abril 16, 2026

RESERVA DE IDENTIDADE - Rui Bandeira



Na Inglaterra considera-se uma honra ser admitido maçom. 

Nos Estados Unidos, ser maçom é uma natural forma de integração na sociedade local e, para muitos, uma preservação da tradição familiar. 

No Brasil, apesar de subsistirem, aqui e ali, algumas desconfianças, a assunção pública da condição de maçom é natural. 

Nestas paragens e noutras em que a realidade seja similar, parecerá talvez bizarro, excêntrico, que um dos deveres essenciais dos maçons seja a reserva de identidade dos seus Irmãos que não se tenham publicamente assumido como maçons. 

No entanto, este princípio continua – infelizmente – a ter justificação.

Séculos atrás, quando as guerras religiosas estavam no auge e quando parecia que todos os contendores seguiam a máxima quem não é por mim, é contra mim, ser maçom, pregar e praticar a tolerância para com quem tinha ideias diferentes ou professava diversa fé, era perigoso. 

A ideia de haver estruturas e locais em que homens que se deveriam situar em campos opostos confraternizavam e trocavam ideias de forma livre e aberta era, para muitos, insuportável e assumindo a natureza de traição. 

Nos países católicos, a dita Santa Inquisição perseguia e torturava maçons, com o mesmo zelo e fervor com que perseguia e torturava judeus, bruxas e correlativos.

Nessa época, não divulgar a identidade de seus Irmãos maçons era uma regra absoluta e essencial para a segurança de todos. 

Mas era sobretudo, um elemento essencial do laço de fraternidade que une os maçons. 

Aquele podia pensar de modo diferente deste, ou professar uma religião diferente ou até pertencer ao exército inimigo daquele em que este se alistara. 

No campo de batalha, podiam ter o dever de lutar um contra o outro. 

Mas – ainda que porventura inimigos – ambos eram essencialmente e sobretudo Irmãos. 

Ambos podiam compartilhar o mesmo espaço e debater as suas ideias, quiçá descobrindo que, afinal, não eram tão diferentes quanto julgavam. 

Ambos podiam confraternizar pacificamente, armas pousadas, guardas baixadas e descobrir como isso melhorava cada um deles. 

Ambos sabiam que, se um deles denunciasse o outro, o denunciado sofreria grave perda, seguramente da liberdade, inevitavelmente da sua segurança, quase certamente da sua integridade física, porventura da própria vida. 

Em resumo, ambos sabiam que cada um deles se colocava inteiramente nas mãos do outro. 

E ambos protegiam o outro. Isso era e é Fraternidade!

Nos dias de hoje, ainda há locais onde é perigoso ser maçom. 

E a mesma regra de reserva da identidade do Irmão maçom tem de ser escrupulosamente seguida. 

Outros locais há em que ser maçom não será propriamente perigoso, mas poderá ser incómodo, trazer prejuízos. 

Onde o preconceito contra a Maçonaria e os maçons ainda dura e ser maçom e ser conhecido como tal ainda pode causar danos profissionais ou sociais. 

Também nestes locais se justifica, e facilmente se percebe que justifica, a reserva de identidade do maçom, a não divulgação dessa condição.

Mesmo nas sociedades mais abertas e com maior inserção social da Maçonaria, mesmo no Brasil, nos Estados Unidos ou na Inglaterra, existem preconceituosos contra a Maçonaria que, se tiverem o poder e a posição para tal, podem prejudicar um maçom apenas por o ser. 

(– embora porventura ocultando o seu preconceito e usando uma qualquer outra desculpa ou justificação…) 

Também nas sociedades mais abertas e com maior inserção social da Maçonaria se continua a justificar uma atitude prudente em relação aos preconceituosos e, portanto, o cumprimento do princípio de não revelar que alguém, que não tenha assumido publicamente essa condição, é maçom.

Uma outra razão justifica ainda o cumprimento deste princípio. 

A Fraternidade implica o reconhecimento da dignidade do outro em todas as circunstâncias. 

Implica o respeito pelo outro, pela sua inteligência, pelas suas escolhas. 

Se um maçom divulgasse que outrem tem essa qualidade, sem que o visado tivesse previamente assumido a mesma publicamente, estaria, sobretudo a desrespeitá-lo, a desrespeitar essa sua escolha. 

Se o visado não se tinha assumido publicamente como maçom, isso resultava de uma análise do mesmo, de uma escolha sua. 

Análise e escolha que era seu direito fazer e que só a ele competia fazer. 

Divulgar que esse que se não assumiu como maçom é maçom corresponde a substituir, a desvalorizar, a desconsiderar, o juízo por ele feito, em favor do juízo (ou da falta de juízo…) do próprio.

A decisão de cada um se assumir publicamente como maçom a cada um pertence. 

Não pode, não deve, ser apropriada por nenhum outro maçom. 

E não o é. 

Em nome do respeito pelo outro, pela sua inteligência, pela sua capacidade de análise, pelas suas escolhas, que é inerente ao elo que une todos os maçons: o elo da Fraternidade. 

Trair esse elo, mais do que trair o outro seria traição ao próprio e a todos.




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KIM PEEK - UM GÊNIO ESTRANHO

 


Os médicos disseram que o cérebro dele não poderia funcionar — faltava a parte que conecta os dois lados. Ele memorizou 12.000 livros. E a ciência ainda não tem explicação.

Quando Kim Peek nasceu, em 1951, em Salt Lake City, o diagnóstico foi imediato e desanimador.

Sua cabeça era anormalmente grande. O cerebelo apresentava danos. E o corpo caloso — o feixe de cerca de 200 milhões de fibras nervosas que conecta os dois hemisférios do cérebro — simplesmente não existia.

Os dois lados do cérebro não podiam se comunicar da forma normal.

Aos nove meses, os médicos recomendaram: institucionalização.

Disseram que ele nunca andaria. Nunca falaria. Nunca aprenderia. Seria, segundo eles, um peso.

Seus pais, Fran Peek e Jeanne Peek, disseram não.

O que aconteceu nas décadas seguintes desafiou tudo o que a ciência acreditava sobre inteligência.

Kim só começou a andar aos quatro anos. Suas habilidades motoras foram sempre limitadas. Não conseguia abotoar a própria camisa, amarrar os sapatos, lidar com dinheiro ou atravessar a rua sozinho.

Mas, aos 16 meses, começou a memorizar livros.

Aos três anos, já lia — e lembrava de tudo.

Aos seis, havia memorizado toda a Bíblia.

Ele desenvolveu uma forma extraordinária de síndrome do sábio. Diferente da maioria dos savants, que se destacam em uma única área, Kim dominava múltiplos campos:

História, geografia, literatura, música clássica, estatísticas esportivas, matemática, calendários, códigos postais, rodovias.

Ele lia duas páginas ao mesmo tempo — cada olho em uma página — e terminava livros rapidamente.

E guardava quase tudo: cerca de 98% do que lia.

Ao longo da vida, memorizou aproximadamente 12.000 livros.

Ele podia recitar William Shakespeare inteiro, calcular datas históricas instantaneamente, mapear rotas completas pelos Estados Unidos com precisão absoluta.

Era uma biblioteca viva.

Em 2004, cientistas da NASA estudaram seu cérebro com tecnologia avançada. Criaram modelos, mapearam conexões, analisaram tudo.

Não encontraram uma explicação clara.

O cérebro de Kim parecia ter criado caminhos alternativos — conexões que não deveriam existir.

Mas há algo ainda mais profundo nessa história:

Toda essa genialidade não se traduzia em autonomia.

Kim dependia do pai para tarefas básicas. Não conseguia interpretar ironia, lidar com abstrações ou realizar ações simples do dia a dia.

Ele podia memorizar milhares de livros.

Mas não conseguia abotoar uma camisa.

Isso levanta uma pergunta desconfortável:

O que é, afinal, inteligência?

Em 1984, o roteirista Barry Morrow conheceu Kim e ficou profundamente impactado. Passou anos escrevendo um roteiro inspirado nele.

Esse roteiro se tornou Rain Man.

O ator Dustin Hoffman estudou Kim de perto para compor o personagem. Quando o filme ganhou quatro Oscars, ele reconheceu publicamente:

“Posso ser a estrela do filme, mas você é a inspiração.”

Depois disso, Kim encontrou um novo propósito.

Ele e o pai viajaram milhões de quilômetros, falando para milhões de pessoas — especialmente jovens com dificuldades de aprendizagem.

Mais do que demonstrar suas habilidades, ele ensinava algo maior:

Que a inteligência não tem uma única forma.

Que genialidade e limitação podem coexistir.

Que “diferente” não significa “menos”.

O especialista Darold Treffert disse que Kim era um caso único — uma mente extraordinária em amplitude e profundidade.

Kim Peek morreu em 19 de dezembro de 2009, aos 58 anos. Seu pai morreu cinco anos depois.

Seu legado não está apenas nos números impressionantes.

Está nas perguntas que ele deixou.

Ele podia memorizar 12.000 livros, mas não abotoar uma camisa.

Podia calcular qualquer data, mas não entender um cumprimento simples.

Então o que define inteligência?

O que define valor?

O que define uma vida?

Talvez a resposta seja que ainda não sabemos.

Kim Peek foi a prova viva de que a mente humana é maior do que nossas teorias.

Que nossas categorias são pequenas demais.

E que, talvez, existam formas de genialidade que ainda confundimos com limitação.

Ele não foi inesquecível pelo que sabia.

Mas pelo que nos mostrou que ainda não sabemos.

Fonte" Facebook - Estudos Históricos 


abril 15, 2026

TORAH E O NÚMERO PI, UM CÓDIGO MATEMÁTICO OCULTO - Lucius Cohen




 A Bíblia registra a criação do mar de bronze pelo Rei Salomão com estas palavras: "Fez também o mar de fundição, de dez côvados de uma borda à outra, redondo ao redor, e de cinco côvados de altura; e um fio de trinta côvados o cercava em redor" (1 Reis 7:23; 2 Crônicas 4:2). O texto apresenta uma bacia circular com um diâmetro de dez côvados e uma circunferência de trinta côvados. A divisão de trinta por dez resulta em três. Este número configura-se como uma aproximação primitiva de Pi.

Historiadores atribuem a primeira aproximação precisa de Pi aos egípcios e à construção da Grande Pirâmide. O abade Moreux expõe este relato em seu livro La Science Mystérieuse des Pharaons (Paris, 1923). O Gaon de Vilna, um estudioso lituano do século XVIII, chama a atenção para um detalhe no texto bíblico. Ele observa que a palavra "linha" (fio) recebe duas grafias diferentes nos dois versículos que descrevem a bacia de Salomão.
O exame da gematria — os valores numéricos dessas grafias — revela um padrão claro:
Em 1 Reis 7:23, a palavra aparece como Kuf-Vav-Hei e possui o valor 111.
Em 2 Crônicas 4:2, a grafia muda para Kuf-Vav e possui o valor 106.
A divisão de 111 por 106 resulta em 1,0472 quando calculada com quatro casas decimais.
A multiplicação desta razão por três (o valor bíblico de Pi obtido pela divisão simples) produz 3,141509.
Este valor corresponde ao valor matemático de Pi em quatro casas decimais (Pi = 3,14159265359).
1 Reis 7:23: (קוה) = linha = 111
ויעש את הים מוצק עשר באמה משפתו עד שפתו עגל סביב וחמש באמה קומתו וקוה שלשים באמה יסב אתו סביב׃
2 Crônicas 4:2: (קו) = linha = 106
ויעש את הים מוצק עשר באמה משפתו אל שפתו עגול סביב וחמש באמה קומתו וקו שלשים באמה יסב אתו סביב׃
A Torah opera como um código. Ela detém um vasto conhecimento antigo. O caminho para seus segredos passa por uma análise estruturada, em vez de uma leitura superficial do texto.

T:.F:.A:.
Com luz e mistério, 
Lucius Cohen
Business Kabbalah

A GRANDE PIRAMIDE DE GIZÉ - Rogério de Paula

 


A Grande Pirâmide de Gizé: Brancura Reluzente no Deserto Egípcio

A Grande Pirâmide de Gizé, também conhecida como Pirâmide de Quéops ou de Khufu, é a mais antiga das Sete Maravilhas do Mundo Antigo e a única que ainda permanece de pé. Ela foi construída por volta de 2.580 a.C., durante a IV Dinastia do Antigo Império Egípcio, em um período de grande centralização do poder e prosperidade econômica. O faraó Quéops, sucessor de Snefru, foi o responsável por essa colossal obra arquitetônica, que simbolizava seu poder divino e sua conexão com os deuses.

A construção da pirâmide é um feito impressionante, composta por cerca de 2,3 milhões de blocos de calcário, alguns pesando mais de duas toneladas e meia. Seu projeto não apenas exigiu um domínio avançado de engenharia, mas também uma força de trabalho estimada entre 20 e 30 mil pessoas, composta por trabalhadores especializados, camponeses temporários e artesãos.

O que muitos não sabem é que, em sua época de auge, a Grande Pirâmide não tinha o aspecto erodido e amarelado que vemos hoje. Ela era originalmente revestida, a partir externa dos blocos tinha acabamentos lisos de calcário branco altamente polido, extraídos de Tura, que refletiam a luz solar, fazendo com que a pirâmide brilhasse como se fosse feita de luz no meio do deserto. No topo, havia um píramideon — uma pedra angular — que, segundo algumas fontes, teria sido revestido de ouro ou eletro (liga de ouro e prata), conferindo à pirâmide um ápice dourado reluzente.

Imagine o impacto visual dessa estrutura: um gigante branco cintilante sob o sol do Egito, coroado por um topo dourado que resplandecia à distância. Para os antigos egípcios, essa visão devia parecer um verdadeiro símbolo da eternidade e da glória do faraó divinizado.

Com o passar dos séculos, os blocos de revestimento foram removidos, principalmente durante terremotos e para uso em outras construções no Cairo islâmico. O que resta hoje é o núcleo da pirâmide, ainda imponente, mas despojado de seu brilho original.

A pirâmide continua a fascinar arqueólogos, historiadores e visitantes do mundo inteiro, tanto por sua magnitude quanto pelos mistérios que ainda a envolvem.

Fontes:

Lehner, Mark. The Complete Pyramids: Solving the Ancient Mysteries. Thames & Hudson, 1997.

Verner, Miroslav. The Pyramids: The Mystery, Culture, and Science of Egypt's Great Monuments. Grove Press, 2001.

Brier, Bob. The Secret of the Great Pyramid. Smithsonian Books, 2008.

Hawass, Zahi. Pyramids: Treasures, Mysteries, and New Discoveries in Egypt. National Geographic, 2004.

A ARTE REAL - Izautonio da Silva Machado Junior_


 

A palavra Geômetra vem de GEOMETRIA, que é um ramo da matemática. Em grego, "Geo" significa terra, e "metria" quer dizer medida. É, portanto, a ciência da medida das coisas, sendo ela considerada na antiguidade como uma ciência Divina, que poucos dominavam, e que deve grandes avanços ao sábio Pitágoras de Samos.

Os maçons faziam uso da Geometria para seu ofício, razão pela qual esta bela ciência ficou conhecida como a ARTE REAL (uma das Artes Liberais que compõem o Quadrivium) durante os primórdios da maçonaria, em sua fase operativa, termo que adquiriu novo significado na fase especulativa.

Além de GRANDE ARQUITETO, os antigos maçons também costumavam denominar O Todo Poderoso de GRANDE GEÔMETRA, em alusão à Arte dos maçons.



abril 14, 2026

HOJE É O DIA DO CAFÉ - Paulo Ressuti


Hoje é o dia do café! O primeiro povo a fazer uso do café teriam sido os árabes, em meados do século XV. Já os primeiros europeus a cultivar a espécie Coffea arábica foram os holandeses na Indonésia, a partir de 1690. Em 1706, um exemplar desse café foi enviado ao Jardim Botânico de Amsterdã, e, quando ele deu frutos, o governo holandês deu uma das mudas para o rei da França de presente. Do mesmo jeito que chegou a Paris e foi plantado no Jardim das Plantas, ele chegou à América. Os holandeses trouxeram o café para a Guiana Holandesa, atual Suriname, e de lá ele chegou até a vizinha Guiana Francesa.

E como foi que ele chegou aqui? Pelas mãos do mítico Francisco de Melo Palheta. Ele era filho de um militar português e teria nascido no Brasil por volta de 1670.

Em 1727 o governador do Maranhão e Grão-Pará, João da Maria Gama, nomeou Francisco Palheta como comandante de uma missão na fronteira do Brasil com a Guiana para resolver uma questão de fronteira.

Nas instruções do governador para Francisco de Melo Palheta, além da questão de fronteiras, ele encarregava o militar de realizar uma outra missão: "Se acaso entrar em quintal, jardim ou roça aonde houver café com pretexto de provar alguma fruta, verá se pode esconder algum par de grãos com todo o disfarce e com toda a cautela".

E o Palheta, no melhor estilo de "missão dada é missão cumprida", conseguiu mil sementes e quatro mudas de café. Elas foram divididas entre os agricultores de Belém do Pará, dando início à cafeicultura brasileira.

Existe uma lenda, mas que é só isso, de que o Palheta teria tido um caso com madame d'Orvilliers, esposa do governador da Guiana, e que ela que teria dado as sementes e as mudas para o militar. Mas isso está mais para o folclore, como o do menino que pastava cabras e viu que elas ficavam meio doidonas ao comer as sementes de café, e assim o café foi descoberto e produzido pela primeira vez.

E você? Como gosta do seu café?


ARLS IDEAL E TRABALHO 150 - PRAIA GRANDE





Participei na noite de ontem, segunda feira, na ARLS Ideal e Trabalho 150 de Praia Grande, da sessão magna branca de outorga do titulo de maçom emérito, pelos 25 anos de serviços à Ordem, aos irmãos Artur Pedro da Silva Jr. e Horácio Filipe Rodrigues, este último meu médico, irmão e amigo.

Conduzida com delicadeza pelo Venerável Mestre Adolfo Costa Dominguez, Adolfinho para os que com ele tem convivência próxima, foi emocionante com irmãos chegando a derramar lágrimas. Os diplomas e medalhas foram entregues ao irmão Artur pelo seu irmão carnal, também maçom, e ao irmão Horácio por seu filho, igualmente irmão, que fizeram emocionantes depoimentos.

O enorme templo estava lotado de irmãos, convidados, autoridades maconicas e famílias e mais de dez Lojas de diversas cidades da região se fizeram representar. Durante a palavra livre, diversos presentes relataram a contribuição dos horários homenageados a maçonaria e a sociedade. Ao final ambos usaram da palavra. Também receberam homenagem da Loja as respectivas esposas.

A significativa presença indica não só o prestígio dos homenageados, mas também da Loja, conduzida pelo irmão Adolfinho, 3a geração de ilustres maçons e na minha opinião um dos mais preparados irmãos para ascender a altos cargos na Ordem.

O encerramento constou de magnífico ágape e de confraternização entre todos os presentes.


ARISTÓTELES

 


Aristóteles, também conhecido como Estagirita, foi um filósofo, polímata e cientista grego nascido em Estagira (atualmente Stavros), Macedônia, no ano 384 a.C.. O seu pensamento, juntamente com o de Sócrates e Platão, constitui um dos pilares sobre os quais se desenvolveu a filosofia do Ocidente.

Nasceu em uma família de médicos e desde jovem demonstrou interesse em pesquisas experimentais. Aos 17 anos, ingressou na Academia de Platão em Atenas, onde estudou por duas décadas.

Após a morte de Platão, Aristóteles tornou-se o mestre de Alexandre o Grande no Reino da Macedônia. Durante quase 5 anos, instruiu o futuro conquistador.

No final de sua vida, Aristóteles fundou o Liceu em Atenas, onde ensinou até pouco antes de sua morte. Escreveu cerca de **200 obras**, embora apenas 31.

Aristóteles abordou uma ampla variedade de temas, como lógica, metafísica, ética, política, biologia e astronomia. É considerado o pai fundador da lógica e biologia.

Seu foco na experiência como fonte de conhecimento influenciou profundamente a história intelectual do Ocidente. Seu legado dura até hoje.

Fonte: https://www.facebook.com/henry.watson.94043626?mibextid=ZbWKwL

REVOLUÇÃO RELIGIOSA OU ILUSÃO DE PODER - Rogério de Paula




O Faraó que Tentou Criar o Primeiro Deus Único da História — Revolução Religiosa ou Ilusão de Poder?

No século XIV a.C., durante o auge do Antigo Egito, um faraó ousou desafiar uma tradição religiosa milenar profundamente enraizada. Esse governante foi Amenófis IV, que mais tarde ficaria conhecido como Akhenaton — uma das figuras mais controversas da história antiga.

Antes de seu reinado, os egípcios praticavam uma religião politeísta complexa, com centenas de divindades. Entre elas, o poderoso Amon dominava o cenário religioso, especialmente na cidade de Tebas. No entanto, Amenófis IV rompeu com essa tradição ao elevar uma divindade até então secundária: Aton, representado como o disco solar.

Mas o que torna essa história tão fascinante?

Akhenaton não apenas promoveu Aton — ele tentou impor uma transformação radical: fechou templos de outros deuses, perseguiu antigos cultos e transferiu a capital do império para uma nova cidade, Akhetaton (atual Amarna), dedicada exclusivamente ao novo deus.

Essa mudança não foi apenas religiosa — foi política, cultural e até artística. A arte do período de Amarna, por exemplo, rompeu com padrões rígidos e passou a retratar o faraó e sua família de maneira mais naturalista e íntima, algo inédito até então.

Mas aqui surge a grande questão que intriga historiadores até hoje: Akhenaton criou o primeiro monoteísmo da história?

A resposta não é tão simples.

Embora ele tenha imposto o culto exclusivo a Aton, não há evidências claras de que tenha negado completamente a existência de outros deuses. Por isso, muitos estudiosos classificam seu sistema como monolatria — a adoração de um único deus sem negar os demais — e não um monoteísmo pleno.

Esse episódio se destaca ainda mais quando comparado com práticas comuns no Oriente Próximo. Na Mesopotâmia, por exemplo, cidades como Ur mantinham devoção especial a divindades como Inana, mas sem excluir outras — um caso típico de enoteísmo.

No fim, a revolução de Akhenaton não resistiu ao tempo. Após sua morte, o Egito rapidamente restaurou os antigos cultos, e seu nome foi, em muitos casos, apagado da história oficial.

A tentativa de Akhenaton revela como religião e poder estavam profundamente conectados no mundo antigo. Sua reforma não foi apenas espiritual, mas uma estratégia de centralização política e controle ideológico. Ainda assim, seu experimento fracassou, mostrando que mudanças abruptas em sistemas religiosos profundamente enraizados tendem a enfrentar forte resistência.

📚 Fontes:

ASSMANN, Jan. The Mind of Egypt: History and Meaning in the Time of the Pharaohs. Harvard University Press, 2003.

HORNUNG, Erik. Akhenaten and the Religion of Light. Cornell University Press, 1999.

KEMP, Barry J. The City of Akhenaten and Nefertiti: Amarna and Its People. Thames & Hudson, 2012.

BOTTÉRO, Jean. Religion in Ancient Mesopotamia. University of Chicago Press, 2004.

BLACK, Jeremy; GREEN, Anthony. Gods, Demons and Symbols of Ancient Mesopotamia. University of Texas Press, 1992.



abril 13, 2026

ARCANOS - Adilson Zotovici



Conhecimentos sagrados

Em prosa ou versos poéticos

Arcanos há muito guardados

Grafados, fonéticos...


A profanos,...herméticos

Mas franco aos convidados 

Com liberdade, ecléticos,

Por mestres, porém, ministrados


Homens já bem formados

Discretos, até proféticos 

Em locais próprios, fechados

E até por peripatéticos 


Barrados porém aos céticos

Do princípio criador afastados

Aos fanáticos, aos heréticos,

Aos ímpios, aos malfadados 


Destarte, assim são passados

Vez por símbolos geométricos

Todos bem esquadrejados

Vez por aritméticos 


Oficina de herdeiros genéticos

Da arte real os legados

Construtores sociais, éticos,

Livres pedreiros...iniciados !



ACADEMIAS MAÇÔNICAS DE LETRAS: ENTRE O SILÊNCIO CONVENIENTE E O DEBATE NECESSÁRIO


Artigo de Helio P. Leite 

Em tempos de intensas transformações sociais e acirradas polarizações ideológicas, uma questão se impõe com crescente relevância no seio das Academias Maçônicas de Letras: devem essas instituições, vocacionadas à cultura e à produção intelectual, abster-se de temas ligados á justiça, á injustiça e às correntes ideológicas que permeiam a realidade brasileira – ou, ao contrário, enfrenta-los com coragem e discernimento?

A resposta, longe de ser simples, exige reflexão serena e espírito de equilíbrio.

As Academias Maçônicas de Letras não são meros espaços de erudição estéril. Nascem do ideal de cultivar o pensamento elevado, preservar a memória, fomentar a produção literária e, sobretudo, contribuir para o aprimoramento moral e intelectual do homem. Nesse sentido, ignorar os grandes temas de nosso tempo – entre eles a justiça social, os conflitos éticos e as tensões ideológicas – seria reduzir sua missão a uma espécie de isolamento cultural, distante da vida real.

A própria tradição maçônica, ao longo da história, sempre dialogou com valores universais que transcendem épocas: liberdade, igualdade e fraternidade. Tais princípios não existem no vazio; manifestam-se concretamente nas estruturas sociais, nas instituições e nas relações humanas. Portanto, refletir sobre justiça e injustiça não é desvio de finalidade – é, antes, aprofundamento de seus fundamentos filosóficos.

Todavia, há um limite claro que não pode ser ignorado.

Quando o debate se degrada em militância, quando a análise cede lugar à paixão partidária, ou quando a tribuna acadêmica se converte em instrumento de disputa ideológica, a Academia perde sua essência. Em vez de construir pontes, ergue muros. E, nesse processo, compromete um dos pilares mais caros à vivência maçônica: a harmonia.

O Brasil contemporâneo, marcado por fortes tensões políticas e sociais, exige ainda mais cautela. Inserir-se nesse contexto de forma imprudente pode arrastar a Academia para o mesmo campo de polarização que domina outros espaços da sociedade. E isso, definitivamente, não contribui para a elevação do pensamento.

Por outro lado, o silêncio absoluto também não é virtude. O silêncio, quando motivado pelo temor ou pela conveniência, empobrece o debate e esvazia o papel intelectual da instituição. Uma Academia que não dialoga com seu tempo corre o risco de se tornar irrelevante.

Onde, então, encontrar o caminho?  A resposta reside na forma, não no conteúdo.

É plenamente legítimo – e até desejável – que Academias  Maçônicas de Letras promovam debates sobre justiça, ética e ideologias, desse que façam sob a ótica acadêmica, filosófica e histórica. O que se espera não é a defesa de posições, mas a análise de ideias; não o convencimento, mas o esclarecimento; não a imposição , mas o diálogo.

Debater conceitos, estudar correntes de pensamento, examinar experiências históricas e refletir sobre os desafios contemporâneos  - tudo isso enriquece o ambiente intelectual e fortalece a missão cultural da Academia. O que deve ser evitado é o proselitismo, a personalização dos conflitos e a redução do debate ao nível das disputas cotidianas.

Há, contudo, um ponto sensível que não pode ser ignorado – e que se impõe com especial gravidade no cenário atual.

Sabe-se que no interior de qualquer, convivem diferentes correntes de pensamento. Isso, por si só, é saudável e desejável. Entretanto, quando alguns de seus membros passam a professar ou simpatizar com ideologias que não se harmonizam com os fundamentos do Estado Democrático de Direto – especialmente aquelas de viés autoritário ou totalitário – a questão deixa de ser meramente acadêmica e passa a ser institucional.

Não se trata aqui de cercear a liberdade de pensamento individual, mas de reconhecer que toda instituição possui um núcleo de valores que a sustenta. A liberdade, para existir, depende de um ambiente mínimo de respeito, legalidade e convivência. Ideologias que negam esses pressupostos não apenas divergem – elas tensionam o próprio espaço onde o diálogo se realiza.

É nesse contexto que compreende o receio – legítimo – de que a abertura indiscriminada para debates ideológicos possam gerar conflitos, divisões internas e até a evasão de acadêmicos. Afinal, quando o debate deixa o campo das ideias e passa a mobilizar paixões, identidades e convicções profundas, o risco de ruptura torna-se concreto

Diante disso, impõe-se uma reflexão de natureza prática e prudencial.

Nem todo debate que é possível é, necessariamente, conveniente. Nem todo tema que é relevante deve ser tratado sem preparo, método e limites. E, sobretudo, nem toda liberdade exercida sem responsabilidade contribui para o bem coletivo.

Assim, mais do que decidir se a Academia deve ou não abordar temas ideológicos, a questão central passa a ser: em que condições isso pode ocorrer sem comprometer sua unidade e finalidade.

Alguns caminhos se apresentam como prudentes:

A definição explícita de princípios institucionais, reafirmando o compromisso com os valores do Estado Democrático de Direito; A distinção clara entre o estudo e militância, permitindo a análise crítica sem abrir espaço à propaganda ideológica; A mediação qualificada dos debates, evitando sua degeneração em confrontos pessoais.

A escolha de temas estruturados, que elevem o nível da reflexão e afastem a polarização imediata; E, acima de tudo, a preservação da harmonia como valor superior.

Talvez, em determinados contextos, a decisão mais sábia não seja abrir amplamente o debate, mas qualifica-lo rigorosamente – ou até mesmo adiá-lo, quando não houver maturidade institucional suficiente para sustenta-lo.

Isso não representa fraqueza, mas discernimento.

Preservar a harmonia interna, garantir a continuidade dos trabalhos culturais e manter a coesão entre seus membros são responsabilidades que não podem ser negligenciadas em nome da liberdade irrestrita, que, paradoxalmente, pode levar á desagregação.

Em síntese, não é o tema que ameaça a integridade da Academia, mas o modo como ele é conduzido.

Entre o silêncio conveniente e a militância desmedida, há um espaço nobre: o da reflexão elevada, plural e responsável. É nesse espaço que as Academias Maçônicas de Letras devem se posicionar – com faróis de equilíbrio em meio à turbulência, como guardiãs do pensamento livre e como instrumentos de construção de uma sociedade mais justa e consciente.

Em última análise, a grande virtude de uma Academia não está em provar que pode discutir tudo, mas em demonstrar que sabe quando, como e até onde deve fazê-lo.

E é nesse ponto que se revela sua verdadeira maturidade institucional: não na ausência de divergências, mas na capacidade de administrá-las sem perder a essência.


OS VIGILANTES - Kennyo Ismail



Os Vigilantes são os 1° e 2° Vice-Presidentes da Loja, compondo, com o Venerável Mestre, a tríade dirigente, comumente chamada na Maçonaria brasileira de "luzes" da Loja. Enquanto o Venerável Mestre indiscutivelmente tem seu assento no Oriente, as diferentes versões de rituais ingleses dos Antigos e dos Modernos divergiam quanto à posição dos Vigilantes. Nas lojas dos Antigos, era comum o Primeiro Vigilante sentar-se ao centro da parede do Ocidente, enquanto o posto do Segundo Vigilante era ao centro da parede da coluna do Sul. Já entre os Modernos, havia versões em que ambos os Vigilantes sentavam-se no Ocidente, com o Primeiro Vigilante na base da coluna do Norte e o Segundo na base da coluna do Sul (360).

Há quem advogue que o termo "Vigilante" não é adequado à importância do cargo, cometendo, assim, o anacronismo de julgar o termo pelo significado que tem atualmente, mais ligado ao vigilante patrimonial, que zela pela preservação e segurança de bens materiais.

Contudo, devemos considerar que o termo "Vigilante" foi escolhido como tradução para o termo inglês "Warden". Este, além do significado de vigiar, proteger, também carrega o significado de dirigir pessoas e estabelecimentos. Como exemplo, o termo "Warden" é usado para fazer referência ao diretor de uma prisão, de um colégio ou de uma guilda profissional (livery company). Desse modo, se adequa perfeitamente ao uso maçônico.

Ainda, o próprio termo "Vigilante", no português europeu, refere-se ao encarregado de "vigiar o trabalho, a disciplina e a segurança de outras pessoas" (361).

Nas iniciações dos rituais antigos, os Vigilantes, juntamente do Venerável, verificavam se os candidatos estavam devidamente preparados conforme o costume da Loja. Eles ensinavam e examinavam o neófito nos modos de reconhecimento e, ainda, cabia ao Primeiro Vigilante a honrosa função de ensinar os irmãos a usarem seus aventais como Aprendizes.

Além disso, os Vigilantes têm funções alegóricas. O Segundo Vigilante chama os obreiros para os trabalhos e para a recreação. O Primeiro Vigilante supervisiona o trabalho e paga os obreiros ao final do dia (362). Já as funções administrativas diferem conforme a legislação de cada potência. Geralmente, eles são responsáveis pela educação maçônica dos Aprendizes e dos Companheiros, além de representarem o Venerável Mestre em sua ausência, conduzindo os trabalhos em Loja.

Se há um consenso sobre uma função dos Vigilantes é o da necessidade de um irmão ter sido Vigilante para ser elegível ao cargo de Venerável Mestre, o que elimina qualquer chance racional de menosprezar tal posto.

*REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:*

DYER, C. O Simbolismo na Maçonaria, São Paulo: Madras, 2006, p. 80-81.

GREGÓRIO, C. Entendendo o Rito Escocês Antigo e Aceito Grau de Aprendiz Maçom, Rio de Janeiro: Ed. do autor, 2023, p. 47.

BEHRING, M. Ritual do Gráo de Aprendiz-Maçon. Rio de Janeiro: Delta, 1928, p. 23.

Fonte: ISMAIL, K. Breviário Maçônico do Século XXI. Brasília: No Esquadro, 2025.



abril 12, 2026

ARLS ESPARTANA 634




Sábado pela manhã. Visito a ARLS Espartana 634, que funciona em um  templo no segundo andar do prédio defronte ao Palácio Maçônico. Logo ao chegar encontro irmãos conhecidos de longa data como os irmãos Sérgio Guillem, orador do Venerável Colégio, com quem estive na quarta feira e José Isidro Riba, meu segundo adjunto na biblioteca.

O Venerável Mestre, irmão Mauro Trindade Pereira havia me informado que hoje seriaca cerimônia de elevação para o segundo grau de dois aprendizes. É uma cerimônia de belíssimo simbolismo, para a aquisição do Grau de Companheiro, que para muitos estudiosos como José Castellani, por exemplo, é o grau que proporciona maior aprendizado na maçonaria. 

Estavam presentes o irmão Armando Annibale, Delegado Regional da 38a região do 4o Distrito e o irmão Gil Dias Rosa, delegado do 2o distrito da Região 38, que é membro da Loja. 

A cerimônia foi conduzida de maneira perfeita pelo VM e o destaque foi a belíssima alocução do irmão Rogério Borges Pascoal, de quem sou admirador e seguidor nas redes sociais.

Ao final, depois de expor os projetos da Biblioteca, entreguei a Loja, em nome do Sereníssimo Grão Mestre Jorge Anysio Haddad um livro e uma medalha histórica como princípio das comemorações do Ano do Centenário.