fevereiro 18, 2026

INICIAÇÃO COMO PRINCÍPIO DA VIDA, TEOLOGIA E CIÊNCIA - Júlio Aquino


 

Com inusitado e merecido brilho, reverencio inicialmente a memória do Apóstolo São Pedro, notável e aplaudível, rico de delicados sentimentos, que fez majestosa síntese sobre a Fraternidade, na sua segunda (2a) Carta Universal, capítulo primeiro (1°), versículo sétimo (7°):

 “A Fraternidade é que gera o Amor”!

E esse amor jamais prescreve pelo lapso do tempo.

Com efeito, o amor ao GADU e ao próximo é inseparável, sumamente majestoso, sumamente glorioso e sumamente elevado.

As muitas águas não poderiam apagar esse amor, nem os rios afogá-Io.

Assim também, outro exponencial, nimbado de auréola refulgente, é o profeta Amós que exerceu o seu ministério nos reinados de Azias, rei de Judá e de Jeroboão II, rei de Israel, 752 anos A.C..

Ele pugnava pelo trabalho, justiça e a retidão,.

Usava nos seus ensinos as mesmas ferramentas que usamos na Maçonaria.

Razão pela qual, a luz da face do GADU resplandece em toda a sua beleza no rosto do Maçom, manifestada pelo ditame da consciência.

Maçom é um estado de espírito e a razão da vida, começa grandiosa e altaneira, em levantar Templos a Virtude.

E a razão da morte, para nós, não se constitui um mal.

A morte que é um mal, é aquela que provém do vicio, do crime e da barbárie.

A morte não é o apagamento da luz, mas o simples ato de dispensar a lâmpada.

Ponha-se em evidência, a nossa Ordem, essa acrópole magnífica, que tem na grandeza da sua excelência, uma dimensão transcendental, porque nasce nos desígnios do GADU – Um Deus que não morre, sentando num trono que não se desmorona, e se finaliza no absoluto desse mesmo Deus que é a luz que espanta as trevas da nossa ignorância insolente.

Convém lembrar, que o maçom não pode desfraldar outra bandeira que não seja a da compreensão e do entendimento, e ninguém poderá aprisionar a nossa esperança e nem exilar a nossa inteligência.

A partir de então, o maçom descobre o descortinamento exuberante da Razão e fascínio de ditosas riquezas que provem dos sete triângulos:

1 – Triângulo Equilátero,2 – Triangulo Isósceles,3 – Triangulo Escaleno,

4 – Triangulo Retângulo,5 – Triângulo Obtusângulo,

6 – Triângulo Acutângulo,

7 – Triangulo Esférico.

Evidentemente, todos esses Triângulos, abrem-nos as portas do campo da educação matemática, das leis de proporção mecânicas, da aritmética, representada pelos números e da geometria, representada pelos símbolos.

Também da raiz quadrada, das equivalências, das equações, das formas, dos axiomas, dos teoremas, dos corolários, dos escólios, das retas, dos planos, das perpendiculares, dos ângulos, dos seguimentos lineares e das poligonais.

Do Sodalício, com o verbo franjado de ouro e púrpura, enalteço a grandeza e o valor das leis das equivalências do Físico Newton, entre as temperaturas do sol e as propriedades de absorção da clorofila, para que a fotossíntese possa se realizar.

Assim também se as cargas de elétrons, prótons e nêutrons não tivessem precisas ressonâncias, os planetas não poderiam orbitar o sol com estabilidade.

E nos seres vivos, as interconexões para o fluxo de sangue e o sistema nervoso seriam impossíveis.

Os quantitativos constantes da física que define o universo são espetacularmente precisos.

Outro astrofísico, chamado Fre Hoyle, no seu livro intitulado, A Arquitetura do Universo, diz que tudo foi meticulosamente planejado para a chegada da vida na terra.

Segundo ele, existe um fio de felizes e estranhas coincidências.

..."E assim se fez a Vida e tudo que nela há"... 





 

fevereiro 17, 2026

GIORDANO BRUNO

 



Em 17 de fevereiro de 1600, o filósofo italiano Giordano Bruno foi executado na fogueira, em Roma, após ser condenado pela Inquisição. A sentença foi cumprida na praça Campo de’ Fiori, diante do público, como exemplo contra ideias consideradas heréticas.

Bruno defendia conceitos revolucionários para a época, como a infinitude do universo e a existência de inúmeros mundos habitados. Suas reflexões iam além do heliocentrismo de Copérnico e questionavam pilares da cosmologia tradicional.

Além das teorias astronômicas, também sustentava posições filosóficas e teológicas que confrontavam dogmas centrais da Igreja Católica. O processo contra ele durou anos, marcado por interrogatórios e tentativas de retratação.

Recusando-se a renegar suas convicções, manteve suas ideias até o fim, mesmo diante da ameaça de morte. A execução transformou seu nome em símbolo da repressão intelectual na Europa moderna.

No local aonde foi executado a maçonaria construíu o monumento que aparece na foto acima, perpetuando a sua memória .

Fonte: Wikimedia Commons - curiosidades na história 

AS PRINCIPAIS ESCOLAS DE PENSAMENTO MAÇÓNICO - Alexandre Fortes



As escolas de pensamento maçónico não foram “criadas” por uma única pessoa ou numa data específica como instituições físicas, mas sim categorizadas por historiadores e estudiosos para organizar as diferentes visões sobre a origem, a finalidade e a filosofia da Ordem.

O autor que consolidou a nomenclatura moderna dessas escolas (especialmente as oito divisões clássicas) foi o pesquisador H. L. Haywood.

No Brasil, autores como Roberto Bondarik e José Castellani são as referências principais para o estudo dessas correntes. 

As escolas dividem-se conforme o “foco” de estudo do Maçom (histórico, antropológico, místico, filosófico, religioso, científico, social, etc.).

O pesquisador H. L. Haywood (Harry LeRoy Haywood), na sua obra seminal de 1923, The Great Teachings of Masonry (Os Grandes Ensinamentos da Maçonaria), foi de facto um dos primeiros a organizar o pensamento maçónico em escolas específicas. 

Embora outros autores como Roscoe Pound tenham listado quatro ou cinco vertentes, Haywood expandiu essa análise para oito escolas principais, conforme detalhado no Capítulo 17 do seu livro.

AS OITO ESCOLAS DE PENSAMENTO (segundo H. L. Haywood)

Estas divisões representam as diferentes abordagens que os maçons utilizam para interpretar a Ordem:

1. Escola de William Preston (Instrução): Foca na Maçonaria como um sistema de educação e disseminação de conhecimento (ciências e artes liberais).

2. Escola de Karl Krause (Sócio-Política): Vê a Maçonaria como uma ferramenta para a perfeição da humanidade e a organização da sociedade sob princípios morais.

3. Escola de George Oliver (Religiosa): Interpreta a Maçonaria estritamente sob a óptica cristã e teológica, vendo-a como uma instituição divina.

4. Escola de Albert Pike (Filosófica): Busca a “Verdade Absoluta” e a harmonia do universo através de uma síntese profunda de filosofia e religião.

5. Escola Histórica (ou de Roscoe Pound): Defende que a Maçonaria deve ser interpretada através da sua própria evolução histórica contínua.

6. Escola Simbólica (ou Esotérica): Foca no significado oculto atrás dos rituais e símbolos como chaves para o despertar da consciência.

7. Escola Romântica: Formada por aqueles que acreditam em origens lendárias e românticas (como a conexão directa e ininterrupta com os Templários).

8. Escola Autêntica (Científica): Baseada no rigor documental da Loja Quatuor Coronati, rejeitando mitos em favor de evidências históricas comprovadas.

Historicamente, o desenvolvimento dessas vertentes deve muito a autores da Escola de Pesquisa (Quatuor Coronati), na Inglaterra, que separaram o “facto histórico” da “lenda”:

A Loja de Pesquisa Quatuor Coronati nº 2076 (Londres), fundada em 1884, é o berço do que chamamos de Escola Autêntica de pesquisa maçónica. 

Embora a Quatuor Coronati seja a representante máxima da Escola Autêntica, a classificação das “escolas de pensamento” como um todo (que inclui as vertentes não-históricas) é frequentemente atribuída a autores que analisaram o movimento iniciado por ela.

AS ESCOLAS DO PENSAMENTO MAÇÓNICO (Ars Quatuor Coronatorum – AQC)

De acordo com a metodologia científica e os estudos publicados nas Transactions da Loja (conhecidas como Ars Quatuor Coronatorum – AQC), as escolas são geralmente divididas em quatro categorias principais:

1.1 Escola Autêntica (ou Histórica): Criada pelos fundadores da Quatuor Coronati. Rejeita lendas e mitos, exigindo provas documentais e evidências históricas. Considera que a Maçonaria evoluiu das guildas de pedreiros medievais (Teoria da Transição).

1.2 Escola Antropológica: Aplica os métodos da antropologia e sociologia. Estuda a Maçonaria como um sistema de ritos de passagem e costumes humanos universais, buscando paralelos em civilizações antigas, mas sem necessariamente afirmar um vínculo directo de sucessão.

1.3 Escola Mística (ou Iniciática): Vê a Maçonaria como um sistema de desenvolvimento espiritual e autoconhecimento. Foca no “Trabalho Interno” e na jornada da alma, utilizando o simbolismo como linguagem para verdades metafísicas.

1.4 Escola Oculta (ou Esotérica): Busca as raízes da Ordem em sociedades secretas, como os Templários, os Rosa-cruzes, a Cabala ou os Mistérios do Egipto e da Grécia. Muitas vezes é criticada pela Escola Autêntica pela falta de rigor documental.




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"LAVAR A CABEÇA DE BURRO COM XAMPU" - Newton Agrella



É do ser humano se recusar a tentar entender um assunto e não admitir a hipótese de rever seus conceitos e mudar de idéia, mesmo diante da tácita demonstração de uma percepção inconsistente.

Este tipo de comportamento, muito aquém de uma atestado de opinião própria ou de uma ratificação de juizo de valores, por vezes, acaba se transformando numa ausência injustificável de espírito de consciência crítica.

Em analogia a isto, encontramos respaldo em um dito popular, que um grande amigo meu e irmão costuma se valer, que traduz com muita sutileza e maestria a imagem real de seu significado : 

"...lavar a cabeça de burro com xampu.." 

Nessa prosaica figura de linguagem, que se reveste de um provérbio, deparamo-nos com três situações desconcertantes:

- perde-se tempo;

- gasta-se água, e

- e não se embeleza o burro

Algo que nos deixa perplexos para dizer o mínimo.

Afinal de contas, as propriedades de que dispomos de pensar, refletir e raciocinar, são condições mais do que suficientes para que possamos criar subsídios necessários de modo a proporcionar autenticidade à noção intelectual das coisas.

O xampu está caro.

A água precisa ser utilizada com a devida parcimônia.

E finalmente o burro, bem o burro está lá, parado, estagnado no vazio de sua postura e "ruminando pensamentos" , como se pudesse entabular um exercício  filosófico para justificar sua visão caolha do mundo.

É por aí, que grande parte da banda toca, numa insistente receita monocórdica, com abordagem fatídica e inócua, em contraste com o espírito que se espera perpetrar diante de uma matéria que impõe uma visão e uma análise antropocêntrica, antes de mais nada.


CARNAVAL DA SAUDADE - Joab Nascimento


 

I

Quanta saudade que dá,

Dos ranchos e das marchinhas,

Dos grandes bailes nos clubes,

Animadas por bandinhas,

Multidão atrás da banda,

Famílias com criancinhas.

II

O teu cabelo não nega,

Me dá um dinheiro aí,

Cabeleira do Zezé,

Saca-rolha vem aí,

Cidade maravilhosa,

Carmen Miranda e taí 

III

Allah-lá-ô com Aurora.

Ô balancê, balancê,

A jardineira está triste

Quero dançar com você

Venha cá linda morena

Anavatu, anarriê.

IV

Está chegando a hora,

Muitas águas vão rolar,

Pedindo mamãe eu quero,

Abre'alas que vou passar,

Vou amar as pastorinhas,

Se a canoa não virar.

V

Da folia, daqui não saio,

Acorda Maria bonita,

Oba, ali tem só cachaça,

Bem alegre alguém grita,

Pierrô apaixonado,

Com o seu traje de chita

VI

Quanta saudade me dá,

Desse tempo de outrora,

Dos carnavais de clubes,

Não existem mais agora,

Da paz e tranquilidade,

De brincar a qualquer hora,

VII

Hoje o velho carnaval,

Faliu está tão doente,

É vandalismo na rua,

Cada qual o mais valente,

Muita droga, morte e furto,

Que domina essa gente.

VIII

Não existe marcha e rancho,

Só axé onde estiver,

A mulher já virou homem,

Homem já virou mulher,

Inventaram abadá,

E só compra quem puder.

IX

A massa dominadora,

Que faz parte da folia,

Não se arruma pra brincar,

Investe em sexo e orgia,

Pensa apenas no dinheiro,

Esqueceram da alegria.

X

Hoje o carnaval apenas,

É bagunça e confusão,

Pierrô e colombina,

Se afastaram do salão,

Deixaram muita saudade,

Dentro do meu coração.



fevereiro 16, 2026

CARNAVAL - Adilson Zotovici


É chegado o carnaval

Para alguns é grande festa

Um desprendimento total

Há também quem o detesta 


É festa pagã anual 

Que alegria manifesta

Grande folia material 

No afã o espírito infesta 


O cuidado é essencial  

Há procela, prazer carnal... 

Mesmo sequela funesta 


Uma folia imodesta 

Que muita gente contesta 

Pois carrega o bem e o mal !



DO NUMERAL - Heitor Rodrigues Freire



O meu objetivo com esta série de artigos sobre a gramática e seus componentes é lançar um novo olhar sobre as peculiaridades do nosso idioma, o que, para muitos, é algo indigesto.

Desta vez trataremos dos numerais, uma classe gramatical relacionada com os números e as formas como eles contabilizam os elementos numa frase. Os numerais são uma classe de palavras variáveis que expressam quantidade, ordem, multiplicação ou fração de seres e objetos, sendo classificados em cardinais – que indicam uma quantidade exata  (um, cem, mil) – , ordinais –  que indicam ordem ou posição, (primeiro, terceiro, centésimo) –, multiplicativos – que indicam um múltiplo (dobro, triplo, quádruplo) –, fracionários – que indicam divisão ou parte de um todo (meio, terço, quarto) e coletivos – que indicam um conjunto de seres (dúzia, centena). Os numerais podem ser escritos por extenso (um, dois) ou em algarismos (1, 2), e indicam um valor numérico ou posição em uma série.  

Há uma diferença entre número, a ideia abstrata de quantidade, e numeral, que é a palavra ou símbolo que representa o número, a sua representação gráfica. E há também o algarismo, que é o símbolo de um numeral decimal.

Mas o que nos interessa mesmo é a abordagem filosófica, ou seja, quando o numeral transcende a mera contagem, sendo visto como princípio estruturante do universo.

Esse tema mereceu atenção especial de grandes pensadores como Pitágoras, Platão, e, mais recentemente, Carl Jung. 

Para Pitágoras, o número é a arché, o princípio fundamental de tudo: “O cosmos é ordem numérica, harmonia e proporção”.

Já Platão distingue o número sensível (matemático) da ideia numérica (realidade superior e espiritual). O neoplatonismo diz que o número organiza o caos primitivo, sendo um princípio espiritual que tece a ordem cósmica.

Já Jung entende que o número é o arquétipo da ordem e a ponte entre psique e matéria, organizando o caos e ligando o mundo interior ao exterior. 

A filosofia investiga se os números são invenções (abstratos) ou descobertas (reais), e sua relação com a experiência humana e a verdade. 

Na Índia antiga, o súnia (zero/vazio) era um conceito filosófico e numérico, um ponto inicial ou o todo, fundamental para o sistema decimal. 

Filosoficamente, o numeral é muito mais do que um símbolo: é a chave para entender a estrutura do universo, a natureza da realidade e a própria consciência, sendo um conceito que permeia desde a matemática pura até os arquétipos mais profundos da psique humana. 

Assim, fica clara a importância da abordagem filosófica como meio de um entendimento melhor de tudo.


EXPECTATIVAS ELEVADAS - Erik Marks


 

Refletindo sobre artigo recente expectativas sobre educação maçónica, fui trazido de volta à minha chegada à Porta do Ocidente. 

Ao contrário do novo irmão, com uma memória incrível no que escreve, eu tenho muita dificuldade em reter fatos e citações exatas. 

É preciso muita repetição. 

Felizmente para mim, fazemos isso na Educação Maçónica! 

Eu descobri que nem todas as lojas exigem aos novos irmãos que memorizem o catecismo. 

Fiquei desapontado e perplexo porque é que isso acontece. 

Imediatamente, duas razões me vieram à mente:

Ensinar dá muito trabalho;

• pode haver uma preocupação de que ter de trabalhar, possa afastar os membros.

No que diz respeito a ambos os pontos: a nossa metáfora é a do Trabalho – trabalho. 

Está imbuído na nossa razão de ser, por muitas razões com múltiplos significados. 

Antes do advento da pesquisa sociológica, as pessoas sabiam que o trabalho é importante: um senso de propósito muitas vezes significa mais para nós do que “ser feliz”. 

As pessoas lutam pela grandeza não porque é fácil, mas porque é importante fazer a diferença para os outros. 

Então vamos dispensar o primeiro ponto… estamos aqui para trabalhar.

Relativamente ao segundo ponto, Altas Expectativas significam maior valor. 

Se esperamos pouco dos Irmãos, novos ou veteranos, o que fazemos terá pouco valor para eles ou para o mundo. 

Se exigirmos muito, o que fazemos terá valor. 

Nos últimos vinte anos, a pesquisa sobre resiliência, como às vezes é chamada, confirma o que os construtores de antigamente já sabiam: "as altas expectativas, bem apoiadas, levam a melhores resultados."

Se não esperamos mais nada um do outro e de nós mesmos do que entrar na Maçonaria tão rápida e facilmente quanto possível, que valor temos? 

Percebi que, ao escrever a declaração anterior, muitos de nós participamos por diferentes razões que foram e serão abordadas noutros lugares e épocas.

Lembro-me com alegria e empolgação duradoura da minha própria experiência, a noite da minha iniciação. 

É um borrão, eu estava tão imerso na experiência. 

Lembro-me de muito poucas palavras. 

Eu lembro-me distintamente da voz de quem me acompanhou durante a iniciação; Lembro-me da voz do Venerável durante o meu Juramento e da nossa conversa no dia seguinte. 

Ele reafirmou a expectativa e o apoio. 

Quando começamos os nossos trabalhos, disse ele: “Haverá muito trabalho. 

Pode levar muito tempo, mas nós não vamos deixar que você falhe”.

(Tradução de António Jorge)

fevereiro 15, 2026

MAÇONARIA, CARNAVAL e ALEGORIA,(Traço de Identificação) - Newton Agrella





Na Maçonaria é recorrente o uso de Alegorias como uma representação ou forma de expressão.

Há contudo que se fazer uma clara distinção entre Alegorias e Símbolos.  

As  Alegorias são os véus que ocultam o verdadeiro sentido das coisas.

E os Símbolos buscam transmitir idéias pontuais.

Neste sentido, Alegoria será exatamente como está definida no dicionário Aurélio: "Ficção que representa uma coisa para dar idéia de outra". 

Convém destacar que a  palavra alegoria advém do grego : *allos*, "outro", e *agoreuein*, "falar em público" . 

Trata-se na verdade de uma figura de linguagem, mais especificamente de uso retórico, que produz a virtualização do significado, ou seja, sua expressão transmite um ou mais sentidos além do literal. 

Diz-se "b" para significar "a". 

Uma Alegoria não precisa ser expressa no texto escrito: pode dirigir-se aos olhos e, com frequência, encontra-se na pintura, escultura ou em outras formas da arte ou de linguagem.

Do ponto de vista filosófico trata-se de  uma figura de linguagem  caracterizada como sendo um conjunto simbólico criado para transmitir um segundo sentido, além do sentido literal das palavras.

Entra-se assim no campo da linguagem simbólica, conotativa, figurativa. 

Eis aí o que sugere e identifica o Simbolismo Maçônico.

Cabe registrar que dentre os gêneros de expressão na Lenda  a aplicação da Alegoria torna-se mais patente, uma vez que acompanhada de uma moral que expressa claramente a relação entre o sentido literal (função denotativa) e o figurado (função conotativa).  

Sem entrar no mérito dos Graus mais avançados, pode-se afirmar que  na Maçonaria veremos que a  Lenda do 3o.Grau   está repleta de Alegorias com relação ao Tempo, à História, ao Ambiente de Trabalho dos Construtores, aos Sentidos e às Sensações Humanas .  

Além da Ética,  da Moral, e dos elementos  Metafísicos da Alma.

É interessante lembrar que a Alegoria permite transmitir conhecimentos através de raciocínios por analogia.  

Ao desbastar a pedra bruta vamos incorporando esse processo como uma forma de evolução e aprimoramento de nosso interior.

O painel alegórico da Loja do 1º grau no R.'.E.'.A.'.A.'.  contempla  muito mais do que um conjunto literal, figurado e oculto de símbolos, mas pretende expressar nesse conjunto simbólico, o caminho, as ações e os instrumentos necessários ao aprimoramento moral das nossas limitações e inconsistências.

Lá no fundo, o traço de identificação mais contundente entre a Maçonaria e o Carnaval no que concerne a "Alegoria" é que a mesma se constitui, numa verdadeira Narrativa Visual - materializando ideias abstratas em formas, cores e cenário que representem o conteúdo do que se pretende transmitir.



REVISITANDO O SALMO 23 - Wagner Barba


_O Senhor me guia mesmo quando não percebo_

_Mesmo quando a fé parece menor que o cansaço_

_Mesmo quando a alma pede pausa e o mundo exige pressa_

_Ele me conduz sem alarde, sem ruído, sem espetáculo_

_Ensina a descansar sem fugir da realidade_

_E a confiar mesmo sem entender o futuro_


_Nos dias em que a esperança parece sumir_

_E a coragem precisa ser lembrada_

_Quando a sombra se estende mais do que o horizonte_

_E o silêncio parece responder mais que as orações_

_Eu aprendo que não estou esquecido,_

_E que até o medo pode ser atravessado_

_Pois o Senhor está comigo_


_No vale onde a morte se faz morada_

_E a incerteza faz questão de bater à porta_

_Não encontro ausência, encontro Sua presença_

_Não encontro abandono, encontro Seu cuidado_

_Há uma mesa posta antes mesmo da fome_

_E um bálsamo que sobre mim se derrama_


_Assim sigo, imperfeito, mas sustentado_

_Errando, mas ainda caminhando_

_Caindo, mas sempre levantado por Mãos Invisíveis_

_Porque a vida não é isenta de sombras_

_Mas nunca é vazia de sentido nas Suas palavras_


_E mesmo quando a estrada termina em descanso_

_Mesmo quando a noite se transforma em manso_

_Mesmo quando o fim se revela em confiança_

_Vejo que tudo foi a mão do Eterno se estende em esperança_


_

ANIMA-TE - Adilson Zotovici

 

 



Não desistas do teu primo sonho

Sobre que o conceito trino atrela

Dalgum conhecimento eu suponho

Que com afincamento revela


Tu pensavas que simples exponho

Envergares broche na lapela

Vez que ainda pedreiro bisonho

Do luzeiro terias tutela


Faze por ti, teus iguais, proponho

E tua pedra bruta cinzela

Que sem luta o futuro é medonho


Compraz, Arte Real te acautela

E por ti muito faz, te enfronho

Tenaz, vê...o que fazes por ela !



MARROCOS REVIVE AS TRADIÇÕES JUDAICAS



Em um mundo onde símbolos judaicos são por vezes removidos das fachadas de cidades ocidentais, um processo quase inimaginável está em curso em Marrocos. Não foi resultado de acordos de normalização, nem tem como objetivo atrair turistas. Tudo começou com uma decisão pessoal, excepcional e sem precedentes de um homem: o Rei Mohammed VI.(foto)

Enquanto muitos países tentam apagar seu passado, Marrocos escolheu o oposto: tornou a memória judaica parte integrante de seu orgulho nacional. Partimos para examinar as figuras, os lugares e as decisões reais que mudaram a história.

1. A Ordem Direta: “Renovar Tudo

Em 2010, uma década antes do restabelecimento das relações oficiais, o Rei Mohammed VI tomou uma decisão estratégica: o patrimônio judaico de Marrocos não é apenas “o patrimônio dos judeus”; é o patrimônio de Marrocos e corre o risco de desaparecer. Ele não criou uma comissão burocrática. Emitiu uma ordem executiva para uma restauração abrangente. Os resultados falam por si (muitos deles financiados diretamente pelo palácio e pelo Ministério de Assuntos Religiosos):

167 cemitérios judaicos restaurados e cercados em todo o reino.

Dezenas de sinagogas antigas restauradas ao seu esplendor original, mesmo em aldeias onde não havia judeus há 60 anos.

13.000 túmulos restaurados e mapeados digitalmente para que as famílias possam encontrar seus entes queridos.

2. O Momento Histórico em Essaouira

Um dos momentos decisivos ocorreu em janeiro de 2020 na cidade de Essaouira (Mogador). O Rei inaugurou pessoalmente a "Casa da Memória" (Bayt Dakira). Este complexo singular inclui a antiga sinagoga Slat Attia, um centro de pesquisa e um museu. A imagem do Rei de Marrocos sentado na primeira fila diante da Arca Sagrada, rodeado por rabinos, transmitiu uma mensagem poderosa a todos os marroquinos: o judaísmo é uma raiz profunda da nossa identidade e temos orgulho disso.

3. Uma Constituição Única no Mundo

Este compromisso está inclusive consagrado em lei. Na nova Constituição marroquina (2011), o primeiro parágrafo, que define a identidade do Estado, afirma explicitamente que a identidade marroquina é nutrida e enriquecida pelo seu componente hebraico. Nenhum outro país do mundo árabe define o judaísmo na sua Constituição como parte integrante da sua identidade nacional.

4. Restauração dos Nomes Originais

A diretiva final e mais comovente veio quando o Rei ordenou a restauração dos nomes judaicos originais às ruas e praças dos bairros judeus (os mellahs). Em vez de apagar o passado e dar-lhe novos nomes, as placas azuis dos mellah de Marrakech agora exibem com orgulho os nomes de rabinos e comunidades do passado.

Em suma, quando você caminha por Marrakech e se sente seguro ao entrar na Sinagoga Slat Al Azama, ou quando vê um zelador marroquino cuidando de um cemitério judaico com profundo respeito, lembre-se: nada disso é garantido. É o resultado de uma liderança que decidiu que a história de Marrocos não pode ser contada sem contar a história do povo judeu. Você sabia da dimensão dessas reformas? Compartilhe esta mensagem para que todos saibam que existe um lugar onde nossa história é respeitada.

Fonte: Equipe Editorial do Morocco Travel Center | Investigação Especial

fevereiro 14, 2026

O CONCEITO DE ÉTICA ATRAVÉS DA HISTÓRIA - Michael Winetzki


 

Entrevista no programa Conversas Filósoficas no YouTube conduzida pelo presidente da Academia Maçônica de Letras de Rondônia, irmão Vanderlei Coelho, com o irmão Michael Winetzki.