janeiro 25, 2026

SALVE SÃO PAULO ! - Newton Agrella



São Paulo é uma cidade singular.

Aliás, o que de mais intrigante ocorre por aquí é que o que menos se encontra na cidade são "paulistanos".

Os sotaques são múltiplos. 

Os sons se propagam sob fortes influências externas.

São estrangeiros das mais diversas nacionalidades e brasileiros que aqui vivem ou que  simplesmente por aquí transitam, vindos dos mais diversos locais do país. 

Sejam do interior do próprio Estado quanto dos mais distantes rincões do Brasil.

Esse "melting pot" é o que enseja uma espécie de caleidoscópio de cores, imagens e traços culturais que conferem à cidade um caráter realmente cosmopolita.

São Paulo não dorme. Cochila quando muito. 

Viver aquí  não é tarefa das mais fáceis. 

Não é mesmo.

Ainda que se encontre praticamente tudo nesta cidade, os acessos, filas, trânsito infernal, poluição e a burocracia que se enfrenta para a maioria dos serviços é o que faz desse lugar um território inóspito, mesmo para quem nasceu e cresceu aqui.

Imprimir um tom lírico à cidade, conforme decantado através de versos e canções, é claro que amenizam a alma por um átimo de tempo.

Porém, a indisfarçável violência urbana que impõe ao cidadão caminhar aos sobressaltos com medo da própria sombra e dirigir sob olhos atentos diante dos inexpugnáveis assaltos mesmo à luz do dia, são verdades que consomem quem aqui vive ou quem por aqui passa. 

Nem mesmo a tentativa de uma leveza que a mídia busca transmitir, consegue esconder o medo e a angústia das pessoas.

São Paulo é uma cidade que abriga a contramão e o controverso, como se fosse a síntese do Antagonismo.

É a cidade que respira e transpira, mas que pouco inspira.  

A coisa chega a tal ponto que o turismo que aqui se vende é  o "turismo de negócios", algo que cá entre nós, dói o ouvido, uma vez que turismo traz na sua bagagem semântica a idéia de viagem de passeio, lazer, descanso, diversão e cultura. 

De qualquer forma, vamos dar uma colher de chá, tendo em vista que as palavras têm ganho novas motivações e significados, até como paliativos para o que se quer exprimir...

Lá no fundo, São Paulo é bem isso, um lugar em que a maioria esmagadora de sua gente, vive para trabalhar, e trabalha para sobreviver.  

Mas é vida que segue. 

E tá tudo muito bom. Tá tudo muito bem...

Salve São Paulo, com um econômico ponto de exclamação !



SÃO PAULO...472 ANOS - Adilson Zotovici

 



Oh Cidade abençoada 

A São Paulo de toda gente 

Que de dia, de madrugada 

Com energia permanente 


Pra onde vem toda estrada

Com cada sonho diferente 

A qual  por Deus foi Destinada 

A germinar boa semente 


Que foi há muito arquitetada 

Como um teto producente 

Por Grande Arquiteto guardada


Glória aos anos festejada 

Em sua história crescente 

São Paulo...minha terra amada 


VAV - A ARQUITETA DO CRIADOR - Lucius Cohen


Sente-se à sombra da Torá, pois eis que revelo os mistérios da Vav (ו), a sexta guardiã da alef-bet kadosh, cujo segredo numérico do 6 ecoa os seis pilares da Menorá que iluminavam o Beit HaMikdash, como está escrito no Êxodo (25:31-32): “Farás uma Menorá de ouro puro... seis braços sairão de seus lados”. Vav é o canal que desce como uma Yud alongada — o ponto primordial de valor 10, a centelha do Kadosh Baruch Hu — transformando-se em reta de valor 6, os seis dias da Beriá, onde o caos primordial ganha forma, como ensina o Sefer Yetzirah (1:5): “Com seis extremidades selou os mundos, e Vav é o eixo que os sustenta”. Rabi Yehuda Ashlag, no Sulam (Bereshit 1:3), elucida: “Vav é a extensão da Yud, o ponto que se desdobra em linha para tecer os mundos, infundindo o vazio com estrutura divina”. Vav vale 6, mas sua forma revela uma Yud superior com uma calda que desce ao mundo inferior, 10 + 6 = 16 = 7, revelando seu segredo como símbolo do mundo criado, um entendimento reforçado pela coincidência com as 7 Sefirots do mundo inferior na Árvore da Vida.

Essa descida é o ato primordial de construção: o Ein Sof contrai-se em ponto para se expandir em dimensões — ponto de unidade, linha de direção, triângulo de equilíbrio, cubo de estabilidade, tempo de fluxo — como sugere o Sefer HaBahir (par. 147): “Do um surge o dois, do dois o três, e assim os seis que formam o corpo da criação”. Rabi Chaim Vital, no Etz Chaim (Sha’ar HaKlalim, cap. 2), aprofunda: “Vav é Yesod que penetra Malkhut, fertilizando o físico com o fluxo das Sefirot emocionais, gerando vida no jardim da existência”. Aqui, Vav não é mera ligação; é o consorte que insemina o material com potencial celestial, como alude o Tikunei Zohar (19:41a): “Vav é o pilar que desce para a Rainha, enchendo-a de sementes de luz para que brote o mundo”.

No mundo dos negócios, Vav nos guia a edificar como arquitetos divinos: comece com o ponto essencial — a visão nuclear, a Yud de vossa alma — e estenda-a em reta de ações estruturadas, crescendo em dimensões como os seis dias que moldam o cosmos. Seu empreendimento é vaso de Malkhut: recebe o fluxo das seis forças para gerar crescimento sustentável. Harmonize-as como um consorte amoroso: bondade em atos de serviço, disciplina em estruturas firmes, beleza em designs equilibrados, perseverança em superação de barreiras, esplendor em expressões autênticas, fundação em conexões profundas. Cada força é um braço da Menorá, iluminando o caminho sem sombras do meio-dia da Vav.

Harmonize essas forças com práticas intencionais. Liste elementos inspirados nas Sefirot: bondade no serviço ao cliente, disciplina nas finanças, beleza na estratégia, perseverança na inovação, esplendor na comunicação, fundação em parcerias. Planeje uma ação para cada: ofereça suporte excepcional (bondade), implemente controles orçamentários (disciplina), alinhe metas estéticas (beleza), persista em refinar ofertas (perseverança), mantenha mensagens genuínas (esplendor), forme alianças mutuamente benéficas (fundação). Uma loja de bem-estar, por exemplo, doa consultas gratuitas (bondade), gerencia custos com precisão (disciplina), equilibra produtos holísticos (beleza), inova apesar de falhas (perseverança), comunica transparência (esplendor) e conecta com profissionais (fundação).

Libere energia criativa como o consorte de Malkhut. Identifique uma área para inovação — novo produto ou serviço — e planeje ações para fertilizá-la: brainstorm de ideias alinhadas ao propósito, desenvolva protótipos com foco, lance com campanha que gere impacto real. Pergunte-se: “Como uno o espiritual ao material com Vav?”

NOVO ANO MAÇÔNICO - Adilson Zotovici



Passaram-se já  muitos anos

Muitos outros ainda virão

Antigos usos,  novos planos

Mesma Sublime Instituição


Novos pedreiros e decanos

Pelos canteiros juntar-se-ão

E à mão Sagrados Arcanos

Quão irmanados em união


Levar  à Ordem e a profanos

Terno e universal  mutirão

Fraterno por jeitos urbanos


Por teto, bons eflúvios, ação...

Por Grande Arquiteto enviados

Prosseguir nossa obra e missão !




janeiro 24, 2026

GRAUS INEFÁVEIS DO REAA - Michael Winetzki

 



     Recebi nesta semana o livro acima, do irmão Luiz Carlos Ávila Jr. de Itajaí, Santa Catarina. notável advogado e intelectual com atuação no Brasil e em Portugal.

     O subtítulo da obra informa que apresenta os graus inefáveis "entre a filosofia e busca de sentido no mundo contemporâneo". É um trabalho de grande densidade, com 330 páginas e vastíssima bibliografia, fruto de extenso e minucioso labor.

:     É um obra indispensável para quem quer se aprofundar no estudo e compreensão dos Altos Graus. O livro está a venda na Amazon.



_CONVITE • LUX IN TENEBRIS • GLOMARON_*.



O Venerável Mestre da ARLS Virtual Lux in Tenebris nº 47, Ir. *_Lucas do Couto Santana_*, convida os Irmãos de Potências Regulares para participar da reunião online com a seguinte Ordem do Dia:

Debate: A Sublime Ordem em declínio? Para onde vamos?

Mediador: Márcio Gomes

Debatedores: Roberto Zardo  e  Michael Winetzki

📌 *_25 de janeiro_* de 2026 às *_19 horas_* de Brasília.

        _18h de Rondônia_

Link Zoom: https://us06web.zoom.us/j/84787008977?pwd=7cVvOeiYxzkljAxe5uvE3bfIavbJmR.1 

ID da reunião: 847 8700 8977

Senha: GLOMARON

📣 _Uso de traje informal, compatível com uma reunião • A participação implica em autorização tácita de divulgação de sua imagem e voz_.

F E L I C I D A D E - Newton Agrella


 

Sabe porque felicidade sem platéia dura mais ?

A resposta é simples.

É porque você não precisa dividir aquele momento único com ninguém.

A felicidade é um punhado de traços na vida. 

Ela se reveste de breves fragmentos, cuja intensidade faz a alma transbordar em êxtase, mas ela é singularmente de cada um.

Não se mede a felicidade através dos outros.

Os institutos de pesquisa ainda não conseguiram criar um padrão de medida para registrar o índice de felicidade que vai pelo coração e pela mente do ser humano.

Filósofos associam a felicidade com o prazer, com os sentimentos e emoções. 

Para Aristóteles por exemplo, a felicidade seria o equilíbrio e a prática do bem.

Ainda assim é perceptível que o conceito sobre esta propriedade humana não obedece qualquer aferição de tempo, volume ou de lugar.

Sua etimologia obedece um processo de transição linguística.

O substantivo "felicidade"

chegou à língua  portuguesa do grego “PHYO” ( que significa “fecundo”, “produtivo”) e num estágio posterior através do latim FELIX (que quer dizer "feliz").

Este cenário vocabular é o que nos trouxe a esse exercício dialético que nos coloca diante de um dilema quanto a duração da felicidade.

A platéia não promove escambo ou qualquer tipo de negociação para que de algum modo cada um possa experienciá-la.

No que tange à sua duração, isto independe de qualquer cronologia, pois alguns segundos por vezes podem representar uma eternidade.



ATERSATA - Alfério Di Giaimo Neto




Atersata, palavra muitas vezes escrita de forma errada como “artezata”, ou “aterzata”, é de difícil localização nos dicionários maçônicos em geral (tanto nos nacionais como nos escritos na lingua inglesa). Na língua inglesa é escrito como “athersada”.

É uma palavra de origem Persa, com o significado de “mão forte, mão poderosa”. Obviamente, a tradução com significado mais objetivo é: “o Governador que dirige com total poder, com mão forte!”.

Na verdade, esse nome encontrado na Biblia (Septuaginta) é o nome dada ao Governador Persa de Jerusalém que acompanhou Zorobabel e Nehemias (vide “Esdras” II. 63; “Nehemias” VII. 65-70, descritos abaixo).

E o Atersata proibiu-os de comer coisas sagradas, até que conseguissem encontrar um sacerdote.....

Por isto tudo, fizemos uma aliança sagrada....pelos nossos sacerdotes. Estes foram os que assinaram: Neemias, o Atersata, filho de Helquias....

Na Ordem de Heredom de Kilwinning, este era o nome do chefe supremo dessa Ordem. E, na Maçonaria Francesa e na Brasileira, entre outras, é o nome do presidente do “Sublime Capítulo Rosacruz” do Rito Escocês Antigo e Aceito, na divisão que vai do 15º ao 18º Grau.

Em 586 a.C, Judá, a remanescente e importante cidade do grupo das 12 tribos dos Hebreus (cisma de 921 a.C.), foi conquistada e destruida por Nabudonossor II, chefe dos Babilônios. Nessa época, o primeiro Templo, o de Salomão, construido em 980 a.C, foi totalmente destruído e todos os hebreus foram levados, cativos, para o exílio na Babilônia.

Posteriormente, em 538 a.C. a Babilônia foi conquistada por Ciro, o Grande, que, diferente dos demais conquistadores, dava liberdade religiosa e de costumes, aos povos conquistados. Dessa forma, os hebreus tiveram permissão de retornarem a sua terra.

Depois disso é que todos os hebreus começaram a serem chamados de ‘judeus”, o que anteriormente, era usado somente para os pertencentes aos nascidos em Judá.

O titulo de Atersata foi recebido por Neemias dado pelo Rei da Persia, provavelmente Dario III, a quem servia, para ser o Governador da nova Judéia.

Após o retorno dos judeus o segundo Templo foi construido, denominado de templo de Zorobabel.

Fonte: PILULA MAÇÔNICA Nº 100


TEMPLARISMO E MAÇONARIA - Mario Vasconcelos



"Há intrínsecas relações entre Templarismo e Maçonaria, e nenhuma delas sustenta qualquer possibilidade de uma origem templária da Ordem ou de o templarismo ter constituído o seu repertório fundacional. (...)

Mas a propagação destas narrativas tem um marco inicial, o ano de 1737, quando Andrew Michael Ramsay, o Cavaleiro Ramsay, discursou na Loja de Epernay, na França, defendendo a origem cruzada da Maçonaria. O "discurso de Ramsay" deu origem, por sua vez, a toda uma tradição oitocentista que influenciou diretamente a criação de altos graus, sobretudo na França e na Alemanha, por onde essas narrativas se espraiaram fomentadas por Lojas Escocesas (a dos Antigos), encontrando severa resistência por parte das Lojas Inglesas (a dos Modernos) (...).

Sem lastro documental, a lenda foi bem recebida por aqueles que buscavam, na Ordem, conectar-se a uma tradição cavaleirosa. (...).

É por este caminho que o templarismo adentrou à Maçonaria apesar de, no discurso de Ramsay, os Cavaleiros Templários não terem sido propriamente citados.

Trechos do livro "MAÇONARIA: Origens e Dilemas"

Autor: Irmão Rodrigo Medina Zagni - Historiador e Professor da USP.

janeiro 23, 2026

LIBERDADE PELO PENSAMENTO - Charles Evaldo Boller


É no pensamento que se materializa a liberdade absoluta, local que a nenhum déspota jamais foi dado saber o que o outro pensa.”

A maior dádiva que se obtém na Maçonaria é o desenvolvimento da capacidade de pensar para além dos limites que alguém impôs a si mesmo, por condicionamento, no cativeiro debaixo do sistema econômico mundial. Ser capaz de pensar por si é o maior estágio de liberdade alcançável de forma consciente. A capacidade de criar ideias novas, libertadoras, é desenvolvida em diálogos, debates e meditação. Na interação com o pensamento de outras pessoas absorvem-se novas ideias, e estas somadas com aquelas já existentes na memória, pela ação da meditação ou intuição transformam-se em pensamentos inéditos, totalmente diferentes dos pensamentos que lhe deram origem. Assim ocorre desde que o homem passou a usar do pensamento para interagir com o ambiente. Foi o que o diferenciou das outras unidades viventes deste imenso organismo vivo que é a biosfera terrestre.

É no pensamento que se materializa a liberdade absoluta, local que a nenhum déspota jamais foi dado saber o que o outro pensa. Todo desenvolvimento humano surgiu primeiro na mente. Pensamento é energia. Pensamento revela riquezas que estão disponíveis ao redor. É só aprender a colher. É a razão do Maçom diligente e perseverante melhorar as suas condições sociais e financeiras. Liberdade começa no pensamento; o resto é mera consequência. Confúcio disse: Estudo sem pensamento é trabalho perdido; pensamento sem estudo é perigoso.

Todo aquele que se submete ao pensamento de outros, por preguiça de pensar, é escravo; um homem domina o outro através da força do pensamento, da capacidade de realização do pensamento. Ninguém escraviza quem se tornou livre pensador, pois é pela aufklärung, uma conceituação de Kant que significa iluminação, que ele se conscientiza que sem liberdade deixam de existir fraternidade e igualdade. Um ser iluminado goza de liberdade do pensamento e não carece da tutela de ninguém, é a liberdade absoluta, não carece mais de ser guiado por outro, tem coragem de usar do próprio discernimento do seu intelecto para desbravar os seus próprios caminhos.

Na era paleolítica o homem era uma espécie de gari da natureza, sobrevivendo graças ao que encontravam por acaso. Progrediu até que, pela caça em grupo, obteve sucesso em capturar animais de maior porte e a se utilizar da colheita selecionada de frutas. No neolítico passou a desenvolver a agricultura, pastoreio de animais e usar o ferro. Durante cerca de duzentos anos passou a se desenvolver cientificamente e a utilizar máquinas automáticas. Nos últimos anos passou a usar intensamente do saber e da informação. Existe um abismo entre a primeira e a última fase do desenvolvimento da criatividade humana, tudo resultado da capacidade de pensar com lógica. A velocidade com que se sucederam as diversas etapas manifestou-se em progressão geométrica.

E como tudo na natureza é uma questão de domínio do mais apto, a maioria das pessoas sempre é dominada pelos melhores preparados; por aqueles que treinaram e são livres para pensar às suas próprias custas, estes foram e são os mais ricos e quiçá mais felizes. Também são os que mais espoliaram os menos aptos, os pobres e incapacitados de pensar às suas próprias expensas. Benevolência, magnanimidade, é dada a poucos; sempre houve a exploração do homem pelo próprio homem.

Pela sua incapacidade de pensar e controlar os seus instintos, o pobre sempre foi incentivado em produzir a maior prole para alimentar o mercado de escravos de todos os sistemas econômicos, em todos os tempos.

A natalidade da nossa espécie ultrapassa hoje os duzentos e cinquenta por cento da mortalidade.

O sistema econômico mundial, este que mantém as engrenagens da sociedade em funcionamento, conduz de forma alucinante ao esgotamento de todos os mananciais de sustentação da vida. A sociedade está no limiar do estado crítico, talvez até já tenha ultrapassado o ponto sem volta, o limite de sustentação da vida humana na biosfera da Terra. Mahatma Gandhi disse que a terra produz o suficiente para satisfazer as necessidades de todos; não à cobiça de todos.

Grandes convulsões buscam o equilíbrio e são consequência direta da falta de amor fraterno entre as pessoas e para consigo mesmo.

Novas necessidades aflorarão durante as contorções da busca do equilíbrio e estima-se que então as carências estimularão a criatividade humana para novo salto evolutivo, para novo pulo de criatividade. Mas até lá, muitos inocentes serão trucidados pelo implacável, insensível e truculento sistema de exploração humana. E se a exploração do homem pelo próprio homem não der conta de equilibrar demanda com produção de alimentos, se os mananciais alimentícios estiverem exaustos ao ponto de não existir restauração, a própria natureza aniquilará quem sobrar.

A maçonaria chamou para si a responsabilidade de treinar soldados oriundos dos mais diversos graus intelectuais e culturais para a tarefa de pensar soluções para o mundo em convulsões em busca do equilíbrio tanto do sistema financeiro mundial como da ecologia, ambos mortais quando desequilibrados ou ameaçados.

Cabe ao Maçom, entre outros, a tarefa de pensar uma saída menos violenta das convulsões que levarão novamente ao equilíbrio, para isto ele estuda junto com os seus irmãos, em locais especialmente preparados que o tornam homem equilibrado, sábio e líder social, onde desenvolvem o amor fraterno para honra e à glória do Grande Arquiteto do Universo.


O QUE PERMANECE... - Maria José S. Tolentino


Não são as viagens luxuosas, mas a viagem em família onde o carro avariou e todos tiveram que empurrar e do nada começou a chover… 

O que permanece…

Não é a cama king size que ocupa 30% do quarto e aumenta a solidão, mas o beliche onde alguém dormia na parte de cima e as conversas em tom baixo para não acordar o restante do quarto e o riso alto sempre tinha habilidade de escapar 😊

O que permanece…

Não são os milhares de gostos numa foto perfeita, tirada com um telefone  perfeito, no momento perfeito, com os filtros perfeitos, mas a foto tremida pela felicidade de um momento único, felicidade sempre chacoalha o ser.

O que permanece… 

Não são as declarações de amor públicas feitas para uma plateia, mas o abraço que recebes mesmo quando falhas e erras, quando podes ser tu mesmo na totalidade do teu ser. 

O que permanece

Não é voo de helicóptero, mas voar em um balanço amarrado em um galho de infância.

O que permanece

Não é quantidade de pessoas que conheces, mas uma única mas que te acrescente, te faça crescer seja pela dor seja pelo amor. 

O que permanece

Não são os carros que conduziste na vida, mas a primeira vez que desceste uma ribanceira de bicicleta.

O que permanece

Não são os pratos da alta gastronomia, mas um almoço comum de domingo na casa da avó. 

O que permanece

Não é correr 20 km em uma estrada, mas quando os teus olhos viram os primeiros passos de alguém.

O que permanece

Não são os milhares de beijos ardentes, mas o beijo na testa antes dos olhos do sono serem abertos.

O que permanece

Não é o guarda-roupa com o novo casaco caríssimo, mas a camisa folgada de um amor ausente.

O que permanece

Não são as calçadas das viagens internacionais, mas aquela calçada em que tropeçaste e caíste onde aprendeste a importância da dor. 

Só coisas grandiosas não são levadas pelo vento do tempo. Ficam em ti como evolução nos corredores do tempo. 

São tesouros mascarados.

💚 inspirado em Zack Magiezi

janeiro 22, 2026

RECEBI A CRITICA ABAIXO - Michael Winetzki







Recebi de um irmão aborrecido comigo a mensagem abaixo:

Acho que o senhor como um acadêmico (pelo menos imagino eu), deveria aprender a fazer a referência certa. Da forma que o senhor faz, não dá nem para identificar as páginas de onde copia os textos. É preciso citar nome de autor, livro ou site, ano do livro e editora. Assim é fácil produzir conteúdo e ficar por ai dizendo nos grupos de Whatsapp que tem o melhor site de conteúdo maçônico do Brasil (Não Mesmo). Já vi várias copias de conteúdos de amigos aqui, sem qualquer referência e o senhor levando o crédito como "um grande pesquisador". Assim é muito fácil se vender como intelectual por ai. Ja tem grupos de maçons que os Irmão quando vê uma publicidade sua, comenta: "Lá vem o copião".

Atenciosamente,

Minha resposta:

Prezado Esdras, muito obrigado por sua reflexão.
Como você deve ser um dos milhares de irmãos que acessam o blog, (senão o comentário não tem razão de ser), agradeço pelo reconhecimento.

Você deve ter notado que todas as postagens, ao lado do título, contém o nome do autor. Quando sou eu que escrevo, tem o meu nome, e quando não tem nome algum, no pé do texto aparece de onde ele foi copiado.

De fato, eu copio os melhores textos dos meus grupos de whatsapp e muitos recebo diretamente dos autores, para prestigiar irmãos que de outra forma seriam muito menos lidos e apreciados. Sou uma espécie de divulgador de cultura e maçonaria e me orgulho muito disso, e os quase oitocentos mil acessos ao blog justificam o meu trabalho, que aliás, é inteiramente gratuito.

Mas como acadêmico também tenho obras. Escrevi 9 livros, um dos quais adotado como texto de estudo em faculdade. Tenho centenas de artigos publicados no Brasil e no exterior e em cerca de 30 anos fiz mais de duas mil palestras, presenciais e virtuais. Aliás, nesta semana faço 3, dia 25 na Loja Virtual Luz in Tenebris, dia 28 no Arco Real e no dia 30 em Goiânia.

Faço parte de 5 Academias mas nunca busquei filiação, sempre fui convidado porque viram algum mérito no meu trabalho.

E se tem algum amigo seu que eu publiquei sem citar a autoria, por favor me informe para corrigir o erro e me desculpar. Por mais cuidado que eu tenha, errar é humano.

Considero sim, e tenho muitas opiniões a respeito, o meu blog como um dos melhores do Brasil e mais de 300 irmãos que o seguem diariamente confirmam isso. Não sou o melhor, ninguém pode afirmar isso, mas sou um dos melhores, com certeza.

Finalmente eu tenho orgulho também de ser chamado de "copião". Busco trazer  a luz a cultura e inteligência de tantos e tantos autores que de outra forma passariam despercebidos. Copio o que há de melhor e isso soma para nos tornar também cada vez melhores. Não é esse o objetivo da Ordem?

Finalmente, porque essa raiva toda? Se você não gosta, não precisa ler. Eu não gosto de jiló e não como, não fico criticando seu amargor.

Receba a minha gratidão por sua crítica, que sempre nos enriquece e também um caloroso TFA. Michael

PS - As minhas palestras e os meus livros já renderam a doação de mais de 200 toneladas de cestas básicas e mais de milhão de reais em doações diversas, de reformas de creches e asilos, doações de computadores e bibliotecas a escolas e presídios, máquinas de fazer fraldas a prefeituras, fornos de pão a centros espíritas, etc, etc, etc. Tudo documentado.

Eu apreciaria muito saber o que você tem feito de trabalho na Ordem além de críticas?

CHEGADA DA FAMÍLIA REAL AO BRASIL - Junior Hamilton


22 de janeiro de 1808 - 22 de janeiro de 2023

215 anos da chegada da FAMÍLIA REAL portuguesa à Baía, no BRASIL

A ideia de uma transferência do Rei e da Corte Portuguesa para o Brasil, como um meio de reforço da segurança e soberania nacional, concretizou-se perante a ameaça napoleónica e no contexto das Invasões Francesas.

A comitiva real partiu de Lisboa a 29 de novembro de 1807 e chegou à Baía 54 dias depois.

Pela primeira e única vez na História uma colónia passava a ser a sede de uma corte europeia.

O episódio é narrado no livro de Memórias 2 do Mosteiro de Santa Clara de Vila do Conde

(PT/ADPRT/MON/CVSCVCD/011/0155, fls. 65-70v)

Link para o registo descritivo do documento arquivado no Arquivo Distrital do Porto: https://pesquisa.adporto.arquivos.pt/details?id=485530

Link para a transcrição integral: http://www.adporto.dglab.gov.pt/.../dia-mundial-do-livro