antigos usos,  novos planos

Mesma Sublime Instituição


Novos pedreiros e decanos

Pelos canteiros juntar-se-ão

E à mão Sagrados Arcanos

Quão irmanados em união


Levar  à Ordem e a profanos

Terno e universal  mutirão

Fraterno por jeitos urbanos


Por teto, bons eflúvios, ação...

Por Grande Arquiteto enviados

Prosseguir nossa obra e missão !




janeiro 24, 2026

GRAUS INEFÁVEIS DO REAA - Michael Winetzki

 



     Recebi nesta semana o livro acima, do irmão Luiz Carlos Ávila Jr. de Itajaí, Santa Catarina. notável advogado e intelectual com atuação no Brasil e em Portugal.

     O subtítulo da obra informa que apresenta os graus inefáveis "entre a filosofia e busca de sentido no mundo contemporâneo". É um trabalho de grande densidade, com 330 páginas e vastíssima bibliografia, fruto de extenso e minucioso labor.

:     É um obra indispensável para quem quer se aprofundar no estudo e compreensão dos Altos Graus. O livro está a venda na Amazon.



_CONVITE • LUX IN TENEBRIS • GLOMARON_*.



O Venerável Mestre da ARLS Virtual Lux in Tenebris nº 47, Ir. *_Lucas do Couto Santana_*, convida os Irmãos de Potências Regulares para participar da reunião online com a seguinte Ordem do Dia:

Debate: A Sublime Ordem em declínio? Para onde vamos?

Mediador: Márcio Gomes

Debatedores: Roberto Zardo  e  Michael Winetzki

📌 *_25 de janeiro_* de 2026 às *_19 horas_* de Brasília.

        _18h de Rondônia_

Link Zoom: https://us06web.zoom.us/j/84787008977?pwd=7cVvOeiYxzkljAxe5uvE3bfIavbJmR.1 

ID da reunião: 847 8700 8977

Senha: GLOMARON

📣 _Uso de traje informal, compatível com uma reunião • A participação implica em autorização tácita de divulgação de sua imagem e voz_.

F E L I C I D A D E - Newton Agrella


 

Sabe porque felicidade sem platéia dura mais ?

A resposta é simples.

É porque você não precisa dividir aquele momento único com ninguém.

A felicidade é um punhado de traços na vida. 

Ela se reveste de breves fragmentos, cuja intensidade faz a alma transbordar em êxtase, mas ela é singularmente de cada um.

Não se mede a felicidade através dos outros.

Os institutos de pesquisa ainda não conseguiram criar um padrão de medida para registrar o índice de felicidade que vai pelo coração e pela mente do ser humano.

Filósofos associam a felicidade com o prazer, com os sentimentos e emoções. 

Para Aristóteles por exemplo, a felicidade seria o equilíbrio e a prática do bem.

Ainda assim é perceptível que o conceito sobre esta propriedade humana não obedece qualquer aferição de tempo, volume ou de lugar.

Sua etimologia obedece um processo de transição linguística.

O substantivo "felicidade"

chegou à língua  portuguesa do grego “PHYO” ( que significa “fecundo”, “produtivo”) e num estágio posterior através do latim FELIX (que quer dizer "feliz").

Este cenário vocabular é o que nos trouxe a esse exercício dialético que nos coloca diante de um dilema quanto a duração da felicidade.

A platéia não promove escambo ou qualquer tipo de negociação para que de algum modo cada um possa experienciá-la.

No que tange à sua duração, isto independe de qualquer cronologia, pois alguns segundos por vezes podem representar uma eternidade.