março 01, 2026

MARÇO PEDE LICENÇA - Newton Agrella


 

O nome do mês de MARÇO, que abre suas portas na data de hoje na era vulgar do ano de *2026* do Calendário Gregoriano  tem sua origem advinda do substantivo "Martius" que era o primeiro mês do ano na Roma Antiga e no seu antigo calendário.

Esse nome fazia referência a MARTE, Deus da Guerra. 

Como em Roma o clima é mediterrâneo, Março é o mês que abre a Primavera, suscitando desse modo uma relação lógica para se dar o início de um novo ano, assim como para se empreender a temporada das campanhas militares de então.

Tudo isso, é claro, baseado nas circunstâncias históricas, sociais e culturais daquela época.

Cabe registrar que a partir do nome "Março", derivou-se por analogia e por extensão semântica, o adjetivo, "marcial", cuja idéia remete ao aspecto bélico, de guerra, de luta e de confrontos.

Por isso, o surgimento das expressões: : Corte Marcial,  Lei Marcial, Artes Marciais e por aí afora.

Feita esta brevíssima consideração histórica sobre o referido mês, cumpre destacar que na história contemporânea, a data mais marcante do mês de Março, comemorada em mais 100 países e institucionalizada pela ONU (Organização das Nações Unidas) - a partir da década de 1970  -  é 08 de Março  - "DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES"  - como sendo um dia de protestos e manifestações legítimas na luta contínua pelos seus direitos em toda a sua plenitude. 

Uma luta não apenas contra a desigualdade salarial e profissional, mas sobretudo contra o machismo, a violência e o feminicídio.

O mês de Março portanto, traz consigo essa carga de responsabilidade histórica que impõe um permanente estado de vigília, de reflexão e principalmente de "consciência"  por parte da civilização humana.

Que Março continue bradando através da força de seu nome e de seu significado, a luta desmedida e ininterrupta pelo reconhecimento, respeito e valor inestimável que a Mulher possui e representa em todo o nosso universo.



POLÍCIA BRITÂNICA DISCRIMINA MACONS - Luciano J. A. Urpia



A Justiça britânica validou, nesta terça-feira (17.02.26), a decisão da Polícia Metropolitana de Londres (Scotland Yard) de obrigar seus agentes a declararem publicamente se são ou foram membros de organizações maçônicas. O juiz Chamberlain, do Tribunal Superior, rejeitou o recurso apresentado por entidades representativas dos maçons e por dois policiais que buscavam anular a medida, considerando a ação judicial como "não razoavelmente defensável". A nova política, implementada em dezembro, exige que policiais e funcionários divulguem qualquer filiação a grupos hierárquicos confidenciais que imponham apoio mútuo entre seus membros, visando eliminar riscos de parcialidade real ou percebida no desempenho das funções policiais.

Em sua decisão de 17 páginas, o magistrado enfatizou que a exigência não é discriminatória nem estigmatizante, e que seu objetivo duplo, assegurar o desempenho adequado das funções e manter a confiança pública na corporação, é legítimo e proporcional. O juiz destacou que deixar a decisão de revelar a filiação a critério individual de cada agente não alcançaria o propósito de fortalecer a credibilidade institucional. A Scotland Yard comemorou o veredito, com o Comandante Simon Messinger afirmando que a política foi criada em resposta a preocupações da sociedade sobre possíveis conflitos de lealdade, garantindo que vítimas e denunciantes sintam-se seguros de que as investigações não serão comprometidas.

Adrian Marsh, representante da GLUI, manteve a posição de que a medida é discriminatória e não contribuirá para a segurança de Londres. Durante o julgamento, a advogada Claire Darwin KC, representante dos maçons, argumentou que a decisão equivalia a criar uma "lista negra" baseada em "teorias da conspiração antigas e estereótipos preconceituosos". Em contrapartida, a defesa da Polícia Metropolitana rebateu as acusações, classificando a alegação de lista negra como "manifestamente falsa" e reiterando que os funcionários permanecem livres para ser maçons. Cerca de 400 agentes já declararam sua filiação desde a implementação da nova regra.

Fonte: The Guardian | theguardian.com e CURIOSIDADES DA MAÇONARIA


PALESTRA NA COLIGAÇÃO EM SANTOS - Michael Winetzki



 

Neste sábado a tarde participei como palestrante da reunião mensal da Coligação das Lojas Maçônicas da Baixada Santista, que reúne Veneráveis Mestres e Mestres Instalados da maioria das Lojas de região.

A reunião que seria realizada na minha Loja, ARLS Tríplice Aliança 341 de Mongaguá teve de ser transferida para a magnífica ARLS José Bonifácio n. 20 de Santos, uma vez que as intensas chuvas que caíram na cidade danificaram nosso templo.

A convite do presidente da Coligação, irmão José Carballido Dominguez realizei a palestra " 1666 - O incêndio de Londres e a origem da maçonaria especulativa" que foi muito bem recebida pelos irmãos presentes.

Recebi um mimo da Coligação e entreguei ao irmão Carballido uma medalha historuca da GLESP em nome do Sereníssimo Grão Mestre Jorge Anísio Haddad. Os rrabalhos foram encerrados com um lauto almoço. 

Na foto: da esquerda para a direita José Carballido Dominguez, eu, o VM da ARLS Tríplice Aliança 341, irmão Alexandre Lucena e o VM da ARLS José Bonifácio 20, irmão Celso G. P. Rodrigues.

MAÇONARIA E IGREJA CATÓLICA: AS RAZÕES DE UM DIÁLOGO



Por Paulo Rola – Grão-Mestre da Grande Loja Legal de Portuga

É com muita atenção e progressiva satisfação que a Maçonaria Regular portuguesa tem seguido as palavras do novo Papa Leão XIV, desde a sua proclamação inaugural como Sumo Pontífice. Nesse sentido, transmitiu-nos esperança desde logo o conteúdo do seu primeiro discurso a partir da Basílica de São Pedro, logo após ser eleito pelo conclave cardinalício no dia 8 de maio.

“A paz esteja com todos vós!” foi (todos estamos lembrados) a primeira frase pública de Leão XIV aos milhares de fiéis em ovação. Na mesma ocasião, proclamou a necessidade de “uma Igreja missionária, uma Igreja que constrói pontes, dialoga, sempre aberta para receber como esta praça com os braços abertos. A todos, a todos aqueles que precisam da nossa caridade, da nossa presença, do diálogo e do amor”.

Dois dias depois, dirigindo-se aos cardeais, o novo Papa reforçou esse sentido da abrangência ao destacar vários pontos da Exortação Apostólica ‘Evangelii Gaudium’ de S.S. o Papa Francisco, sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual. Um desses pontos, a necessidade de “um diálogo corajoso e confiante com o mundo contemporâneo nas suas várias componentes e realidades”.

Nascido Robert Francis Prevost, em Chicago, o novo Papa conhece certamente tudo o que os Estados Unidos da América – nos seus princípios definidores e direitos fundamentais – devem à Maçonaria, a começar por muitos dos seus pais fundadores e, inclusive, o seu primeiro presidente da República, George Washington, também ele maçom. Com efeito, é nos EUA que hoje encontramos a maior concentração de maçons no Mundo, seguidos pela região da América Latina e Caraíbas, na qual o atual Papa Leão XIV passou anos em trabalho missionário.

Não nos restam, pois, quaisquer dúvidas: O novo Pontífice conhece certamente o trabalho maçónico em prol do desenvolvimento humano e social e de afirmação dos valores da Maçonaria Regular: A Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade.

De igual modo, não ignora certamente o novo Papa que, na Maçonaria Regular – uma instituição onde é obrigatória a crença num Ser Superior ao Humano e por isso salientada a dimensão divina do Grande Arquiteto Do Universo – múltiplos exemplos existiram no Passado, e muitos existem também no presente, de representantes da Igreja Católica Apostólica Romana na Maçonaria Regular. Cardeais, Arcebispos, inclusive Papas, terão sido maçons. E isso mesmo depois da tristemente famosa Bula In Eminenti Apostolatus Specula, emitida por Clemente V em 1738 e que, de forma para os maçons regulares não compreensível, ressoa ainda hoje no Vaticano nas alocuções que acusam os maçons e os ameaçam com a excomunhão.

É aliás essa precisamente a situação que acreditamos poder agora vir a ser alterada. Assim como o Dicastério para a Doutrina da Fé voltou a reafirmar em 2023 a irreconciliabilidade entre a doutrina católica e a Maçonaria, assim acreditamos que essa anacrônica posição será eliminada. Ela apenas serve para entristecer e ostracizar milhares e milhares de católicos maçons, que em todo o mundo trabalham para o seu melhoramento e o da sociedade, sem com isso em nada depreciarem a sua fé em Cristo e em Deus, ou diminuírem através do seu trabalho maçónico a sua dedicação à Igreja como católicos. Pelo contrário.

Ciente disso mesmo, em abril de 2021 e inspirada então pela Encíclica Papal Fratelli Tutti, a Maçonaria Regular portuguesa endereçou a S.S. o Papa Francisco uma carta assinada pelo então Grão-Mestre, Armindo Azevedo. Nessa carta, salientávamos já como os princípios defendidos pela Encíclica vinham ao encontro daqueles defendidos pela Maçonaria Regular, nascida no dia consagrado a S. João, o Batista.

De igual modo, a carta salientava as declarações públicas, datadas de 2016, do Cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Pontifício Colégio da Cultura, numa carta aberta aos maçons regulares, “Cari Fratelli Massoni”, o qual falava de construirmos pontes e não muros, lembrando que entre os valores comuns que unem as duas instituições estão a sua dimensão comunitária, de dignidade humana, de beneficência e de combate ao materialismo.

Infelizmente, como antes citado, dois anos depois dessa carta – e através do Dicastério para a Doutrina da Fé – o Vaticano reafirmou o caminho oposto e reiterou a prática maçônica como inconciliável com a fé católica.

É essa posição que pretendemos agora que comece a ser revertida. Cremos que a eleição do novo Papa que escolheu para si o nome de Leão XIV, para mais sendo norte-americano, justifica que perseveremos nos nossos argumentos de uma visão com pontos comuns entre a Maçonaria Regular e a Igreja Católica, tanto para o Homem como para o Espírito.

Por assim o acreditarmos, iremos reiniciar as diligências, através de uma nova comunicação a S. S. o Papa Leão XIV, exortando a que, desde logo na fase inicial do seu Pontificado, dê sinais de abertura para que possa existir uma reconciliação no coração dos milhões de maçons regulares de todo o mundo com a Igreja Católica, podendo eles assim comungar na certeza de que o amor a Cristo que os move é tão puro quanto o amor ao Homem que junta, em fraternidade, homens livres e de bons costumes em todo o planeta. Para que a paz esteja – verdadeiramente – com todos nós, neste mundo conturbado e ameaçado, o caminho a seguir é o do diálogo aberto e o da comunhão entre aqueles que partilham do mesmo amor por Deus e pelos Homens.







O RETORNO - Adilson Zotovici

 



Bate à porta o costumeiro,

Do templo, sem embaraço,

Que o intuito dum obreiro

É franquear  teu espaço


Foste embora do canteiro

Por fortuito descompasso

Caminhando qual  luzeiro

Retornas cambando e baço


Mas jamais perdeste o laço

Anseia teu paradeiro

O teu cinzel e teu maço


Recebe irmão verdadeiro

Fraternal  tríplice abraço

Pois...igual livre Pedreiro !



fevereiro 28, 2026

SOM. LUZ E PERCEPÇÃO - Eleutério Nicolau da Conceição


 

A PERCEPÇÃO DE CADA UM - Newton Agrella


Dia desses, caminhando por essas ruas do mundo, não pude deixar de perceber o semblante fechado e até certo ponto sisudo de grande parte das pessoas.

Mesmo os cães que passeavam com seus tutores, ao depararem-se uns com os outros, expressavam sua fúria através de seus latidos incontidos, marcando seu instinto de territorialidade.

A cara amarrada tomava conta das pessoas e dos cães.

Mais ou menos um tom monocórdico que desenhava o cenário com que se abria o dia.

Ainda pra ajudar, a manhã cinzenta de inverno contribuía sobremaneira pra que nada de tão especial pudesse acontecer...

E aí  dei-me conta, que muito provavelmente esta sensação irrepresada de tédio estivesse dentro de mim, enxergando a vida de maneira míope, sem perceber que eu estava me colocando na lateral da história.

Resolví tomar uma boa dose de fôlego, respirar fundo, levantar a cabeça e jogar um pouco de colírio nos olhos pra ganhar um pouco mais de ânimo.

Quem sabe assim eu poderia observar com mais tolerância e com maior naturalidade que o eixo do mundo não está situado no meu umbigo.

De repente bateu-me um estalo, e notei que a minha percepção das coisas estava um tanto turva.  

A mudança tem que partir de mim. Aprender a aceitar com menor rigor que a roda continua girando, porém numa velocidade diferente e que a vida segue seu curso ao sabor de um vento que sopra numa escalada que obedece uma reinterpretação de valores.

É claro, que matematicamente a soma de 1 + 1 sempre será 2.

Porém, filosoficamente essa mera questão aritmética, poderá ser entendida, conforme os desejos e as circunstâncias que cercam as necessidades de cada um.

Nossa existência não se explica e nem obedece as regras de um teorema.

Ela é pura e simplesmente um exercício de semântica em que as figuras de construção, imagem, linguagem e pensamento determinam os nossos caminhos.

Somos símbolos que se interpretam conforme as referências de nossa criação.



SOL & LUA NA MAÇONARIA - Kennyo Ismail

 






O Sol e a Lua, geralmente presentes em cada lado da parede do Oriente e tendo entre eles o trono do Venerável Mestre, destacados também no Painel de Aprendiz Maçom, sempre foram alvos das “especulações” dos estudiosos maçons.

Aliás, com tanta especulação sobre a simbologia maçônica, fica fácil compreender o verdadeiro significado do termo “Maçonaria Especulativa”!

Encontra-se de tudo por aí: Conforme alguns estudiosos de plantão, aquele Sol simboliza Mitras, Invictus, Horus, Rá ou Osíris, Hélio ou Apolo, a masculinidade, a Luz da Iniciação ou o símbolo do Oriente.

Já a Lua quarto-crescente seria o feminino, o segredo a ser revelado, a busca pela verdade, a palavra perdida e prestes a ser encontrada, ou até mesmo a ressurreição.

Isso sem contar nas interpretações absurdas, que não merecem citação.

O fato que parece passar despercebido para muitos é que esse Sol e Lua são, na verdade, um único símbolo.

A mais clara evidência disso é que, seja na parede do Oriente ou no Painel de Aprendiz, eles aparecem sempre juntos, em tamanhos iguais, na mesma altura e de lados opostos.

Nunca se vê apenas um ou o outro, porque se trata de um símbolo só.

Dessa forma, qualquer interpretação desses elementos realizada de forma separada já poderia ser um grande erro.

Temos no símbolo do Sol e Lua um dos símbolos mais antigos da Maçonaria.

Quando relacionados, o Sol é o emblema do meio-dia enquanto que a Lua é o emblema da meia-noite, ou seja, o início e o término dos trabalhos de todo maçom.

O Venerável Mestre, estando entre o Sol e a Lua, demonstra que comanda os trabalhos naquele período.

Esse simbolismo é creditado a Zoroastro, conforme muitos Rituais denunciam.

Zoroastro foi um importante profeta persa, considerado como um dos principais mestres dos Antigos Mistérios, chamado por muitos de “pai do dualismo” e tido como precursor de muitos pensamentos comuns entre as três vertentes religiosas de Abraão: Judaísmo, Cristianismo e Islamismo.

A tradição diz que os trabalhos nos templos de Zoroastro ocorriam do meio-dia à meia-noite, e que sua filosofia tinha por base a cosmologia.

O antagonismo do dia e da noite, da claridade e da escuridão, era visto na natureza e no bem e o mal, presentes em cada ser humano.

Por que a Lua quarto-crescente?

Porque a astronomia ensina que a Lua quarto-crescente nasce ao meio-dia e se põe exatamente à meia-noite.

Assim, quando o Sol está em seu zênite, ao meio-dia em ponto, é quando a Lua quarto-crescente nasce, a qual se põe à meia-noite em ponto.

A lua quarto-crescente, tão importante para os Persas seguidores de Zoroastro, atravessou os milênios, tornando-se emblema da cultura árabe.

Esse fato não deixa dúvidas de que o símbolo do Sol e Lua na Maçonaria é realmente símbolo “do meio-dia à meia-noite” e de nada mais, apesar das especulações.



fevereiro 27, 2026

D. PEDRO II - PREFERIU O EXÍLIO À GUERRA CIVIL


 

Dom Pedro II governou o Brasil por quase 50 anos, foi um dos monarcas mais cultos do século XIX, falava mais de dez idiomas, financiava ciência, mantinha correspondência com Darwin e Victor Hugo e acreditava profundamente na educação como base de uma nação.

Mas, ao contrário do que muitos imaginam, ele não foi derrubado por um complô repentino, o Império acabou porque seu próprio imperador aceitou que ele não deveria continuar.

Pedro II não teve herdeiros homens vivos, seus dois filhos morreram ainda crianças. A sucessão recaiu sobre sua filha, a Princesa Isabel, legalmente, ela era a herdeira.

Politicamente, porém, o imperador nunca construiu um projeto sólido para perpetuar a monarquia.

Ele via o Império como uma instituição desgastada, pressionada por elites militares, escravocratas insatisfeitos e um país que mudava mais rápido do que a Coroa. 

Após a abolição da escravidão, em 1888, ele sabia que perderia o apoio das classes dominantes e aceitou o preço.

Quando o golpe republicano aconteceu, em 1889, Dom Pedro II proibiu qualquer reação armada, ordenou que ninguém lutasse em seu nome. 

Preferiu o exílio à guerra civil.

Partiu do Brasil levando poucos pertences, no bolso, quase nada. No travesseiro, um pouco de terra brasileira. 

Morreu dois anos depois, em Paris, sem jamais conspirar para voltar ao poder.

Ele poderia ter resistido, poderia ter provocado sangue.

Mas escolheu encerrar um regime para evitar que o país se partisse.

O Império não caiu gritando.

Caiu em silêncio com o consentimento do homem que o governava.

Fonte: DomPedroII #HistoriaDoBrasil #Curiosidades #BrasilImperio #Cultura

MAÇONARIA – LIVRE E DE BONS COSTUMES - LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNIDADE - Daniel Cavalcanti*



Sempre ouvi dizer que a maçonaria apóia-se em três pilares que são fundamentais para o desenvolvimento do homem em si (lapidação da pedra bruta). 

Hoje percebo que tudo na teoria é muito fácil, todavia, quando partimos para a prática notamos que qualquer instituição composta por homens (seres-humanos em geral) estão sujeitas às intempéries da vida no mundo profano.

Aprendi que para iniciar, o candidato deve ser “Livre e de Bons Costumes” e que uma vez iniciado o lema principal é *“Liberdade, Igualdade e Fraternidade”.*

Liberdade significa o direito de agir segundo o seu livre arbítrio, de acordo com a própria vontade, desde que não prejudique outra pessoa, é a sensação de estar livre e não depender de ninguém.

Será que todo Maçom é “LIVRE”?

Igualdade é a ausência de diferença.

A igualdade ocorre quando todas as partes estão nas mesmas condições, possuem o mesmo valor ou são interpretadas a partir do mesmo ponto de vista, seja na comparação entre coisas ou pessoas.

Depois de iniciado, o então Aprendiz Maçom, inicia os estudos e os primeiros passos almejando subir cada degrau na Escada de Jacó.

Compreendo que a hierarquia é de extrema importância para o desenvolvimento de um sistema doutrinário e organizacional (seja ele simbólico ou filosófico). 

Hierarquia significa organização fundada sobre uma ordem de prioridade entre os elementos de um conjunto ou sobre relações de subordinação entre os membros de um grupo, com graus sucessivos de poderes, de situação e de responsabilidades.

Será que todo Maçom pratica a “IGUALDADE”?

Fraternidade é um termo oriundo do latim frater, que significa "irmão". 

Por esse motivo, fraternidade significa parentesco entre irmãos.

A fraternidade universal designa a boa relação entre os homens, em que se desenvolvem sentimentos de afeto próprios dos irmãos de sangue.

Fraternidade é o laço de união entre os homens, fundado no respeito pela dignidade da pessoa humana e na igualdade de direitos entre todos os seres humanos.

Será que todo Maçom é “FRATERNO”?

Concluo tais palavras trazendo à memória de cada um dos irmãos a lembrança do que realmente viemos fazer aqui, segundo o trolhamento do grau de Aprendiz Maçom.

Deixemos TODAS as nossas diferenças de lado meus respeitáveis irmãos!

A Arte Real está muito acima de qualquer vaidade humana que seja.




fevereiro 26, 2026

HIPOCRISIA - UM GRANDE INIMIGO DA MAÇONARIA E DA HUMANIDADE.!!!

 



A hipocrisia se revela, pois nenhuma pedra mal esculpida consegue esconder suas rachaduras por muito tempo. Há aqueles que invocam a virtude sem praticá-la, proclamam a justiça sem segui-la e fazem discursos solenes enquanto suas ações contradizem cada palavra. 

Eles carregam a linguagem da moralidade como se fosse uma joia emprestada, usando-a apenas quando convém aos seus interesses. Não são governados por princípios, mas por cálculos; Eles não conhecem a lealdade, mas a conveniência. Mudam de rumo como cata-ventos, esquecendo que o verdadeiro trabalhador permanece fiel ao seu trabalho, mesmo quando o vento é adverso. 

Hipocrisia não é ignorância: é uma escolha consciente. É a renúncia ao trabalho interior, o abandono do polimento da pedra bruta, a covardia de quem tem medo de se olhar à luz da oficina. Quem finge foge de si mesmo. 

Mas nenhuma máscara resiste à passagem do tempo ou à ação constante da verdade. A Luz, paciente e justa, acaba revelando o que estava escondido. E quando o véu cai, apenas aquilo que foi construído com retidão, silêncio e coerência permanece de pé.

Fonte: ÁTRIO DO SABER - MAÇONARIA & AMORC/CIÊNCIAS & FILOSOFIAS

ESTOICISMO: EQUILÍBRIO, JUSTIÇA E SABEDORIA - Giovanni Angius

 


O  de filosofia fundada por Zenão de Citio na Grécia Antiga, por volta do século III aC, quando assimilado e devidamente posto em prática, remete-nos para uma vida de equilíbrio, serenidade e propósito. 

Ele ensina-nos a focar no que está ao nosso controle – as nossas atitudes, pensamentos e escolhas, aceitando com coragem e sabedoria o que é inevitável. 

Ao valorizar a virtude como o bem maior e cultivar a razão, o Estoicismo guia-nos para uma existência pautada pela excelência moral, pela liberdade interior e por uma profunda harmonia com a ordem do universo.

É, essencialmente, um caminho para a verdadeira felicidade, independente das circunstâncias externas.

O Estoicismo e a Filosofia Maçónica compartilham fundamentos essenciais que orientam o homem na busca pela sabedoria, pelo autodomínio e pela rectidão moral. 

Ambos reconhecem que a verdadeira liberdade e felicidade não dependem das circunstâncias externas, mas da maneira como o indivíduo conduz a sua própria vida, cultivando virtudes e buscando a harmonia com a ordem universal.

Na Maçonaria, o iniciado é um buscador da Luz, que representa o conhecimento, a verdade e a compreensão mais profunda da existência. 

Este caminho é trilhado por meio da razão, do estudo e da reflexão, de forma semelhante ao ideal estóico de focar no que está sob o nosso controle: as nossas atitudes, pensamentos e escolhas. 

O maçom, assim como o estóico, aprende a aceitar com serenidade o que não pode mudar e a transformar a si mesmo por meio da prática da virtude.

A busca pela Verdade na Maçonaria está intrinsecamente ligada ao uso da razão e ao aprimoramento contínuo do ser. 

O estóico encontra essa mesma verdade ao viver conforme a natureza e a razão, compreendendo que a virtude é o maior bem. 

Assim, ambos os caminhos rejeitam a escravidão das paixões desordenadas e dos desejos efémeros, promovendo uma existência pautada na excelência moral e no compromisso com valores elevados.

Tanto a Filosofia Estóica quanto a Maçonaria ensinam que a vida tem um propósito maior do que a mera satisfação pessoal. 

O homem deve se tornar um pilar de equilíbrio, justiça e sabedoria, contribuindo para o bem-estar da humanidade e encontrando, na rectidão do seu carácter, a verdadeira felicidade.

A ideia de que o homem deve se tornar um pilar de equilíbrio, justiça e sabedoria reflecte um ideal elevado tanto para o estóico quanto para o Maçom. 

Este conceito remete à necessidade de um desenvolvimento integral do ser, no qual ele se torna não apenas um indivíduo virtuoso, mas também um exemplo e um sustentáculo para aqueles ao seu redor.

Quando o homem se torna um pilar de equilíbrio, justiça e sabedoria, não apenas transforma a si mesmo, mas também impacta a sua família, a sua comunidade e, em última instância, a humanidade. 

Ele se torna um exemplo de conduta recta, um conselheiro nos momentos difíceis e um defensor daquilo que é justo e verdadeiro. 

Este papel transcende qualquer posição social ou título; é uma missão de vida que ele abraça com consciência e responsabilidade.

Desta forma, tanto o Estoicismo quanto a Maçonaria ensinam que a excelência moral não é um fim em si mesma, mas um meio para cumprir um propósito maior. 

Ser um pilar de equilíbrio, justiça e sabedoria significa tornar-se um instrumento da ordem e da harmonia no mundo, agindo com serenidade, rectidão e discernimento. 

É, em última instância, assumir o dever de iluminar o caminho para aqueles que ainda andam pelas sombras da ignorância e do vício.





fevereiro 25, 2026

LUVAS BRANCAS - Ir. Sérgio Quirino Guimarães



Quem não se lembra dessa frase: “Estas são destinadas àquela que mais direito tiver à vossa estima e ao vosso afeto”? E dá vontade de entregá-las à amada após a Iniciação! Todos nós sabemos que representa a distinção e a pureza, mas também a OBRIGAÇÃO de manter as “mãos” imaculadas.

No Dicionário de Maçonaria do Irm Joaquim Gervário há um comentário de Wirth que expressa bem a relação da presenteada, do presente e do presenteador: “As luvas brancas, recebidas no dia de sua iniciação, evocam ao maçom a recordação de seus compromissos. A dama que lhes mostrará as luvas se estiver a ponto de fracassar, lhe aparecerá como sua consciência viva, como a guardiã de sua honra. Que missão mais elevada poderia ele confiar à dama que mais ele ama?” Como praticamos a Maçonaria Simbólica é de bom uso deixarmos em nosso ambiente de trabalho pelo menos uma peça da luva. 

Vivemos em mundo muito competitivo e se não estivermos atentos acabamos nos envolvendo nessa luta sem vencedores. Uma luva colocada em um saquinho plástico no cantinho da gaveta pode ser o “ponto” que nos recordará dos valores e virtudes maçônicas: Tolerância, Ética, Verdade, Caridade, Amor, Fraternidade, Honestidade e vários outros valores que às vezes nós mesmos colocamos à prova por conta de um maior ganho material. 

Saibamos usar as luvas não somente nas atividades de gala da Loja, mas tenhamos também por elas o comprometimento de não maculá-las para quando passarmos ao Oriente Eterno possamos usá-las com distinção e classe ou teremos que voltar para lavá-las com muita água e sabão! 

Quanto às luvas entregues às cunhadas, conte para elas esta história: Nos Estados Unidos havia um grande cirurgião de nome William Stewart Halstedt, além de sua fantástica habilidade cirúrgica, ainda entrou nos anais da medicina como importante inventor de equipamentos médicos; ele era apaixonado por uma de suas assistentes de cirurgia, a enfermeira Caroline Hampton. 

Por conta de manusear produtos químicos para a esterilização dos equipamentos, ela desenvolveu uma forte dermatite o que a impossibilitou de trabalhar com o Dr. William que por sua vez sentiu se fragilizado pela ausência da amada deixou de operar. Logicamente a situação foi ficando preocupante e ele procurou um empresário que havia recentemente descoberto um novo produto, seu sobrenome era Goodyear (ele mesmo, o dos pneus) pedindo para que o mesmo produzisse luvas de borracha para a proteção de Caroline e para que não houvesse constrangimentos para ela, toda a equipe passou a usar as referidas luvas, que na época eram pretas e grossas. 

Com as novas tecnologias elas se tornaram delicadas como em toda boa estória de amor, o Doutor e a Enfermeira se casaram, trabalharam juntos por muitos anos e o que hoje chamamos de luvas cirúrgicas, por muitos anos foram chamadas de “luvas do amor”, por conta de tudo o que se passou e pela pureza que representa ao serem manuseadas no tratamento dos enfermos.