janeiro 12, 2026

A MAÇONARIA E A DEFESA DA FAMÍLIA NÚCLEAR - Helio P. Leite

 


FUNDAMENTOS FILOSÓFICOS, SIMBÓLICOS E MORAIS

A Maçonaria, enquanto Ordem iniciática, filosófica e filantrópica, ao longo de sua história tem reafirmado a importância da família como base essencial da formação moral do indivíduo e da estabilidade da sociedade. Entre os diversos modelos possíveis de organização familiar, a Maçonaria tradicionalmente valoriza a família nuclear – pai, mãe, filhos – não por exclusivismo ideológico ou religioso, mas por razões históricas, simbólicas e pedagógicas profundamente enraizadas em seus princípios.

A família como a primeira escola de valores

Para a Maçonaria, a família é a primeira oficina de aperfeiçoamento humano, onde se iniciam os fundamentos da ética, da disciplina, do respeito ao próximo e do senso de responsabilidade. Antes mesmo de qualquer instrução formal ou iniciação simbólica, é no seio familiar que o ser humano começa a lapidar sua Pedra Bruta.

Nesse sentido, o lar assume papel equivalente ao de uma Loja primordial, onde se aprendem os primeiros limites, deveres e virtudes indispensáveis à convivência fraterna e à vida em sociedade.

O simbolismo da complementaridade

A Maçonaria trabalha com símbolos universais e atemporais. A figura do pai e da mãe, no plano simbólico, representa a complementaridade dos princípios que sustentam a ordem e a harmonia: ação e a acolhimento, razão e sensibilidade, força e equilíbrio. Esses princípios, longe de se restringirem à biologia, expressam a ideia maçônica de equilíbrio, continuidade e construção harmoniosa do ser humano.

A família nucelar sob esse prisma, é compreendida como um símbolo operativo da união dos opostos, condição indispensável para a geração, a educação e a transmissão de valores.

Tradição, continuidade e responsabilidade histórica

Como Ordem tradicional, a Maçonaria valoriza a transmissão consciente da cultura, da memória e dos  valores morais entre gerações. A família é o elo natural da transmissão, garantindo a continuidade ética e simbólica que sustenta a civilização.

A preservação família nucelar está associada à noção de responsabilidade histórica, pois fortalece o sentido do pertencimento, de compromisso com o futuro e de respeito à herança moral recebida dos antepassados.

O exercício concreto da virtude

A Maçonaria não se limita ao discurso moral abstrato. Ela valoriza o exercício prático das virtudes, e a vida familiar oferece ao maçom um campo real de aperfeiçoamento. Prover, educar, proteger e orientar os filhos são atos  que exigem renúncia ao egoísmo, perseverança e compromisso – virtudes centrais na formação do homem livre e de bons costumes.

Assim, a família nuclear é vista como espaço privilegiado para o desenvolvimento do dever, da responsabilidade e da solidariedade.

Ordem social e estabilidade

Historicamente, as sociedades mais estáveis se estruturam sobre núcleos familiares sólidos. A Maçonaria reconhece a família como célula básica da organização social, responsável pela proteção da infância e pela formação de cidadãos conscientes de seus direitos e deveres.

A fragilização dos vínculos familiares tende a gerar desagregação social, individualismo exacerbado e enfraquecimento do espírito comunitário, todos incompatíveis com o ideal maçônico de fraternidade universal.

Defesa não é exclusão

É essencial esclarecer que a Maçonaria não discrimina nem exclui indivíduos em razão de sua condição familiar. A valorização da família nuclear não implica condenação de outras formas de organização social nem julgamento da dignidade humana, que é inalienável e universal.

A Ordem limita-se a preservar e valorizar um modelo que, ao longo da história, demonstrou eficácia na formação moral do indivíduo e na coesão social.

Considerações finais

A defesa da família nuclear pela Maçonaria decorre naturalmente de seus princípios fundamentais: ordem, moralidade, responsabilidade e continuidade. Não se trata de imposição doutrinária, mas a fidelidade a símbolos e valores que sustentam a construção do templo interior e da sociedade justa e fraterna.

Para a maçonaria, a família permanece  como a primeira Pedra Bruta  a ser trabalhada pelo ser humano, Quanto mais sólido o alicerce do lar, mas firme será a edificação do homem. Quanto mais sólido o alicerce do lar, mais firme será a edificação do homem e da sociedade.

Bibliografia de apoio:

- A Família e a Sociedade, João Mendes de Almeida, São Paulo, Saraiva, 1956

- O Futuro da Democracia, Norbeto Bobbio, São Paulo, Paz e Terra, 2000

- Ética Geral, Rio de Janeiro, Agir, 1972.

- Alexandre Dumas, Memórias Maçônicas, São Paulo, Madras, 2024

- Instituições Sociais e Moral, Ernesto de Farias, Rio de Janeiro , José Olympo, 1944

UMA VISÃO GERAL DA HISTÓRIA DA MAÇONARIA (1/6) - Leonardo Refaelli



As origens remotas da Maçonaria permanecem desconhecidas, e os historiadores, nesse ponto, ainda se limitam ao campo da conjectura. Algumas dessas conjecturas são particularmente fantasiosas. Não teria sua criação sido atribuída à própria mão de Deus? Não teria sido creditada ao próprio Adão, a Moisés, a Ninrode? Alguns, aparentemente mais sérios, remontam a fundação dessa "sublime Ordem" ao rei romano Numa Pompílio (715 a.C.) e acreditam que seus "segredos" chegaram até nós por meio dos "Colégios" de artesãos romanos que, estabelecidos por todo o Império, continuaram na Idade Média na forma de grupos profissionais, irmandades, "guildas" ou corporações. Outros acrescentam que muitos Templários se filiaram a essas irmandades comerciais, especialmente após a dissolução da Ordem do Templo em 1312.

I. — A Maçonaria na Idade Média.

Como pensavam dois antigos e prestigiados Grão-Mestres da Grande Loja da França, Michel Dumesnil de Gramont e Antonio Coen (1), existe em todo caso um vínculo de filiação entre a Maçonaria moderna, chamada especulativa, e a Maçonaria "operativa" da Idade Média.

 “Na Idade Média”, escreveu Victor Hugo, “a humanidade não considerava nada importante que não expressasse em pedra”. A arquitetura era verdadeiramente a arte real. Essas grandes obras em pedra, que continuam a nos maravilhar até hoje, eram encomendadas e financiadas pela Coroa, pela Igreja, por grandes senhores e pelas municipalidades. Exigiam uma grande força de trabalho, muitas vezes vinda de longe para trabalhar nos canteiros de obras. 

Essa força de trabalho era composta por homens livres, não servos presos à terra — ou seja, homens livres, que escapavam da servidão feudal e real. À frente desses “maçons” estava um Mestre de Obras que tinha autoridade sobre os trabalhadores e jurava cumprir os regulamentos. Ele detinha o título de Mestre Maçom e podia ter assistentes. A Loja era construída no canteiro de obras. O termo surgiu pela primeira vez na Inglaterra em 1278 (Abadia Real) e na França em 1283 (Notre-Dame de Paris). Era uma oficina coberta onde os materiais eram cortados, esculpidos e preparados para uso. Era também um local de descanso e convívio fora do horário de trabalho. Por fim, era certamente um lugar de aprendizado: os elementos da geometria e os princípios da arte da construção eram ensinados ali. E essa "arte, que consistia em dimensionar as várias partes de um monumento, em erguer aquelas torres e campanários ousados, em curvar aquelas magníficas abóbadas, sob as quais o som assumia uma dimensão mais harmoniosa, parecia uma arte mágica", como escreveu Albert Lantoine. Dentro da Loja, os membros trocavam "segredos" profissionais, como a Proporção Áurea, mas também segredos de outra natureza, que eram proibidos de serem escritos, mas que se encontram gravados em pedra, como o círculo, a pirâmide, o Selo de Salomão e a estrela de cinco pontas. A palavra "Loja" rapidamente passou a designar a comunidade, o grupo de aprendizes que trabalhavam na mesma construção. Submetida durante toda a duração do projeto à autoridade do Mestre Maçom, essa comunidade extraía considerável força da habilidade profissional de seus membros, de seu número e dos laços estreitos forjados entre eles pela intimidade diária da Loja. Além disso, a mobilidade inerente à profissão facilitou as conexões entre os canteiros de obras e levou a uma certa padronização das lendas e costumes do ofício. Estes seriam registrados por escrito a partir do século XIV, na Grã-Bretanha e também na Alemanha.

Possuímos cerca de uma centena de versões manuscritas inglesas ou escocesas das Antigas Obrigações. Entre esses manuscritos, um dos mais antigos é o Manuscrito Cooke (1410 ou 1430).

Isso inclui:

1) uma declaração que reconhece a dívida do homem para com Deus;

2) duas versões sucessivas da história lendária da profissão desde os tempos bíblicos;

3) a tarefa de casa propriamente dita;

4) uma breve oração final.

Os deveres assemelhavam-se muito aos prescritos em outras profissões pelas "Ordenanças" das guildas municipais. Parece que o novo membro da Loja ouvia a história da Ordem, sendo então exortado a observar os deveres, que lhe eram lidos em voz alta, com a mão sobre o Livro (a Bíblia), segurado por um dos maçons mais antigos. Ele então prometia manter em segredo os ensinamentos do Venerável Mestre e tudo o que aprendesse na Loja.


Ainda mais antigo que o Manuscrito Cooke é o Manuscrito Reguis (1390), que transforma as lendas da construção em versos. Segundo esse poema, a geometria, fundamento da arte da construção, foi inventada por Euclides no Egito para reconstruir o cadastro de terras a cada ano após a cheia do Nilo.

Na Alemanha, foram preservados os "Estatutos e Regulamentos de Regensburg, da guilda dos pedreiros", datados de 1459. Eles confirmam a existência dos "Steinmetzen" (pedreiros) agrupados em "Witten" (Lojas) e "Haupthütten" (Grandes Lojas), das quais havia cinco: em Estrasburgo, Colônia, Viena, Zurique e Magdeburgo. Uma primeira assembleia de pedreiros alemães foi realizada já em 1275 em Estrasburgo, onde o mestre de obras da catedral, Erwin von Steinbach, foi nomeado Mestre de todos os pedreiros. Uma Loja de Estrasburgo da Grande Loja da França leva seu nome até hoje.

O caráter religioso, até mesmo católico, das "Antigas Obrigações" britânicas (isto é, antes da Reforma) parece inegável. A maioria das constituições manuscritas começa com uma invocação a Deus e às três pessoas da Santíssima Trindade. O primeiro artigo das "Obrigações Gerais" ordena ao maçom "que seja um homem leal a Deus e à Santa Igreja e que evite o erro e a heresia". De forma semelhante, na Alemanha, os regulamentos para pedreiros começam assim: "Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, e da gloriosa Mãe Maria..."

Em assuntos políticos, os antigos deveres manuscritos obrigam os maçons a "serem súditos leais ao rei, a serem leais à autoridade civil"

Assim nos é apresentada a Maçonaria antes do século XVI, em toda a Europa cristã: um grupo com caráter profissional, religioso e cultural, cujo local de trabalho e reunião era, em cada canteiro de obras, a Loja.

......Continua amanhã...










janeiro 11, 2026

COMEDIMENTO MAÇÓNICO - Sérgio Quirino



Algumas instruções maçónicas são explicitas e não necessitam de elucubrações. 

Em alguns casos, chega a ser até perigoso desenvolver argumentos e teses sobre, por exemplo, qual é a tonalidade de azul do teto do Templo? 

A coisa essencial, inclusive a simbólica, é simples; O tecto é azul, pois, remete-nos para a infinitude do universo sobre as nossas cabeças. 

Ponto!

Os outros elementos que compõem a ABÓBADA CELESTE têm também nome, posição e significado. 

Alguns desses elementos nem sequer são nomeados nos rituais, mas, não significa que estão ali completando o céu ou decorando a Loja. 

Os seus propósitos serão desvendados somente pela observação e pelo uso da sagrada Palavra de Passe: PORQUÊ.

Você desconhecia esta Palavra de Passe? 

Ela é o maior legado dos primeiros maçons especulativos há muito tempo e, às vezes, parece que caiu em desuso.

Alerto aos Irmãos que esta reflexão trata apenas de uma alegoria de caráter especulativo/provocativo.

Além e acima das instruções explicitas e implícitas, há aquelas recorrentes e algumas outras que são transmitidas em situações especiais, muitas vezes inseridas num contexto em que elas nos podem parecer descabidas.

Estamos acostumados às aclamações vigorosas e vibrantes, que fazem as paredes tremerem. 

Natural, pois estamos alegres com a presença dos Irmãos.

Mas, e se houvesse uma ausência?

Um Irmão querido, um Respeitabilíssimo Mestre, cuja existência material tenha sucumbido?

Então, neste ambiente de consternação, estaremos apáticos e, certamente, a aclamação sairia num tom baixo e respeitoso

Interessante observar que estas diferenças de situação e de linguagem são mais próprias de um consenso social arraigado, do que materialmente prescrito nos rituais.

Mas há uma instrução curta, poucas vezes passada aos Irmãos e que acontece justamente quando muitos Maçons a desacreditam.

Somos alertados no Banquete Maçónico de que a nossa conduta deve ser comedida e que é próprio do Maçom o comedimento.

O Comedimento Maçónico vai além da frugalidade, da austeridade, do beber e comer moderadamente. 

Realizamos este comedimento quando entendemos que a circunspecção é nossa capacidade de analisar todos os lados inseparavelmente da discrição sobre tudo aquilo que analisamos.

Não falamos aqui de um autocontrole momentâneo conveniente. 

Mas, sim, do efetivo autodomínio. 

O Comedimento Maçónico não pode ser confundido com a perigosa austeridade, que mais se preocupa em apontar o caminho do inferno do que salvar o espírito.

O nosso comedimento é a harmoniosa frugalidade de ser servido e saber servir àqueles com os quais compartilhamos o pão da vida e o vinho da alma.



O QUE VOCÊ FARIA NESTE MUNDO SEM OS JUDEUS? - George García Hamilton



Vocês já pensaram nisso? 

O que você faria neste mundo sem os Judeus?

O que sente um manifestante ao fracassar nesta luta contra os Judeus? Por que não usar a energia em algo mais produtivo ao invés de ódio sem base contra os Judeus?

Os Judeus sobreviveram aos Egípcios, Babilônios, Persas, Gregos, Romanos, Otomanos, Alemães, Soviéticos e o restante do mundo ... 

Por que aqueles que fazem demonstrações  frente a embaixada de Israel acreditam que em algum momento eles vencerão a partida contra os Judeus? Após 65 anos do Holocausto, os Judeus têm uma nação próspera e moderna no mesmo lugar onde seus vizinhos não tem mais que a miséria e deserto com muita areia. Além disso, todos os anos Judeus ganham ao menos um prêmio Nobel - 25% dos prêmios Nobel da história, 170 deles, são Judeus. Todos esses que fazem demonstrações frente a embaixada de Israel e odeiam os Judeus, odeiam a metade inteligente da humanidade.

Deixemos bem claro:, não sou Judeu, mas sim Católico, mas não sou estúpido. Jesus era Judeu e nunca renunciou ao seu judaísmo. São Paulo de Tarso era Judeu, a Virgem Maria era Judia, os doze apóstolos e os primeiros Papas da Igreja foram Judeus. 

Claro, meus amigos socialistas, inimigos dos Judeus,- lhes digo que Karl Marx era Judeu, mas também o foram os criadores filosóficos de capitalismo, Samuelson, Milton Friedman etc.

Se você investe na bolsa, deve usar as teorias de Markowitz, que era Judeu. Nenhum dos que se manifestam contra Israel pode ir ao psicólogo (Sigmud Freud era Judeu), não deve tomar aspirina (Spiro era judeu), não pode ser diabéticos porque você me dirá ... o criador da forma de aplicar insulina, Karl Landsteiner era Judeu. Tampouco pode ser vacinado contra a poliomielite, contra a cólera, nem contra a tuberculose, já que seus inventores ou descobridores foram famosos Judeus. 

Nenhum dos que vão a demonstração contra Israel pode ir vestido já que Isaac Singer,, o da máquina de costurar, era Judeu ... Evidente, nem pode usar jeans, porque Levi Strauss era mais um Judeu. Calvin Klein, Ralph Lauren ou Donna Karan, famosos designers de roupas, são Judeus. 

Ah! o microfone que usam para gritar mensagens explosivas contra os Judeus foi invento de um Judeu chamado Emil Berliner. E um tal Philip Reiss, também Judeu, trabalhou no aparelho de ouvir que serviu de base para o telefone ... 

A primeira máquina calculadora foi idéia de um Judeu, Abraão Stern. os palitos de fósforo são invenção de um Judeu, Sansão Valobra. Claro que nestas manifestações não se deve usar nenhuma das ideias filosóficas de Durkheim, Spinoza ou Strauss embora sejam fundamentais para a nossa sociedade ... 

Kafka era Judeu, Albert Einstein era Judeu, Ana Frank foi Judia. 

Nada de usar o Google já que os seus criadores, Larry Page e Sergey Brin são Judeus. adeus Batman e Homem-Aranha, porque Max Fleischer, o criador da Marvel Comics é Judeu.

Todos os que se manifestam contra Israel devem usar apenas brinquedos de corda porque as pilhas Energizer são coisa de Joshua Lionel. Sim senhoras e cavalheiros, ele era Judeu. 

Uma empresa de Israel foi a primeira a desenvolver e instalar uma fábrica  que trabalha só  com energia solar para produção de electricidade em grandes quantidades no deserto de Mojave na Califórnia. Também o USB e os PenDrivers foram inventos de Judeus de Israel! 

Todos os jovens da geração video-game devem abandonar seus monitores de vídeo Sega, já que são coisa do Judeu David Rosen. Aproveite e esqueça os sorvete Haagen- Daaz ou os Donuts. 

As lindas mulheres que vão demonstrar contra os Judeus terão que deixar de maquiar-se já que Esthee Lauder é Judia tal como Helena Rubinstein, e - claro -  nada de bonecas Barbies.

 E sobre quem gosta de música? Nada de ouvir maestros como Leonard Bernstein ou Daniel Baremboim, este Israelense e ambos Judeus. Nenhum dos manifestantes deve assistir filmes da MGM ou da Warner Bros, nem o canal Fox ou o Universal Studios ou a Columbia Pictures. Não mais assistir Spielberg, Harrison Ford, Paul Newman, Kirk Douglas, Jessica Parker, Dustin Hoffman ou Barbara Streisand entre centenas de artistas. 

Progressistas do mundo, parem de sujar suas mãos com produtos de Judeus, metade do que há de bom no mundo nós devemos a eles.

Falemos a verdade: qual é o único Estado realmente democrático, moderno, Ocidental, limpo, secular, laico em todo o Oriente Próximo e Oriente Medio? Qual é o único país do mundo em que há hoje mais árvores que havia há cem anos? Qual país tem a maior média de Universitários por habitante no mundo? Em que país se produz mais documentos científicos por habitante que qualquer outro país? Qual foi a primeira nação do mundo a adotar o processo Kimberly, que é um padrão internacional que certifica os diamantes como "oriundos de zonas livres de conflito "? 

Qual país desenvolveu a primeira Câmara de Video ingerível, tão pequena que se cabe no interior de um comprimido e é usada para observar o intestino fino por dentro, e ajuda no diagnóstico de câncer e outros distúrbios digestivos? Em que país foi desenvolvida a tecnologia de irrigação por gotejamento? E onde foi que Albert Einsten fundou uma Universidade? Qual é o 2° país em leitura de livros por habitante? 

Qual é o país que fornece ajuda humanitária em todo o mundo, o tempo todo?  Que país enviou ao Haiti uma equipe de resgate com 200 pessoas logo após o terremoto? Que país montou uma clínica de resgate, em seguida ao terremoto devastador no Japão? Que país faz gratuitamente cirurgias de coração para salvar a vida de mais de 2.300 crianças e adultos, na maioria Palestinos? 

Parabéns, acertaste ... I S R A E L !!!

ONZE DE JANEIRO (Dia do “Obrigado") - Adilson Zotovici


Uma atenção especial

Com verbete utilizado

Pela razão ocasional

Que por vezes olvidado


Polissílabo, usual

Que deixa o “ser ligado”

O interlocutor, um igual

Pelo louvor penhorado


Por educação é cabal

Tem até dia lembrado

Fel em mel tem transmutado


Que por si só é atemporal

N’Arte Real avezado

Que simplesmente ”OBRIGADO” !


janeiro 10, 2026

INSTRUÇÃO MAÇÔNICA PRIMÁRIA - Jamir Vieira e Laurindo R. Gutierrez




        Sabemos que a instrução primária é fundamental e decisiva para a formação do homem vulgo ou maçom. Se bem aplicada aos iniciantes não há duvida que será a base para a vida pessoal, social e profissional de cada um deles. Na maçonaria, também aquele que é bem instruído no grau de aprendiz, tem boa chance de ser um Companheiro ativo, e mais adiante um Mestre perfeito. Isso não é novidade, porém nas Lojas, as instruções tem sido aplicadas por mestres aptos e dedicados? Conheço pouco como é a Instrução maçônica em cada Loja, e se ela é ou não aplicada. 

        Em minha vida maçônica recebi instruções no primeiro Grau que me valem ainda hoje, décadas depois. Bem preparado no começo, o aprendiz maçom, assim como o aluno de uma escola, não sentirá dificuldade para enfrentar cada passo na sua caminhada maçônica, visto ter uma sólida base. Quem sabe a evasão maçônica tão elevada hoje, e a falta de interesse, não possa estar na raiz de uma malfeita preparação. Parece que nos dois primeiros graus, incentivados pelos mestres instrutores que os ensina e orienta, os maçons se mostram mais interessados e motivados, enquanto que na Mestria há uma certa desídia. Vivi com entusiasmo essa fase de instrução, depois a apresentação de trabalho escrito, e por fim a sabatina. Recordo ainda da emoção e medo que senti de enfrentar aquela “banca examinadora” estando de pé e à ordem o tempo todo, com a respiração ofegante e transpirando frio. Soube depois que me fizeram trinta e sete perguntas. 

        Mas porque estou falando isso agora, pode alguém perguntar. É porque um irmão, agora Mestre, conta que em sua sabatina de aprendiz, alguns mestres, talvez querendo mostrar conhecimento, fizeram perguntas que pouco ou nada tinha a ver com as instruções do grau. Por exemplo: qual é o endereço de nossa Loja ? Quais são os dez ritos mais praticados no mundo? Coisas que não acrescentam nada, nem são pertinentes ao aprendiz. Todos os irmãos presentes devem se compenetrar que a sabatina é importante não só para os que vão a ela ser submetidos, mas para toda a Loja. Para que tudo saia à perfeição, o Venerável não deve permitir que o sabatinador leia o ritual, nem tenha perguntas escritas prontas no papel, e quando o sabatinado não souber responder, quem fez a pergunta deve responde-la.

RITUAL DO TEMPO - Newton Agrella


Independentemente da crença, da fé, da etnia ou da doutrinação política, em cada lugar da Terra, é inegável que mesmo com Calendários  diferentes, a celebração de um Novo Ano, mexe com o ser humano, especialmente no que diz respeito à renovação da Esperança em sí mesmo.

Viver essa experiência, gera formas bem típicas e características de se comemorar.

Esse acontecimento se reveste de um legítimo Ritual do Tempo.

Este Ritual, em especial,  consiste num conjunto de cerimônias que simboliza como a vida pode ganhar novos significados e como o ser humano pode se adaptar a um novo tempo diante de novas circunstâncias, sem abdicar de valores que se estabeleceram como frutos da sua própria história e tradições.

Não se constroem novos valores, destruindo aqueles que já se perpetuaram na própria essência da civilização humana.

O Ritual do Tempo preserva, respeita e se nutre de todo seu conteúdo, como base de sustentação dos tempos que virão.

Ele se renova por sí mesmo como prova de sua perenidade.

Entra ano e sai ano e os números do calendário se repetem. 

Horas, Dias, Semanas e Meses guardam os mesmos números. 

O que muda é o código do ano que se vai viver.

A existência obedece a Criação. 

Nascemos, vivemos, e completamos estágios celebrando a individuação de nossos aniversários, através de um Ritual exclusivamente nosso..

Porém, com relação à Virada de Cada Ano o Ritual do Tempo ganha requintes universais, em que o mote para dar vasão à Virtude e à própria Arte de Viver é a predisposicão de compartilhar desejos positivos entre as pessoas e compor uma corrente vibratória na busca irrefreável do exercício da compaixão, da generosidade e da empatia entre as pessoas, como eixo e diretriz do comportamento humano.

Boa vontade é o primeiro  passo desse Ritual.  

Tomara que possamos transformar nosso Ano Novo em melhores dias, em que o Ritual do Tempo passe por nós da maneira mais imperceptível possível, calcada sobretudo, no espírito de fraternidade, de entendimento e de  respeito entre todos nós.



janeiro 09, 2026

FIBONACCI - O MATEMATICO QUE DIVULGOU OS NUMEROS ÁRABES - Giih de Figueiredo


Leonardo Fibonacci: O Matemático que Trouxe os Números Árabes ao Ocidente

Leonardo de Pisa, mais conhecido como Fibonacci, nasceu por volta de 1170 na República de Pisa, um dos centros comerciais mais influentes da Itália medieval. Sua vida e obra representam um ponto de inflexão na história da matemática ocidental, fruto de um fascinante encontro entre culturas.

O pai de Fibonacci, Guglielmo Bonacci, era um comerciante e cônsul na cidade de Bugia, uma próspera colônia mercantil no norte da África (atual Argélia). Foi nesse ambiente multicultural, onde o mundo islâmico florescia como uma das principais civilizações científicas da época, que o jovem Leonardo teve seu primeiro contato com os avanços matemáticos árabes.

Sob a orientação de estudiosos locais, Fibonacci aprendeu sobre o sistema numérico hindu-arábico, uma inovação que contrastava fortemente com os numerais romanos usados na Europa de seu tempo. Essa nova abordagem matemática, baseada em dez símbolos simples (0 a 9) e na posição dos números para indicar valores, oferecia uma eficiência revolucionária para cálculos.

Quando retornou à Itália, Fibonacci trouxe consigo essa poderosa ferramenta intelectual, bem como um vasto conhecimento acumulado nas viagens pelo Mediterrâneo. Em 1202, ele publicou o "Liber Abaci" (O Livro do Ábaco), uma obra seminal que introduziu o sistema numérico hindu-arábico aos mercadores e acadêmicos europeus. Embora o livro abordasse diversos problemas práticos, como cálculo de juros, conversões monetárias e pesos, foi sua defesa do uso do número zero e dos algarismos arábicos que marcou a história.

Curiosamente, o nome Fibonacci não está associado apenas aos números que ele ajudou a popularizar. Em um dos capítulos do Liber Abaci, ele apresentou uma sequência numérica enquanto resolvia um problema sobre reprodução de coelhos. Essa sequência, hoje conhecida como a Sequência de Fibonacci, segue uma lógica em que cada número é a soma dos dois anteriores (1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, e assim por diante). Séculos depois, essa sequência seria redescoberta como uma constante matemática de grande beleza, presente em fenômenos naturais, como a disposição de pétalas em flores, a estrutura de conchas e até galáxias.

A influência dos matemáticos árabes no trabalho de Fibonacci é inegável. Ele reconhecia abertamente suas fontes de inspiração, incluindo as obras de Al-Khwarizmi, cujo nome deu origem à palavra "algoritmo", e as tradições matemáticas que floresceram nas cortes islâmicas de Bagdá, Damasco e Córdoba. Essa troca de conhecimento foi possível graças ao dinamismo cultural e comercial do Mediterrâneo medieval, que, por meio de figuras como Fibonacci, conectou o Oriente e o Ocidente em uma rede de aprendizado e inovação.

A obra de Fibonacci, embora inicialmente recebida com resistência, gradualmente transformou a matemática europeia. O sistema numérico que ele introduziu tornou-se fundamental para o desenvolvimento do comércio, da ciência e da engenharia, pavimentando o caminho para o Renascimento e para os avanços tecnológicos que moldariam o mundo moderno.

Assim, a história de Leonardo Fibonacci é mais do que a trajetória de um matemático brilhante. É o testemunho do poder do intercâmbio cultural e da curiosidade humana em transcender fronteiras, trazendo luz às sombras do desconhecido e abrindo novas possibilidades de pensamento e criação.



MAÇOM NÃO É DE VIDRO - Sergio Quirino



Neste primeiro tema do vigésimo ano dos artigos dominicais, não haverá uma mensagem de esperança ou de bons desejos, mas um chamamento à mudança ou a reafirmação de uma postura real e verdadeira: Maçom não é de vidro.

Decerto, trabalharemos o tema com analogias, símbolos e alegorias. Para tanto, destacamos algumas características do vidro:

- Fragilidade. Pode haver a contestação de que há os de forte blindagem, porém não são “puros”, visto que em sua constituição estão agregados outros elementos além da sílica.

-Transparência. Sim, todo vidro “expõe” o outro lado.

- Mil utilidades. Será?

- Reciclagem. Infinitas reutilizações.

O Maçom não é de vidro. Sendo assim, observemos o quanto o mundo, a sociedade e as pessoas estão cada vez mais frágeis. O politicamente correto não é uma política de proteção. É a afirmação da fragilidade das pessoas em se defenderem e se blindarem em novas regras de convivência que nos segmentam e, aí sim, nos segregam. Um afrodescendente, se chamar outro afrodescendente de “negão”, pode ser preso por injúria racial.  

O Maçom não é de vidro, porque ele lembra que, em sua iniciação, foi-lhe instruído que deve gozar os prazeres da vida com moderação, não ostentando o bem que goza. Contudo, vemos hoje, nas redes sociais, pessoas cada vez mais “transparentes”: expõem sua casa, sua família e seus vícios. O comedimento sempre foi um traço marcante do Maçom.

O Maçom não é de vidro, pois ele não pode servir a dois senhores. Uma garrafa pode armazenar água ou álcool, mas o Maçom não pode ter “mil utilidades”, dado que acabará sendo “multifacetado”. A Maçonaria como escola de moral e ética nos imprime valores, ações e condutas únicas e não adaptáveis. Somos recipientes de virtudes, e não de vícios.

O Maçom não é de vidro, porque não passamos por reciclagem. Nosso processo é evolutivo e não reutilizável. Na reciclagem, o vidro vai se distanciando de sua gênese. O vidro virgem é produzido com três matérias-primas puras: sílica, bicarbonato de sódio e calcário. Quando é descartado, retorna ao forno, triturado, misturado com outros produtos de origens diversas e com traços que nem a purificação pela água ou pelo fogo eliminará as nódoas. Dessa forma, será destinado cada vez mais para uma utilização inferior. Não se recicla cristal em cristal. Uma vez Companheiro, não se retorna a Aprendiz.

Diante do exposto, o que ser em 2026?

SER PEDRA!  DEIXAR DE MELINDRAR!  TER CONSISTÊNCIA! 

ASSUMIR SUA MISSÃO!  NÃO ESPERAR UMA SEGUNDA OPORTUNIDADE! 

O Malho e o Cinzel não são instrumentos nem para debilitados nem para materiais fracos. Portanto, fortaleça-se pelo estudo das instruções e enrijeça-se estruturalmente pela prática delas.

NÃO ENCARE 2026 COMO UM ANO NOVO, MAS COMO 365 GRAÇAS DE DEUS

Duas décadas de compartilhamento do que aprendi com o único propósito de ofertar as Lojas, material para o QUARTO DE HORA DE ESTUDO, ATIVIDADE OBRIGATÓRIA DE UMA LOJA MAÇÔNICA e também, uma salutar provocação dominical aos amados Irmãos. São artigos curtos e objetivos, para dar espaço de pesquisa, entre o pouco que sei e o muito que desejo que os Irmãos se aprofundem sobre os temas.

Salamaleico - Robur et Furor

Maleikosalam  -  Rubor e Furor

POSSIVEL ORIGEM DAS TRES BATIDAS


O uso de batidas para chamar a atenção de pessoas presentes em uma reunião é um antigo costume. Tanto é verdade que, numa fábrica de tecidos, em 1335, em York Minster, Inglaterra, foi registrado os detalhes de uma construção que estava sendo feita nessa fábrica, por um grupo de Maçons Operativos. Ali é mencionando o trabalho em si, descanso, etc, e menciona, também, que os Maçons eram chamados após a refeição para assumirem novamente o trabalho, por batidas dadas na porta da Loja. Esta Loja, como já foi dito em outras Pílulas, sem dúvida, deveria ser um abrigo coberto perto da referida construção. 

Hoje em dia, na Maçonaria Especulativa, as batidas foram deliberadamente variadas para distinguir os três Graus Simbólicos, uns dos outros.

Muitas das praticas maçônicas tem forte semelhança com as práticas Eclesiásticas, apesar que, muitas vezes, falta uma evidência definitiva. Entretanto, é fato que a Maçonaria Operativa foi empregada largamente nas construções de Catedrais e outras construções para a Igreja, onde podemos supor que as práticas e costumes dos monges, abades, etc, não eram inteiramente desconhecidas dos integrantes da Maçonaria Operativa, da qual a Maçonaria Especulativa derivou.

Um exemplo do uso eclesiástico de batidas é visto quando um novo Bispo está sendo entronado. Ele se aproxima da porta Leste da Catedral e com três pancadas nesta, com o seu Bastão Pastoral, obtém a atenção do Deão e dos membros do Capitulo, dos quais ele obterá permissão para entrar na conclusão da Cerimônia para sua total introdução no Episcopado.

Fonte: Pílulas Maçônicas.

janeiro 08, 2026

STEPHEN HAWKING



 Em 8 de janeiro de 1942, nascia em Oxford, na Inglaterra, Stephen William Hawking, um dos físicos teóricos mais influentes da história. Doutor em cosmologia e professor lucasiano de matemática na Universidade de Cambridge — cargo que já havia sido ocupado por Isaac Newton —, Hawking se destacou por contribuições fundamentais à cosmologia teórica e à gravidade quântica.​

Diagnosticado aos 21 anos com esclerose lateral amiotrófica (ELA), uma doença degenerativa progressiva, contrariou todas as expectativas médicas e seguiu produzindo ciência de alto impacto por décadas. Entre suas descobertas mais conhecidas estão os teoremas das singularidades, desenvolvidos com Roger Penrose, e a chamada radiação Hawking, que demonstrou que buracos negros podem emitir partículas e perder energia.​

Além do meio acadêmico, Hawking se tornou uma referência mundial na divulgação científica, alcançando milhões de leitores com livros como Uma Breve História do Tempo. Também marcou presença na cultura pop, participando de séries, animações e até de um álbum do Pink Floyd. Stephen Hawking faleceu em 14 de março de 2018.​


Fonte:#StephenHawking #Ciência #Física #Cosmologia

O TERMÔMETRO DA DESIGUALDADE - André Naves


Uma sufocante onda de calor se abateu sobre São Paulo e desvelou uma enorme mazela social. Enquanto o asfalto derretia e o ar pesado tornava a respiração um esforço, uma realidade brutal se revelava nos termômetros da cidade: o calor, como tantas outras mazelas, não é democrático.

A temperatura que você sente ao sair de casa em nossa metrópole é, cada vez mais, um reflexo direto do seu CEP e, por consequência, da sua renda.

Estamos vivendo a era da desigualdade climática!

Para entender essa injustiça, basta comparar duas realidades paulistanas. Em bairros nobres e arborizados como Pinheiros, a cobertura vegetal funciona como um ar-condicionado natural. Um estudo do Instituto Pólis aponta que distritos como Pinheiros e Moema possuem mais de 12 m² de área verde por habitante. Durante os picos de calor, seus moradores encontraram refúgio sob árvores frondosas, em parques bem cuidados, com temperaturas mais amenas.

Agora, vamos imaginar uma outra realidade? Para Heliópolis, uma das maiores comunidades de São Paulo, a realidade é outra. A imensa densidade populacional, a escassez de parques e a onipresença de cimento e asfalto — que absorvem e irradiam o calor — criam as chamadas “ilhas de calor”.

A diferença não é pequena!

Medições da ONG MapBiomas e de outras iniciativas de monitoramento climático cidadão atestam que, em dias extremos, a sensação térmica em áreas como Heliópolis pode ser até 10 graus Celsius mais alta que a registrada em Pinheiros.

Essa diferença abissal não é um capricho da natureza. É o resultado de um desenvolvimento urbano historicamente excludente, que concentrou investimentos, infraestrutura verde e qualidade de vida em poucas mãos e poucos bairros, enquanto empurrava a maioria da população para áreas desprovidas de planejamento e dos serviços mais básicos.

O calor extremo em áreas vulneráveis não é apenas desconfortável; ele agrava problemas de saúde, como doenças respiratórias e cardiovasculares, diminui a produtividade no trabalho e na escola e representa um peso econômico para famílias que, sem poder contar com a sombra de uma árvore, se veem obrigadas a consumir mais energia elétrica e água — quando podem pagar por ela.

A pergunta que se impõe é: como quebrar esse cicloo? A resposta tradicional se limitaria a pedir mais investimentos públicos, um caminho necessário, mas frequentemente lento e sujeito às amarras fiscais.

Proponho aqui um caminho que une justiça climática à dignidade econômica: a solução para o calor da periferia passa, fundamentalmente, pelo incentivo ao trabalho e ao empreendedorismo local.

Pode parecer contraintuitivo, mas a lógica é direta. Uma comunidade economicamente forte é uma comunidade com poder de transformação. Quando fomentamos um ambiente de negócios saudável, estamos plantando as sementes da qualificação urbana.

A burocracia excessiva, a complexidade tributária e a falta de acesso a crédito não sufocam apenas o pequeno comerciante ou o prestador de serviços; sufocam a capacidade de uma comunidade inteira de gerar a riqueza que, em parte, poderia e deveria ser reinvestida em seu próprio entorno.

Imagine o potencial de cada novo negócio formalizado em Heliópolis, Cidade Tiradentes ou Brasilândia, entre tantas outras… A riqueza gerada pela padaria da esquina, pela oficina mecânica, pela startup de tecnologia social, seria o motor para a construção de parques, a arborização de calçadas, a criação de “telhados verdes” e outras soluções baseadas na natureza.

Facilitar a vida de quem empreende na periferia não é um favor, é o caminho mais curto para que o asfalto quente dê lugar à sombra de uma árvore. Desburocratizar, simplificar e racionalizar o sistema tributário não são apenas pautas econômicas abstratas; são as ferramentas mais eficazes que temos para combater a desigualdade climática na prática.

Ao empoderar os cidadãos com a capacidade de gerar renda, estamos lhes dando também as ferramentas para redesenhar sua própria realidade urbanística.

A luta por um clima mais justo em São Paulo não será vencida apenas com discursos ou planos diretores que demoram a sair do papel. Ela será vencida com ação concreta, que reconhece que a vitalidade econômica e a sustentabilidade ambiental não são opostas, mas sim interdependentes.

É pela geração de trabalho e pela força do empreendedorismo que as comunidades mais afetadas pelo calor poderão, finalmente, construir um futuro mais fresco e digno.

Um futuro onde o direito a uma brisa não seja um luxo, mas um direito de todos. É hora de manter a esperança acesa, usando-a para iluminar um caminho onde a prosperidade floresce junto com as árvores.

 

PERSONAGENS BÍBLICOS DA MAÇONARIA SIMBOLICA - Almir Sant’Anna Cruz





No Painel de origem inglesa de autoria do Irm.’. John Harris, usado no Grau de Aprendiz por algumas Obediências e Ritos, estão presentes na Escada de Jacó os símbolos representativos das Virtudes Teologais e nos quatro cantos do Painel, Borlas representando as Virtudes Cardeais.

De acordo com os Rituais que fazem uso do Painel inglês, as três principais virtudes são a Fé, a Esperança e a Caridade, representadas nos degraus da Escada de Jacó, respectivamente, pela Cruz, pela Âncora e pelo Cálice ou Taça com a mão em atitude de a alcançar.

Digno de nota é o fato dessas virtudes serem consideradas pela Igreja Católica como sendo as Virtudes Teologais, ou seja, as virtudes infusas na alma por Deus, por terem o próprio Deus por objeto imediato.

Segundo a interpretação da Igreja Católica, “A Fé inclina e capacita o intelecto e a vontade a aceitar a palavra de Deus e a aderir à sua autoridade, que a revela. A Esperança inclina e capacita a vontade a ter confiança que Deus lhe dará a vida eterna e a graça para merecê-la. A Caridade inclina e capacita a vontade a amar a Deus, por ser quem é, a si mesmo e ao próximo por causa de Deus”.

No Ritual do Rito de York – Emulação, encontramos a seguinte explicação: “Fé no GADU, Esperança na salvação e Caridade para todos os homens (...), porque, pelas doutrinas contidas no L das SSEE somos ensinados a crer na benevolência da Divina Providência, crença que reforça a nossa  fé (...); esta fé, naturalmente, cria em nós a esperança de nos tornarmos participantes das promessas abençoadas ali descritas (...) O Maçom que possui essa virtude (a Caridade), no mais amplo sentido pode ser considerado como tendo atingido o apogeu de sua profissão”.

Além das três Virtudes Teologais, a Igreja Católica destaca ainda quatro outras, chamadas Virtudes Cardeais, por serem as quatro principais virtudes morais: a Prudência, a Justiça, a Fortaleza e a Temperança.

Para os budistas, a Fé está presente em qualquer consciência saudável e se faz necessária enquanto não se alcança a Sabedoria, que é a verdadeira semente sem a qual o crescimento espiritual não pode começar. 

As Virtudes Cardeais dos budistas são: a Sabedoria, a Fé, o Vigor (a Força), a Atenção e a Concentração.

Além de todas essas virtudes já mencionadas, muitas outras deverão ser estudadas e praticadas pelo Maçom que efetivamente aspire a Perfeição.

Excertos do livro Personagens Bíblicos da Maçonaria Simbólica - Interessados Contatar o Irm.’. Almir no WhatsApp (21) 99568-1350