março 13, 2026

SEXTA-FEIRA, 13 - MORTE DE JACQUES DE MOLAY - Blue Collar Masons



Neste dia, Jacques de Molay, o último Grão-Mestre dos Cavaleiros Templários, foi executado em Paris.

Após anos de prisão e confissões forçadas sob pressão do Rei Filipe IV da França, de Molay compareceu perante a multidão e declarou a Ordem inocente das acusações que lhe foram imputadas.

Ele foi queimado na fogueira em uma ilha no Sena.

Quer o vejamos como um mártir, um monge militar ou um símbolo de resistência ao poder político, sua morte marcou o fim da Ordem Templária medieval — pelo menos oficialmente.

Mas a história raramente termina de forma limpa.

Em 1737, o Cavaleiro Ramsay proferiu um discurso sugerindo que a Maçonaria descendia de ordens cruzadas — incluindo os Templários. Esse discurso ajudou a alimentar o que hoje chamamos de "mito templário" dentro da Maçonaria: a ideia de que cavaleiros perseguidos preservaram suas tradições em segredo e as transmitiram à Ordem.

Isso é comprovado historicamente? Não.

É simbolicamente poderoso? Absolutamente.

A história dos Templários representa lealdade em meio à perseguição.

Honra sob pressão.

Convicção diante da morte.

Para muitos maçons — especialmente dentro do Rito de York e dos graus de cavalaria — a imagem de Jacques de Molay serve como um lembrete de que a integridade importa mais do que a sobrevivência.

Não reivindicamos a cavalaria medieval.

Mas reivindicamos a mesma obrigação:

Manter-nos íntegros.

Defender a verdade.

Cumprir nossa palavra — mesmo que isso nos custe algo.

A história nos ensina.

O simbolismo nos molda.

O caráter nos define.

A DISTOPIA QUE DESAFIA PADRÕES E CONVENÇÕES - Newton Agrella



Independente de questões culturais ou até mesmo intelectuais, fato é, que bem ou mal, e quer queira, quer não, hoje vivemos num mundo distópico, cujos valores da civilização encontram frequentes territórios de colisão.

Essa distopia se caracteriza por uma sociedade imaginária, em que opressão, autoritarismo, cobranças incessantes, desumanização e miséria, servem como  crítica aos problemas atuais, como controle governamental, degradação ambiental, vigilância e subserviência tecnológica, que impactam no risco da perda de liberdade, na desesperança e no conformismo das pessoas com um futuro sem muitas perspectivas positivas.

Exemplo tácito desta distopia se revela em plenitude, quando uma sociedade adoecida brada e contesta veementemente (e com razão) a morte de um animal, como foi o caso recente do cão "Orelha" em Santa Catarina, mas que em contrapartida, quase que naturaliza o racismo desumano, que quando muito, repercute midiaticamente, sobretudo quando o objeto de tal crime é uma figura pública e notoriamente conhecida.

Essa hipocrisia e insensatez, vezes até disfarçadas de indignação, constituem-se num dos traços mais marcantes que descrevem a Distopia.

A propósito, a etimologia do referido vocábulo de origem grega, compõe-se do

prefixo *dys*- ("ruim", "anormal") e do radical *topos* ("lugar")  resultando assim no significado de "lugar ruim".

Semanticamente, o termo refere-se a um cenário sombrio, totalitário, em que os problemas atuais são exagerados para retratar uma sociedade em decadência onde a propria inteligência humana e natural, mal consegue controlar uma inteligência artificial, que gradativamente vai ganhando mais autonomia e soberania, tornando-se quase irrepresável para aquele que a criou.

Porém, o mais triste e deprimente dessa história é que as atitudes distópicas, não escolhem tempo e nem lugar. 

Elas estão presentes em quase todos os campos da atividade humana e não se furtam de deixar sua marca registrada, impondo ao ser humano tornar-se refém de sí mesmo.


DEUS E O MAL - Rui Bandeira



Uma das definições de Maçonaria que ouvi é que a Maçonaria é um sistema de moralidade, velado por alegorias e desvendado por símbolos.

Não é apenas isso, mas também é isso.

O texto que vou seguidamente publicar é uma adaptação minha baseada numa daquelas apresentações de diapositivos que circulam pela Rede, envoltas em música suave e com fundos de paisagens aprazíveis. 

Mas esta, em particular, é mais do que isso, é uma forma de mostrar que *Razão e Fé não são incompatíveis*. 

São alegorias como esta que os maçons utilizam para refletir. 

A Alegoria vela a moralidade, que é desvendada pelos símbolos. 

Isto também é Maçonaria.

• Deus e o Mal

Um professor universitário desafiou os seus alunos com esta pergunta:

– Deus criou tudo o que existe?

Um aluno respondeu, afoitamente:

– Sim, Ele tudo criou.

– Tem a certeza que Deus criou tudo? – insistiu o professor.

– Sim senhor! – respondeu o jovem.

O professor, então, concluiu:

– Se Deus criou tudo, então Deus criou também o Mal, pois o Mal existe. 

E, assumindo que nós nos revelamos em nossas obras, então Deus é mau…

O jovem ficou calado em face de tal resposta e o professor gozava mais um triunfo da sua Lógica, que demonstrava mais uma vez que a Fé era um mito.

Então, outro estudante levantou a mão e perguntou:

– Posso fazer uma pergunta, professor?

– Claro que sim! – respondeu este.

Então o segundo jovem perguntou:

– Professor, existe o frio?

– Que pergunta é essa? 

Claro que sim! 

Ou, por acaso, nunca sentiu frio?

O jovem respondeu: – Na realidade, professor, o frio não existe! 

Segundo as leis da Física, o que consideramos frio, na realidade é a ausência de calor. 

Todo o corpo ou objeto é susceptível de estudo, quando possui ou transmite energia. 

O calor é que faz com que este corpo tenha ou transmita energia. 

O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe realmente. 

Nós criámos essa definição para descrever o que sentimos quando nos falta o calor.

E o jovem prosseguiu: – Mas permita-me ainda uma outra pergunta. 

E a escuridão, existe?

O professor, intrigado, respondeu: – Existe, claro que existe.

O aluno retorquiu: Está de novo errado, professor, a escuridão também não existe. 

A escuridão, na realidade, é apenas a ausência de luz. 

A luz pode ser estudada, a escuridão, não. 

Até existe o prisma de Nichols, para decompor a luz branca nas várias cores de que a mesma é composta, com os seus diferentes comprimentos de onda. 

A escuridão, não. 

Um simples raio de luz atravessa as trevas e ilumina a superfície onde termina. 

Como se pode saber quão escuro está um espaço determinado? 

Com base na quantidade de luz presente nesse espaço, não é assim? 

Escuridão é, pois, apenas uma definição que o Homem desenvolveu para descrever o que acontece quando não há luz!

Finalmente, o jovem perguntou. – Diga-me então agora , professor, ainda pensa que o Mal existe?

O professor respondeu, ainda insistindo: – Claro que sim, claro que existe, bem vemos os crimes e a violência em todo o Mundo, tudo isso é o Mal!

Retorquiu então o estudante: O Mal não existe, senhor. 

Pelo menos, não existe por si mesmo. 

O Mal é simplesmente a ausência de Deus, tal como o frio é a ausência de calor e a escuridão a ausência de luz. 

O Mal é uma definição que o Homem criou para descrever essa ausência de Deus! 

Deus não criou o Mal. 

O Mal não é como a Fé, ou como o Amor, que existem, como existem o calor e a luz. 

O Mal é o resultado de a Humanidade não ter Deus presente em seus corações. 

É dessa ausência que surge o Mal, como o frio surge da ausência de calor e a escuridão da falta de luz.

Pela primeira vez, o professor compreendeu que a Razão e a Lógica não são antagónicas da Fé e que aquelas, sabiamente aplicadas, afinal justificam esta.

E assim se provou que Deus não criou o Mal e também que a existência do Bem prova a existência de Deus, como o Calor prova haver energia e a Luz prova existir a cor.

Que o Grande Arquiteto do Universo permaneça em nossos corações!



CONEXÕES ENTRE O JUDAISMO E A SIMBOLOGIA MAÇÔNICA - Luciano J. A. Urpia -

 


O Rabino Joseph Chayim Mendes Chumaceiro, nascido em Amsterdã em 1844, dedicou sua vida ao judaísmo em congregações nos Estados Unidos (Charleston, Nova Orleans, Filadélfia, Augusta) e em Curaçao, onde também atuou como editor do jornal The Jewish South. Mas sua obra mais curiosa e polêmica é "The Evidences of Free-Masonry from Ancient Hebrew Records" – um livro onde ele usa seu profundo conhecimento do hebraico bíblico para traçar conexões entre a tradição judaica e os símbolos maçônicos.

O resultado é uma obra genial... e profundamente controversa.

Chumaceiro força relações, cria etimologias improváveis e projeta ideias do século XIX em textos antigos de forma anacrônica. Os críticos apontam: suas interpretações não resistem à historiografia moderna. Mas isso diminui a importância do livro? Absolutamente não. O que torna essa obra tão valiosa é justamente o que ela revela sobre a mente maçônica do século XIX e sobre nós mesmos. Chumaceiro nos convida a refletir: quantas lendas repetimos sem questionar? Quantas "verdades" maçônicas são, na verdade, tradições inventadas para dar sentido à nossa busca?

Sua obra é um lembrete poderoso de que a Maçonaria nunca exigiu uma única verdade. Mas nos ensina também que, sem rigor histórico e humildade intelectual, corremos o risco de construir castelos de areia interpretativos. Você sabia disso? Já parou para questionar de onde vêm as certezas que carrega no templo?

Para adquirir o livro, acesse o link @portalmasonica

.Fonte: CURIOSIDADES DA MAÇONARIA


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março 12, 2026

MACONARIA E O COMBATE A CORRUPÇÃO - André Naves




A corrupção é, fundamentalmente, uma falência moral. Ela representa a corrosão do tecido social, o triunfo do egoísmo sobre o bem comum e a degradação da dignidade humana — especialmente porque desvia recursos que deveriam amparar todos os cidadãos para o privilégio de poucos. 

Alicerçada em princípios milenares, a Arte Real oferece um arcabouço ético rigoroso que transcende o tempo, propondo que a verdadeira transformação da sociedade começa, inexoravelmente, pela lapidação interior do indivíduo. 

Entender melhor a interseção entre os ideais maçônicos e o combate à corrupção é, portanto, resgatar um legado histórico de cidadania e virtude que continua a ecoar como urgência no mundo contemporâneo.

A essência do compromisso maçônico com a integridade revela-se de forma contundente em sua ritualística. Na cerimônia de abertura dos trabalhos, especialmente no Rito Escocês Antigo e Aceito (REAA), ecoa uma interrogação que define o propósito da congregação: "Por que nos reunimos em loja?" 

A resposta consagra o dever do maçom: "Para combater o obscurantismo, o fanatismo, os preconceitos e os erros. Para glorificar a verdade e a justiça. Promover o bem-estar da pátria e da humanidade. Levantando templos à virtude e cavando masmorras ao vício."

No contexto do combate à corrupção, o "obscurantismo" e os "erros" traduzem-se na falta de transparência, nas manobras escusas e na ignorância moral que permitem que o patrimônio público seja vilipendiado. 

A corrupção prospera nas sombras; a Maçonaria, por sua vez, busca a Luz. "Cavar masmorras ao vício" é um imperativo categórico. O vício da ganância e da apropriação indevida deve ser confinado e neutralizado pela retidão de caráter, enquanto o "templo à virtude" é edificado diariamente pelas ações justas do maçom, tanto em Loja quanto na vida profana. 

Sob a óptica da filosofia maçônica, profundamente dialogante com o estoicismo e a ética aristotélica, a corrupção nasce da incapacidade humana de conter suas próprias paixões e desejos descontrolados. O esquadro e o compasso, instrumentos fundamentais do Simbolismo, ensinam precisamente a retidão das ações (o esquadro) e a necessidade de circunscrever os desejos dentro dos justos limites em relação a todos os seres humanos (o compasso).

A vida virtuosa exige uma autodisciplina ferrenha. O desvio ético que caracteriza o corrupto é a vitória do instinto sobre a razão, do interesse efêmero sobre o dever eterno. Contudo, a filosofia da Ordem não se encerra no indivíduo; ela expande-se para a esfera social. O maçom é instado a ser um farol de conduta. 

Uma sociedade que tolera a corrupção é uma sociedade de "pedras brutas" abandonadas ao léu. Ao exigir de seus membros que sejam exemplos de retidão, a Maçonaria atua como um vetor de profilaxia social, promovendo a ideia de que a justiça e a inclusão social só são possíveis em um ambiente institucional pautado pela ética.

A história da civilização moderna está intrinsecamente ligada à atuação de maçons que, inspirados por esses ideais, combateram a tirania, a injustiça e a corrupção em suas diversas formas. O legado desses obreiros demonstra como a filosofia maçônica se materializa em ação política e social.

No Brasil, a construção da cidadania e a luta contra os vícios do colonialismo e da escravidão têm assinaturas muito claras:

Cláudio Manuel da Costa: Mártir da Inconfidência Mineira, combateu a corrupção e a extorsão fiscal da Coroa Portuguesa, pagando com a vida pela defesa da liberdade.

José Bonifácio de Andrada e Silva: O Patriarca da Independência enxergou além de seu tempo, lutando por um Estado soberano, íntegro e coeso, repudiando os vícios da escravidão e da exploração desmedida.

D. Pedro I: Imperador que, imbuído de ideais de autonomia, rompeu as correntes do domínio colonial que sugavam as riquezas da nação.

Marechal Deodoro da Fonseca e Prudente de Moraes: Figuras centrais na transição para a República e na consolidação de instituições civis que buscavam suplantar os privilégios do Império.

Rui Barbosa: Embora haja debates historiográficos sobre sua iniciação formal, a "Águia de Haia" foi o maior arauto da moralidade pública, da justiça e do combate implacável à corrupção política, personificando os mais altos ideais de virtude.

Luiz Gama: Brilhante jurista e abolicionista, utilizou a lei para combater o mais hediondo dos vícios sociais (a escravidão), devolvendo a dignidade a centenas de seres humanos.

Visconde do Rio Branco: Estadista de visão, artífice da Lei do Ventre Livre, utilizou a política institucional para promover justiça estrutural.

No cenário internacional, a Ordem abrigou mentes que moldaram o mundo livre:

George Washington e Benjamin Franklin: Pilares da democracia americana, personificaram a virtude cívica. Washington abriu mão do poder absoluto, um golpe mortal contra a corrupção tirânica; Franklin buscou a perfeição moral e o constante melhoramento cívico.

Winston Churchill: Símbolo da resistência contra o obscurantismo totalitário no século XX, defendendo a liberdade humana contra a barbárie.

Wolfgang Amadeus Mozart: Através de obras como A Flauta Mágica, imortalizou a vitória da luz, da razão e da fraternidade sobre a ignorância e o fanatismo.

Voltaire: Filósofo iluminista que dedicou sua vida a combater os dogmas, a corrupção do Estado e da Igreja, defendendo a liberdade de pensamento.

Simón Bolívar: O Libertador, que lutou incansavelmente para emancipar a América do Sul da exploração e do vício colonial.

Arthur Conan Doyle: Escritor que, através de sua obra, exaltou a busca implacável pela verdade e a aplicação imparcial da justiça contra o crime e o engano.

A força da Maçonaria no combate à corrupção não reside em atuações político-partidárias, mas na forja de consciências. Como ferramenta de transformação social, a Ordem atua na base da pirâmide civilizatória: o caráter humano. 

Quando um líder, um servidor público ou um cidadão comum aplica a equidade do nível e a retidão da prumo em suas ações cotidianas, a estrutura de corrupção sistêmica perde sua sustentação.

Mais do que nunca, compreende-se que a corrupção é o motor da exclusão social. O desvio ético na gestão pública ou privada afeta diretamente os desfavorecidos, perpetuando abismos de desigualdade. 

Ao ensinar a fraternidade e a filantropia, a Maçonaria forma indivíduos que não apenas se recusam a participar de atos corruptos, mas que ativamente os combatem, pois compreendem que a injustiça cometida contra o tesouro público é um crime de lesa-humanidade e um ataque direto à dignidade do próximo.

A história atesta que a Maçonaria não é um mero refúgio contemplativo, mas uma oficina de trabalho voltada para o progresso moral da humanidade. O legado de virtude deixado por figuras históricas serve como bússola, provando que o compromisso com a verdade e a justiça tem o poder de derrubar impérios corruptos e forjar nações livres. 

A corrupção continuará sendo um desafio contínuo, uma erva daninha que brota nas rachaduras do egoísmo humano. No entanto, enquanto houver homens dispostos a empunhar o malho e o cinzel para desbastar suas próprias imperfeições, haverá esperança. 

A responsabilidade é clara e intransferível: cabe a cada um, sob as bênçãos do G.'.A.'.D.'.U.'., assumir seu posto na reconstrução moral da sociedade, honrando o sagrado juramento de, incessantemente, levantar templos à virtude e cavar masmorras ao vício.



CESAREIA, ISRAEL



Cesareia foi uma das maiores cidades do Oriente Médio durante a antiguidade !!!

Confira algumas curiosidades:

1- A metrópole era conhecida por suas grandes avenidas, templos, palácios, banhos e edifícios públicos em estilo helênico-romano.

2- Seus edifícios mais característicos eram o hipódromo e o teatro com vista para o Mar Mediterrâneo. A cada 5 anos, as estruturas sediava eventos esportivos como lutas de gladiadores, corridas de cavalos e produções teat

3- Comerciantes do Império Romano ficaram maravilhados com a infraestrutura da cidade, comparando-a com Atenas na Grécia ou Alexandria no Egito. 

4- A cidade também tinha uma grande biblioteca com mais de 30.000 manuscritos, abrigando uma escola teológica e uma população acadêmica. 

5- Sua construção mais extraordinária foi o seu porto artificial, o Porto de Sebastos, com uma área de 100.000 m² de betão, cal e argamassa. Todas as principais estruturas foram construídas durante o reinado de Herodes, de 22 a 9 AC. 

6- Para alimentar seus 125 mil habitantes que viviam em uma área urbana de 3,7 km², Herodes investiu em um grande aqueduto de 16 km de extensão, que trazia água de rios para o Nordeste. Por volta do século 1 a.C., os romanos começaram a ocupar a cidade e sucessivamente todo o Israel atual, até que seu domínio se tornou oficial. Assim, a província da Judéia foi estabelecida em 6 a.C., sendo Cesareia sua capital. 

7- A infraestrutura da cidade não duraria muito. O concreto e a cal usados ​​na construção do porto e seus aterros eram mais fracos do que os portos romanos. Somado a isso, a região está no topo de uma falha geológica. Com a ação sísmica ao longo dos séculos, a área ficou acidentada, levando à degradação de suas estruturas. Por volta do século VI, o porto já estava inutilizado e a maioria das antigas residências foram substituídas por edifícios do Império Bizantino. Somente em 1950, expedições arqueológicas encontraram ruínas de diferentes períodos da Caesaria, da Antiguidade à Idade Média, tornando-a patrimônio da UNESCO. 

8- Hoje, seus edifícios mais preservados são o primeiro andar do teatro, seu hipódromo e os restos de seus palácios e templos. 

Fonte: National Archeology.



DIREITO NATURAL - SURGE A IDEIA DE JUSTIÇA - Charles Boller



Pode-se especular que a intuição de Justiça e Direito pode ter surgido nas cavernas dos nossos ancestrais pré-históricos, quando da descoberta do fogo; o que aumentou o tempo de vigília; iluminaram as cavernas e obtiveram mais tempo de convivência ativa. 

Afloraram vantagens estratégicas e dessa dinâmica social a espécie tornou-se poderosa, pois transformou o homem num ser social por excelência.

Da convivência forçada surgiu a condição ideal para torná-lo superior aos outros seres viventes que compartilham a biosfera. 

Descobriu-se no amor fraterno o único meio das ações humanas interagirem de forma positiva com os seus semelhantes, o que permitiu obter assistência colaboradora de uns para com os outros. 

Isto grandes pensadores vem repetindo através das eras e poucos o entendem.

O homem já nasce com uma intuição natural de direito e Justiça que precedem todo e qualquer código compilado. 

Desde que livre e independente ele possui direitos inalienáveis: respeito; desenvolvimento da personalidade; igualdade; trabalho; evolução; liberdade; associação; legitima defesa; e outros. 

É da consciência humana que floresce o direito natural.

A Justiça está alicerçada nos deveres e direitos naturais do homem e deve auxiliá-lo no seu relacionamento social, fazendo-o manter o seu equilíbrio em relação aos outros, impedindo-o de ser besta selvagem, humaniza-o.

 MOTIVAÇÃO CENTRAL DA JUSTIÇA 

Sempre que o espaço físico se restringe, aumenta a concorrência que leva uns a desconfiarem dos outros. 

A convivência forçou os vetustos homens a conviverem em espaços estreitos, já que à noite não lhes era possível sair da sua toca devido à escuridão reinante. 

O que deve ter iniciando disputas por melhor espaço, a fêmea melhor dotada ou o melhor pedaço de comida.

O verdadeiro fundador da sociedade civil certamente foi aquele ser humano antigo que, cercando um pedaço de terra, àquela área associou o pensamento de posse: “isso é meu”! 

Acabou a paz do homem nativo, que vivia em equilíbrio com a natureza, que desfrutava do direito natural, que descansava a sua cabeça em qualquer lugar, ao abrigo de qualquer arbusto, sem problemas de impacto ambiental, sem necessidade de correr, salvo para defender-se de algum predador. 

Um dia era como o outro e o tempo transcorria sem maiores situações de estresse. 

A tendência de reservar um espaço de chão para fixar morada é explorada ao extremo na nossa sociedade moderna; são edificados “caixotes”, uns sobre os outros, amontoados. 

Isto gera problemas de relacionamento entre pessoas, violência, porque sempre existe aquele que, por uma razão ou outra, não paga as taxas de condomínio, ou então perturba a paz dos seus vizinhos com ruídos ou provocações.

E num país como o Brasil – que é só terra – existe o invasor que se denomina um “sem terra”.

No transito de automóveis é possível perceber a violência como resultado da concorrência. 

É só aumentar o número de veículos que transitam numa mesma via para imediatamente surgirem situações onde se coloca em risco a vida de outros motoristas, de pedestres ou causar dano ao património público. 

Cada cidadão exige para si aquele espaço, que deveria ser compartilhado. Isto gera estresse, ranger de dentes, piscadas de luzes e olhares ferozes.

Quando não há disputa ou concorrência, a vida em grupo é suave, tranquila, e nesta forma natural de convivência quase não há necessidade de a sociedade punir. 

Quando a distribuição dos recursos e oportunidades é igualitária não ocorrem eventos sociopáticos significativos, salvo nos casos de insanidade.

A Maçonaria contribui com o estudo da justiça exatamente para embutir na mente dos seus adeptos a necessidade de obedecerem às leis do seu país. 

De modo a assegurar conforto e segurança mínimo na convivência com a fera mais ardilosa e violenta com a qual deve compartilhar os recursos cada vez mais escassos: o homem. 

Exalta-se o abandono ao instinto de vingança e dá-se importância ao exercício da Justiça movida pelo braço forte do Estado. 

E assim o Maçom vive em salutar equilíbrio consigo mesmo e a sociedade que o rodeia para honra e à glória do Grande Arquiteto do Universo.



março 11, 2026

INICIAÇÃO NA ARLS TRÍPLICE ALIANÇA 341, MONGAGUÁ





A minha ARLS Tríplice Aliança 341 de Mongaguá, realizou na noite de ontem a cerimônia de iniciação do profano Rafael Chiode, que passa a integrar o quadro de obreiros da Loja.

Irmãos de diversas cidades da Baixada estiveram presentes, e uma comissão de autoridades maçônicas abrilhantou a sessão: o Delegado Distrital do 12a Região, irmão Renato Aparecido Medeiros da Silva, os Delegados Distritais das 11a e 13a Região, respectivamente os irmãos João Roberto da Silva e Valter Sanches Fernandes e o membro da Comissão de Assuntos Gerais da GLESP, irmão Osvaldo Takakura.

A sessão, brilhantemente conduzida pelo Venerável Mestre irmão Alexandre de Oliveira Lucena transcorreu em conformidade com a ritualística e os trabalhos foram encerrados comum delicioso ágape.

A VERDADEIRA INICIAÇÃO - José Cantos Lopes Filho



 No dia da minha iniciação na maçonaria, fui recebido logo na porta por um maçom alto, imponente, desses que pela presença já impõem respeito. Sem muitas palavras, ele me conduziu a uma pequena sala reservada.

Ali começou algo que, naquele momento, me pareceu estranho e até desconcertante. Ele retirou meu paletó, minha gravata, desabotoou parcialmente minha camisa e a tirou da calça. Pediu que eu tirasse os sapatos e as meias, entregando-me um par de chinelos. Arregaçou uma das pernas da minha calça até próximo do joelho. Por fim, solicitou minha carteira, eu ainda tinha algum dinheiro ali dentro.

Não resisti e perguntei:

— Por que tudo isso agora?

Ele respondeu com serenidade:

— Você entrou aqui vestido como um profano. Agora está sendo despido de suas vaidades. Não está nu nem vestido. E foi despojado de todos os metais.

Fiquei ali, de pé, em silêncio. Confesso: eu não entendia nada. Minha mente buscava lógica, explicação, sentido imediato, e não encontrava.

Então colocaram uma venda sobre meus olhos.

E foi assim, na escuridão, sem entender completamente o que estava acontecendo, que comecei minha jornada. Não apenas dentro de um templo, mas dentro de mim mesmo.

Agora, 25 anos depois começo a entender melhor e vou tentar explicar.

Naquele dia nada foi aleatório. Cada detalhe daquela preparação que eu descrevi teve uma carga simbólica profunda. Não foi constrangimento. Foi construção.

Quando fui parcialmente despido, sem paletó, sem gravata, camisa desalinhada, um pé descalço, a perna arregaçada, isso representou o abandono das máscaras sociais. Ali não entrou o professor, o empresário, o avô, o cidadão respeitado. Entrou o homem. Cru de títulos. Sem status. Sem distinções.

O fato de estar “nem nu nem vestido” simbolizou um estado de transição. Eu não pertencia mais totalmente ao mundo profano, mas ainda não estava integrado ao mundo iniciático. Estava entre dois estados. É um limiar.

Ser despojado dos “metais”, dinheiro, objetos de valor, representou deixar do lado de fora aquilo que pesa: riqueza material, vaidade, poder. A mensagem foi clara: ali dentro, todos são iguais. O valor é moral, não financeiro.

O pé descalço e a perna exposta  me remeteu à humildade e à vulnerabilidade. Eu não estava protegido. Estava aberto. Pronto para sentir o chão, a realidade, a verdade.

E então veio a venda.

A venda talvez tenha sido o símbolo mais forte. Ela representou a ignorância inicial, não como ofensa, mas como condição humana. Todos chegamos às grandes verdades sem enxergar completamente. A escuridão simbolizou o desconhecimento. A jornada começou quando aceitai caminhar mesmo sem ver.

E repare que isso ecoa na própria vida. Quantas vezes começamos algo sem entender direito? Casamento. Paternidade. Fé. Política. Amor. A gente entra meio às cegas… e só depois compreende.

A iniciação, no fundo, dramatizou o nascimento de um novo olhar. Primeiro a escuridão. Depois, gradualmente, a luz. Mas a luz só tem sentido para quem já experimentou o escuro.

E sabe o que acho interessante? No momento que eu disse aquele homem me recebeu na porta do templo, que não estava entendendo nada, talvez não fosse para entender racionalmente. A simbologia fala mais ao inconsciente do que à lógica.

Hoje, olhando para trás, eu entendo melhor, eu parado de pé, descalço, vendado! 

Às vezes a verdadeira iniciação não acontece no dia do ritual. Ela acontece anos depois, quando a gente finalmente compreende o que viveu.



LEOPOLDINA E A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL - Helio P. Leite

 


A REGENTE QUE PREPAROU O 7 DE SETEMBRO

A narrativa tradicional da Independência do Brasil costuma concentrar-se na figura de Dom Pedro e o célebre Grito do Ipiranga, proclamado em 7 de setembro de 1822. Contudo, a historiografia moderna tem resgatado com crescente justiça o papel decisivo desempenhado por Maria Leopoldina de Habsburgo, então princesa – e depois imperatriz – do Brasil. Longe de ser personagem secundária, Leopoldina exerceu função política ativa e determinante nos dias que antecederam a ruptura com Portugal.

Em setembro de 1822, Dom Pedro encontrava-se em viagem à província de São Paulo. Durante sua ausência, Leopoldina exercia formalmente o cargo de Princesa Regente, presidindo os atos de governo no Rio de Janeiro. Nesse contexto, chegaram de Lisboa novas determinações das Cortes portuguesas que restringiam a autonomia administrativa do Brasil e exigiam o retorno imediato do príncipe, além de medidas que, na prática, recolonizavam o país.

Diante da gravidade da situação, foi convocada reunião do Conselho de Estado em 2 de setembro de 1822. Leopoldina presidiu os trabalhos ao lado de ministros como José Bonifácio de Andrada e Silva. O Conselho concluiu que não havia mais espaço político para conciliação: a separação tornara-se o único caminho viável para preservar a integridade e a governabilidade do Brasil.

Na qualidade de regente, Leopoldina assinou despachos e decisões oficiais que aprovaram a linha de resistência às Cortes e autorizavam medidas de ruptura administrativa. Não se tratou de um “decreto de independência” no sentido formal posterior, mas de atos de governo legítimos que colocaram o Estado brasileiro em rota decisiva de separação.

Além dos atos oficiais, Leopoldina enviou correspondência direta a Dom Pedro alertando sobre o risco de perda de autoridade e instabilidade interna caso ele cedesse às pressões de Lisboa. Em tom claro e firme, aconselhou a decisão imediata pela independência. Essas comunicações – somadas às cartas de José Bonifácio – chegaram às mãos do príncipe dias depois, influenciando diretamente sua deliberação final.

Seu preparo intelectual também merece destaque. Leopoldina possuía sólida formação científica e política, conhecia bem o cenário europeu pós-napoleônico e compreendia a dinâmica das monarquias constitucionais. Sua leitura estratégica do momento foi precisa: a hesitação poderá fragmentar o território e provocar conflitos internos irreversíveis.

O reconhecimento do seu papel não diminui a importância de Dom Pedro, mas completa o quadro histórico. A Independência não foi um ato isolado à beira de um riacho – foi resultado de decisões institucionais, aconselhamento político e coragem administrativa. Nesse processo, Leopoldina atuou como verdadeira chefe de governo.

Hoje, a análise documental permite afirmar com segurança: sem a atuação da princesa regente nos dias 2 a 5 de setembro, o desfecho do processo poderia ter sido distinto ou retardado. Leopoldina não apenas apoiou a Independência – ela ajudou a construí-la juridicamente e politicamente.

Resgatar sua participação é, portanto, um dever de justiça histórica!



março 10, 2026

O ORIENTE NA TRADIÇÃO MACONICA - Jorge Gonçalves




É hoje! Na Loja Constâncio Vieira nº 3300, às 19h30, teremos uma palestra espetacular: O *Oriente na Tradição Maçônica*.

Nosso Ir∴ *Natanael Fernandes de Souza* apresentará uma análise histórica sobre o desenvolvimento dos templos maçônicos ao longo dos séculos.

A posição do Oriente no Templo maçônico, hoje tão familiar às nossas sessões, é fruto de um longo processo de formação histórica. Desde os primeiros registros de 1730, passando pelos rituais de 1804, 1822, 1834, 1857, 1874, 1898 e 1962, a organização do espaço simbólico da Loja foi progressivamente estruturada ao longo de quase três séculos, até consolidar um dos modelos que hoje conhecemos.

Convidamos os Irmãos para esta excelente oportunidade de revisitar a nossa história.



A SOCIEDADE SECRETA PERSA - Luciano J. A. Urpia

 


A "Faramosh Khaneh" (em persa, "Casa do Esquecimento") foi uma sociedade secreta fundada no Irã em 1859, durante o reinado de Nasser al-Din Shah. Seu criador foi Mirza Malkam Khan (foto), um intelectual iraniano educado na França que se inspirou nas Lojas Maçônicas europeias para criar uma organização adaptada à realidade persa. Apesar de seguir a estrutura e os rituais das lojas maçônicas, a Faramosh Khaneh não tinha vínculo oficial com a maçonaria europeia, era uma criação original de Malkam Khan, que escolheu o nome "Casa do Esquecimento" justamente para evocar mistério e discrição, características essenciais para sobreviver em um ambiente político autoritário.

O objetivo principal da Faramosh Khaneh era promover o debate sobre ideias modernizadoras e reformistas em um Irã ainda dominado pelo absolutismo real. Em suas reuniões, realizadas na casa do príncipe Jalal al-Din Mirza Qajar, os membros discutiam temas como tirania, liberdade, direitos individuais, reformas econômicas e as razões do atraso do país em relação ao Ocidente. A sociedade atraía intelectuais, estudantes da escola Dar ul-Funun e políticos insatisfeitos, todos interessados em compreender o segredo do progresso europeu e aplicá-lo ao Irã. Foi a primeira sociedade secreta ativa e reformista do país, e muitos de seus integrantes se tornariam líderes importantes na futura Revolução Constitucional Iraniana.

Apesar de ter sido criada com a permissão do Xá, a Faramosh Khaneh durou apenas dois anos. Rumores de que seus membros planejavam implantar uma república liderada por um príncipe Qajar alarmaram Nasser al-Din Shah, que em 1861 ordenou o fechamento da organização e o exílio de Malkam Khan. Embora breve, sua existência marcou profundamente a história iraniana: foi o primeiro espaço onde se discutiu abertamente a necessidade de limitar o poder do monarca e de introduzir conceitos como liberdade e direitos civis no país, plantando sementes que germinariam décadas depois na Revolução Constitucional de 1906.

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O SONHO DO CURIOSO ACABA QUANDO ELE DESCOBRE QUE MAÇONARIA TEM CUSTOS



Texto de Bruno Pregil

Basta um convite mal formulado ou uma postagem enigmática em rede social para que o "profano de carteirinha" sinta o despertar de sua maior virtude: a curiosidade fofoqueira. Ele chega às portas do Templo com a mente cheia de delírios hollywoodianos, esperando encontrar o Santo Graal, a fórmula da alquimia ou, quem sabe, o telefone direto do presidente da República. 

O problema é que o curioso confunde Iniciação com Inauguração. Ele acha que a Maçonaria é um buffet livre de influência e prestígio, onde se entra para "ser alguém" sem nunca ter sido ninguém antes. 

A Queda das Máscaras.

A dissimulação é a primeira ferramenta desse tipo de espécime. Ele aperta a mão com uma força ensaiada, simula uma retidão que nunca praticou na esquina de casa e usa termos como "fraternidade" com a mesma vacuidade de quem comenta sobre o clima. 

Mas o choque de realidade é um banho de água gelada. O desvio de caráter começa a latejar quando ele percebe que:

 * A Maçonaria não é um balcão de negócios: Se você entrou para vender seguro ou ganhar cargo público, sua estadia será curta e seu desprezo será longo. 

 * O "Custo" não é apenas financeiro: Sim, a Ordem tem boletos. Manter Templos e filantropia custa dinheiro real. O curioso, que é geralmente um sovinha espiritual, empalidece ao ver que a "irmandade" não é um convênio médico gratuito. 

 * O custo mais caro é o esforço: O verdadeiro preço é o suor do cinzel sobre a Pedra Bruta. E o curioso odeia trabalhar. Ele quer a luz, mas tem medo de acender o fósforo. 

O Desvio de Caráter no Espelho 

Bruno Pregil hipócrita do que a exigência da Verdade. Quando o curioso descobre que a Maçonaria exige pontualidade, estudo sério e, acima de tudo, que ele coloque a mão no bolso para ajudar quem nada tem, o seu "sonho" de poder se transforma no pesadelo do dever. 

Ele descobre, para seu total horror, que a Maçonaria não vai consertar o que o caráter dele já apodreceu. Se ele entrou um canalha em busca de segredos, sairá um canalha frustrado com um avental que não sabe usar. 

> "A Ordem não é um refúgio para quem foge das contas ou das responsabilidades; é uma fornalha para quem tem coragem de queimar o próprio ego." 

A porta da rua é a serventia da casa para quem confunde Esquadria com Esquema. O custo da Maçonaria é alto demais para quem só tem a oferecer a moeda barata da dissimulação. 

E então, você acredita que a seleção rigorosa na sindicância é suficiente para barrar esses "colecionadores de títulos", ou a Ordem precisa de filtros ainda mais ácidos?