Sábado pela manhã. Visito a ARLS Espartana 634, que funciona em um templo no segundo andar do prédio defronte ao Palácio Maçônico. Logo ao chegar encontro irmãos conhecidos de longa data como os irmãos Sérgio Guillem, orador do Venerável Colégio, com quem estive na quarta feira e José Isidro Riba, meu segundo adjunto na biblioteca.
Michael Winetzki
ESCRITOR - PALESTRANTE - CONSULTOR (61.9.8199.5133)
abril 12, 2026
ARLS ESPARTANA 634
Sábado pela manhã. Visito a ARLS Espartana 634, que funciona em um templo no segundo andar do prédio defronte ao Palácio Maçônico. Logo ao chegar encontro irmãos conhecidos de longa data como os irmãos Sérgio Guillem, orador do Venerável Colégio, com quem estive na quarta feira e José Isidro Riba, meu segundo adjunto na biblioteca.
RITO, CONFLITO - Adilson Zotovici
Confesso, um tanto aflito
Motivo de indignação
Quando noto alguma invenção
Nalgum primitivo Rito
Dizem alguns, que adaptação
Mas uma questão suscito
Alteração é conflito
Onde leva à mutação (?!)
Confusão, quiçá, reflito !
No exordial a perfeição
À Arte Real bendito
Ao visitante em reunião
É fatigante o quesito
Deslindar a “sua versão “ !!!
OS IRMÃOS INVISÍVEIS NA MAÇONARIA - Orlei Figueiredo Caldas
A Maçonaria, entre tantas virtudes que valora, prega, tantos conhecimentos que transmite através dos seus Ritos e Liturgias e dos exemplos de irmãos maçons dedicados que, através de suas obras construtoras do bem comum, tanto as traçadas em pranchas de arquitetura, como em atitudes pessoais; acredito que, - a defesa e a pregação da liberdade do pensamento é um dos princípios fundamentais que a mantém viva, atuante, sempre atual, capaz de conduzir o maçom pela infinita senda do estudo e do conhecimento das ciências humanas perfeitamente ajustadas, obedientes, as Leis de Deus, o Grande Arquiteto do Universo, - que sempre revelam-se, de modo esotérico, oculto, sem favores pessoais, aos que se dedicam adentrar com amor, humildade e boa fé aos Seus Augustos Mistérios.
Desta forma, as três Colunas do Templo representando a Força, a Beleza e a Sabedoria, carecem sempre de uma perfeita inteiração, para que haja a paz a união e a concórdia, onde prevaleçam da parte dos três irmãos que comandam uma Oficina de Trabalho, o desejo sincero, fraterno e amorável, da compreensão de que os seus irmãos presentes em Sessão, são diferentes em muitos aspectos, como o meio onde foram criados, o meio onde vivem na vida profana, as suas vivencias pessoais, e, - as suas crenças, ou seja, o modo que creem em Deus, porque a Maçonaria apenas exige que, - o homem profano, para que se torne um maçom, creia num Ente Espiritual Superior, Deus.
Faço estas considerações, para dizer que, temos irmãos maçons que acreditam na presença de espíritos desencarnados assistindo as Sessões, principalmente os irmãos maçons que partiram para o Oriente Eterno.
Temos irmãos maçons que acreditam, Irmãos Invisíveis são todos os irmãos maçons presentes em Sessão e na Cadeia de União, através dos seus pensamentos, pois muitos estão participando de outras milhares de Lojas espalhadas por todos os continentes do planeta Terra, quando, em cada uma delas forma-se uma Egrégora, ou seja, uma energia igual, semelhante, a qual envolve os irmãos, unindo-os, não importado a distância que os separe.
Temos ainda, irmãos maçons que, acreditam apenas no Grande Arquiteto do Universo que se manifesta em Sessão através da Escada de Jacó, na qual os Anjos, - Mensageiros de Deus, sejam os Irmãos Invisíveis, que trazem as bênçãos prodigalizadas pelo Supremo Criador e levam até Ele, os rogos e os pedidos feitos mentalmente pelos irmãos presentes, unidos fraternalmente na Cadeia de União.
O homem maçom é um livre pensador!
Precisamos convir que, vivemos em Loja e fora dela, as influências das energias circulantes.
Somos individual e coletivamente, um somatório de energias.
Emitimos e captamos energias.
Lembremos das velas que iluminam o Templo!
Uma vela acesa, permite que o número de velas necessárias para um determinado Grau que, acontece em Loja, sejam todas acesas em sua chama.
Mesmo, - cedendo a luz de sua chama, a vela que permite que sejam acessas as demais velas, continua flamejante, não perde a intensidade de sua luz, até que termine sua composição formada por materiais orgânicos ou minerais, - velas de cera, ou parafina, ou seja apagada ritualisticamente.
Desta forma, precisamos nos conscientizar da importância das nossas doações energéticas, pois, com a luz que emana, irradia, de cada um de nós, irmãos maçons, é que contribuiremos positivamente para que a paz, o perfeito entendimento, a união e a concórdia se estabeleçam, para a formação da Egregora renovadora, encorajadora, moderadora, pacífica, prudente, fraterna e amorável, - continue permanecendo conosco, nos conduzindo de forma segura pelos caminhos do mundo, até que na próxima Sessão possamos repetir, todos estes procedimentos, capaz de nos tornar verdadeiramente irmãos, aptos ao trabalho de contribuirmos positivamente com nossos amados familiares, irmãos, e amigos, também, o de mantermos sempre o ideal de tonarmos feliz a humanidade.
Lembremos sempre que, certas discussões apenas promovem vaidades!
Temos o direito de pensarmos diferente sobre vários temas e assuntos, porém, não podemos jamais, impor aos outros, aos demais irmãos maçons, as nossas próprias "verdades".
TZEDAKAH NÃO É CARIDADE. É JUSTIÇA. - Lucius Cohen
Entrego a você uma "centelha" — o suficiente para acender algo novo dentro de você.
Essa letra é a Zayin (ז).
No caminho da Árvore da Vida, Zayin desce de Binah (a compreensão profunda) até Tiferet (o coração equilibrado). É o canal vivo que transforma sabedoria em ação generosa. Binah vê o que é justo. Tiferet manifesta essa justiça com beleza. E Zayin é a espada que corta o que deve ser separado para que o fluxo divino nunca pare.
Tzedakah não é caridade. É justiça.
A verdadeira Tzedakah não é “fazer um favor” ao outro. É devolver o que nunca nos pertenceu.
O rico que separa 10% ou 20% do lucro não está sendo generoso — está cumprindo um ato de justiça cósmica. Está empunhando a espada da Zayin e cortando o apego ilusório da posse.
O Zohar ensina que a dádiva deve ser feita be-zemano — no seu tempo exato.
E zeman (זְמַן) também começa com Zayin. Dar no momento certo não é detalhe. É a essência.
Quem dá se torna zachah (זָכָה) — digno, purificado.
O Talmud (Bava Batra 9a) declara:
“A Tzedakah aproxima o homem de Deus mais que qualquer outro mandamento.”
Dar é zara (זָרַע) — semear.
“Quem semeia generosamente, colhe multiplicado” (Provérbios 11:24-25).
E o homem que dá se torna zakuf (זָקוּף) — ereto, reto, elevado. A doação endireita a coluna da alma.
Enquanto a letra Gimel representa o receber passivo, Zayin é o dar consciente, ativo, criador. Quem retém estagna o fluxo. Quem corta com a espada da Zayin libera o que deve circular — e protege o caminho para que a bênção continue descendo.
No mundo dos negócios, Zayin é a lâmina do líder retificado.
Cortar parte do lucro não é perda. É o ato que ativa as janelas dos céus.
O que era retenção egoísta torna-se parceria com o Criador.
O corte sacrificial abre a porta da abundância.
Quando o empreendedor empunha a espada da Zayin com retidão, o ato de dar deixa de ser um gesto isolado e torna-se movimento cósmico: Binah compreende o justo, Tiferet manifesta com beleza, e o mundo inteiro recebe nutrição.
Porque dar não é perder.
Dar é completar o ciclo.
Agora, fecha os olhos por um instante e pergunta com honestidade ao coração:
Onde ainda retenho o que deveria cortar para doar?
Que a Zayin santa lhe dê a coragem de cortar o que precisa ser cortado.
Que cada ato de Tzedakah seja a semente que multiplica seus negócios, seus relacionamentos e sua conexão com o Santo, bendito seja Ele.
Com bênção de abundância e fluxo divino,
Que o fluxo nunca pare.
Que a espada sempre corte para dar vida.
Amém.
abril 11, 2026
ARLS ADSUMUS DOMINE 909
Na noite desta sexta-feira visitei a ARLS Adsumus Domine 909 .cujo simpático e bem humorado Venerável Mestre irmão Fábio Mascarenhas dirigiu uma sessão de arguição de dois aprendizes que aspiravam passar ao grau de companheiro.
Para tal deveriam apresentar os trabalhos referentes a última instrução e responder as perguntas dos presentes. Habitualmente são trabalhos simples e perguntas simples também. Para minha surpresa, os aprendizes apresentaram trabalhos de qualidade excepcional, dignos de publicação. Fui informado de que este tem sido o padrão de suas apresentações desde a iniciação.
No quesito da arguição também não houve facilidades. Os aprendizes enfrentaram uma severa bateria de questionamentos, da qual se saíram com brilhantismo.
Fui honrado com o convite para ocupar cargo e também ocupou cargo o irmão Julio Nabutaka Dhimanukuro, Delegado do 8o Distrito da 37a Região. que pouco antes da sessão me pergunta em inglês, se meu nome é britânico. Respondi no mesmo idioma que sou israelense e compartilhamos agradável conversa em inglês.
Ao final da sessão, após expor os projetos para a biblioteca. entreguei a Loja em nome do Sereníssimo Grão Mestre Jorge Anysio Haddad, uma medalha histórica e um livro editado pela GLESP para marcar o início das comemorações do centenário da Potência.
O PROBLEMA DO CONHECIMENTO MAÇÔNICO - Almir Sant'Anna Cruz
Todas as vezes que uma pessoa obtém conhecimentos sobre determinado tema, que interessa a uma comunidade ou a um grupo seleto de pessoas, e que guarda para si próprio, não o transmitindo para aquele grupo, podemos dizer que essa pessoa é egoísta.
O conhecimento não pode ser adquirido, guardado e levado ao túmulo por uma pessoa.
Tem que usar e transmitir para outros, mesmo que não seja aproveitado.
Se vai ser aproveitado ou não, aí o problema não é seu, e sim, de quem o recebeu.
Nem todos os Maçons têm tempo de se debruçar horas e horas em livros, jornais e revistas maçônicas, para conhecerem um pouco mais da doutrina. Por este motivo, aqueles que têm tempo e que gostam dessa atividade, devem levar aos demais Irmãos, os conhecimentos adquiridos, e que sejam considerados relevantes para todos.
Numa Loja com um Quadro de trinta Irmãos, normalmente aparece um ou dois Irmãos, que se dedicam a leitura e ao aprendizado maçônico.
Para o Irmão que lê, é muito raro haver uma Sessão, para ele não ter o que transmitir.
Dentro de algum tempo porém, ninguém mais quer ouvir esse Irmão.
Quando ele se inscreve na Ordem do Dia ou no Quarto de Hora de Estudos, ou mesmo se levanta para falar na hora da Palavra a Bem da Ordem em Geral e do Quadro em Particular, alguns Irmãos começam a olhar para o relógio, como se quisessem cronometrar o seu tempo de fala.
Esse é um problema, que algumas vezes, faz com que o Irmão que tem conhecimento, passe a agir como um egoísta.
Excerto do livro *Aconteceu na Maçonaria* do Irm.’. Alci Bruno
O QUE É "TEFILIN"
Essa "caixinha" que você vê na testa (e também no braço esquerdo) de judeus durante as orações chama-se Tefilin (em português, muitas vezes chamados de Filactérios). O uso do Tefilin é um dos preceitos (mitzvot) mais importantes do judaísmo, servindo como um sinal físico de conexão com o Divino. O que há dentro da caixa?
As caixas são feitas de couro de um animal "casher" (puro) e pintadas de preto. Dentro delas, existem quatro trechos da Torá (os cinco primeiros livros da Bíblia) escritos à mão por um escriba especializado em pergaminho. Esses textos mencionam explicitamente o mandamento: "E os atarás como sinal na tua mão, e serão por lembrança entre os teus olhos". Os dois tipos de Tefilin
Eles são sempre usados em par durante as orações matinais (exceto no Shabat e em festas):
Tefilin Shel Rosh (Cabeça): Colocado acima da testa, no centro. Ele simboliza que os pensamentos e o intelecto devem estar a serviço de Deus.
Tefilin Shel Yad (Braço): Colocado no braço não dominante (geralmente o esquerdo), alinhado com o coração. Simboliza que as emoções e as ações práticas (as mãos) devem ser guiadas por propósitos elevados. O Simbolismo Espiritual
A ideia é criar uma unidade entre mente, coração e ação. Quando o judeu coloca o Tefilin, ele está metaforicamente "se ligando" a Deus, lembrando-se do compromisso com os mandamentos e da saída do povo hebreu da escravidão no Egito. As tiras de couro que prendem as caixas são enroladas no braço e na mão de uma forma específica, chegando a formar letras do alfabeto hebraico que compõem um dos nomes de Deus (Shadai).
abril 10, 2026
UMA INSTITUIÇÃO QUE NASCEU COM A NAÇÃO - Helio P. Leite
O legado histórico e cultural do Grande Oriente do Brasil
“A independência é o primeiro passo de uma nação para escrever sua própria história.” – José Bonifácio de Andrada e Silva
Entre os muitos marcos da história brasileira, poucos possuem simbolismo tão forte quanto o ano de 1822. Foi o momento em que o Brasil rompeu os vínculos coloniais com Portugal e iniciou a construção de sua própria identidade política como Estado soberano.
Nesse mesmo ano, em 17 de junho de 1822, foi fundado o Grande Oriente do Brasil, instituição que atravessaria os séculos acompanhando de perto os principais momentos da vida nacional.
A coincidência histórica não é apenas cronológica. O nascimento do Grande Oriente do Brasil está intimamente ligado ao ambiente intelectual e político que antecedeu a Independência. Naquele período, ideias de liberdade, constitucionalismo e soberania nacional circulavam intensamente entre líderes políticos e pensadores do país.
Entre os homens que participaram desse cenário estavam figuras que se tornariam centrais na história brasileira, como Dom Pedro I, José Bonifácio de Andrada e Silva e Joaquim Gonçalves Ledo. Esses personagens representavam correntes distintas de pensamento, mas compartilhavam uma convicção comum: o Brasil precisava assumir seu destino como nação independente.
Desde então, o Grande Oriente do Brasil manteve presença constante na vida pública brasileira. Ao longo do século XIX, seus membros participaram dos debates políticos que moldaram o Império, contribuíram para a consolidação das instituições nacionais e se envolveram nas lutas por liberdades e cidadania.
Durante o movimento abolicionista e os debates que antecederam a Proclamação da República, também estavam entre seus quadros intelectuais, juristas e homens públicos que defendiam profundas transformações sociais e políticas.
Figuras de grande projeção nacional passaram por suas fileiras, como Rui Barbosa, Joaquim Nabuco e o diplomata Barão do Rio Branco, cuja atuação foi decisiva na consolidação das fronteiras do Brasil no início do século XX.
Entretanto, a importância histórica do Grande Oriente do Brasil não reside apenas nos nomes ilustres que passaram por suas fileiras. Ela se manifesta também na preservação de uma tradição cultural própria, baseada em ritos, símbolos, valores filosóficos e práticas cerimoniais transmitidas entre gerações.
Durante mais de dois séculos, essa tradição foi mantida com continuidade institucional – algo raro na história das organizações civis brasileiras. O GOB atravessou mudanças de regime político, crises nacionais e transformações sociais profundas sem perder sua identidade histórica.
Em 2022, a instituição celebrou seu Bicentenário, alcançando a marca de duzentos anos de existência. Pouquíssimas organizações civis no Brasil podem apresentar um percurso histórico semelhante.
Essa longevidade, associada à permanência de práticas culturais, rituais e valores transmitidos ao longo do tempo, transforma o Grande Oriente do Brasil em um verdadeiro patrimônio cultural vivo da sociedade brasileira.
Por essa razão cresce entre estudiosos da história institucional do país a percepção de que o GOB reúne características que o qualificam para reconhecimento como patrimônio cultural imaterial da nação.
Tal reconhecimento não representaria apenas uma homenagem institucional. Seria, sobretudo, um gesto de valorização da memória histórica e das tradições culturais que acompanharam a formação do Brasil desde os seus primeiros passos como país independente.
Afinal, poucas instituições podem afirmar, com legitimidade, que nasceram praticamente junto com a própria Nação e caminharam ao seu lado durante mais de dois séculos. O Grande Oriente do Brasil é uma delas.
“Quando uma instituição nasce com a Nação e caminha com ela por dois séculos, sua história já não é apenas institucional – é patrimônio do Brasil.”
GOLDA MEIR, A DAMA DE FERRO
ARLS UNIÃO E SEGREDO 693 - EXALTAÇÃO
Na noite desta quarta feira visitei a ARLS Uniao e Segredo 693 que, sob o comando do VM Alex Tolentino Santos, realizou a bela e emocionante cerimônia de exaltação de dois companheiros que alcançaram o grau de Mestre Maçom, o topo da Maçonaria Simbólica. A sessão ocorreu no Templo especialmente destinado para este grau, no Palácio Maçônico Francisco Rorato da GLESP, com a presença de grande número de irmãos, visitantes e autoridades maçônicas.
Participaram da sessão o irmão César de Oliveira, Delegado Distrital da 27a Região do 10 Distrito, o irmão Glaucio Dias Araújo, VM da ARLS São Paulo 43, que cedeu o Templo e a data para este trabalho, o irmão Julio Cesar Pelissari, VM da ARLS Leonardo da Vinci 538, que transferiu os seus trabalhos para realizar sessão conjunta, o irmão Marcelo Stlezer, VM da ARLS Verdadeira Amizade 727, o irmão Ricardo Augusto Alves. Rodrigues, VM da ARLS Estrela de David 421, e o Grande Representante da Bolívia pela GLESP, irmão Amilton Pessina além de visitantes de diversas Lojas.
A sessão, que marca a culminância da maçonaria simbólica foi muito bem conduzida pelo VM Alex e demais auxiliares, com respeito a ritualística, e sem afobação alguma. Apesar de serem dois os irmãos exaltados, o que sempre demora mais, os trabalhos foram encerrados por volta das 22:15.
Usando da palavra falei dos projetos da Biblioteca e de beneficência que realizo há mais de duas décadas. Por determinação do Sereníssimo Grão Mestre Jorge Anysio Haddad, em cada visita que realizo entrego às Lojas, através dos seus Veneráveis Mestres presentes, uma medalha histórica da GLESP para marcar o início das comemorações do Ano do Centenário da GLESP.
abril 09, 2026
A CRIAÇÃO DO MARCA-PASSO
Pegou a peça errada por engano. E esse erro hoje salva milhares de vidas todos os dias.
Universidade de Buffalo. Noite avançada no laboratório de eletrônica.
Wilson Greatbatch tinha os olhos cansados. Estava trabalhando há horas, tentando construir um dispositivo para registrar batimentos cardíacos para fins de pesquisa médica. Não era nada revolucionário, apenas um aparelho simples para ajudar os médicos a controlar o ritmo cardíaco.
Precisava de uma resistência. Colocou a mão na caixa de componentes sem prestar muita atenção. As bandas coloridas pareciam corretas sob a luz ténue.
Não eram.
Soldou a peça no circuito: 1 megaohm em vez dos 10 kiloohms que precisava. Ligou os cabos e acionou o interruptor.
O dispositivo não registou nada.
Em vez disso, começou a emitir pulsos.
Bip. Un segundo de silencio. Bip. Un segundo de silencio.
Greatbatch ficou olhando para o osciloscópio. Apareceu um pico perfeito por 1,8 milissegundos e depois desapareceu. Exatamente um segundo depois - bip - voltou. Ritmo perfeito. Tempo perfeito.
Seu registrador falhado batia como um coração humano.
“Fiquei olhando para aquilo com incredulidade”, escreveria mais tarde, “e então percebi que era exatamente o que era preciso para estimular um coração”.
Eu já tinha visto bloqueio cardíaco antes, uma doença em que o ritmo cardíaco fica perigosamente lento ou até mesmo para. Na década de 1950, muitas vezes era mortal.
Os pacemaker externos eram enormes, dolorosos e dependiam da corrente elétrica. Se a luz se apagasse, o coração parava.
Greatbatch viu o pequeno circuito que tinha na mão. Então surgiu uma ideia radical: e se o pacemaker pudesse ir dentro do corpo?
O mundo médico insistiu que a eletrônica não pertencia ao interior de um ser humano. O corpo era hostil ao metal. A ideia parecia impossível.
Mas Greatbatch não desistiu. Tinha 2.000 dólares economizados e uma convicção inabalável.
Limpou um espaço no seu celeiro em Clarence, Nova Iorque, e deixou o emprego. Nos anos seguintes, o celeiro tornou-se o seu laboratório. Eleanor, sua esposa, ajudou-o a testar componentes.
O maior desafio era proteger o dispositivo dos fluidos do corpo.
Tentou fita adesiva. Tinha fugas. A resina epóxi estava rachando. Ensaiou com pneus e plásticos. Cada falha consumia suas poupanças.
Os médicos avisaram-no: “A bateria vai acabar. Terá que reabrir o paciente.”
Os engenheiros duvidaram dele: "Nunca vai funcionar".
Mas ele continuou.
Em 1958, Greatbatch fez uma parceria com o Dr. William Chardack e o cirurgião Andrew Gage. Testaram o dispositivo em um cão.
O coração do animal bateu com um ritmo perfeito graças ao pacemaker.
Funcionou, mas só por algumas horas antes que os fluidos corporais danificassem o aparelho. Mas funcionou.
Greatbatch voltou para o celeiro e usou uma resina especial. Desta vez, durou mais.
6 de junho de 1960, Hospital Millard Fillmore.
Um homem de 77 anos estava morrendo. Seu coração batia muito devagar. Já não havia opções.
Os cirurgiões implantaram o pacemaker de Greatbatch. Depois fecharam a incisão.
O coração continuou batendo.
Pela primeira vez, um pacemaker implantado mantinha uma pessoa viva.
No final de 1960, outros nove pacientes tinham recebido o pacemaker.
Na década de 1970, Greatbatch melhorou a duração da bateria do dispositivo.
Centenas de milhares de pacemaker são implantados hoje por ano em todo o mundo, salvando e prolongando inúmeras vidas.
Tudo porque um engenheiro cansado pegou a resistência errada e soube ver algo extraordinário.
Wilson Greatbatch morreu em 2011, aos 92 anos. Seu celeiro ainda está de pé, como um lembrete do que a determinação pode alcançar, um erro e uma única ideia.
Às vezes, a peça errada é exatamente a certa.
Fonte: U.S. Department of Veterans Affairs ("The invention of the cardíaco pacemaker", 2 de agosto de 2018)
VENERÁVEL COLÉGIO - Fernando Colacioppo
A Academia Maçônica Virtual Brasileira de Letras esteve representada com a presença do Presidente Michael Winetzki e do Secretário Adilson Zotovici, além do confrade Ernesto Quissak, cuja erudita apresentação deu o tom das debates de alto nível sobre Baruch Spinoza.
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O Venerável Colégio promoveu encontro com debates filosóficos e ação social em São Paulo
O Venerável Colégio realizou, no dia 08 de abril de 2026 (quarta-feira), às 20h, uma importante sessão voltada aos Veneráveis Mestres e Mestres Instalados, reunindo lideranças maçônicas para um encontro de reflexão, conhecimento e fortalecimento institucional.
O evento aconteceu no Templo Nobre da GLESP, localizado na Rua São Joaquim, 138, 1º andar, na capital paulista, espaço tradicional que frequentemente recebe reuniões de alto nível da Maçonaria no estado de São Paulo.
Temas de relevância social e filosófica
A programação contemplou dois temas centrais que prometem enriquecer o debate entre os presentes:
• Ação Social Gonçalves Ledo: abordando sua essência, funcionamento e objetivos, destacando o papel da Maçonaria na promoção de ações beneficentes e no impacto positivo junto à sociedade.
• O Deus de Espinoza e a Maçonaria: uma reflexão filosófica profunda sobre a concepção de divindade segundo Baruch Espinoza e sua possível relação com os princípios maçônicos.
A escolha dos temas demonstra o equilíbrio entre a atuação prática da Ordem — por meio da ação social — e o constante aprimoramento intelectual e espiritual de seus membros.
🏛️ Tema 1: Ação Social Gonçalves Ledo – O que é? Objetivos?
A chamada Ação Social Gonçalves Ledo inspira-se na figura de Joaquim Gonçalves Ledo, um dos grandes nomes da Maçonaria brasileira e protagonista nos ideais de liberdade, cidadania e construção nacional.
🔎 O que é?
Trata-se de um conjunto de iniciativas promovidas por Lojas Maçônicas, Corpos Filosóficos ou entidades paramaçônicas com foco em assistência social organizada, voltada ao atendimento de comunidades em situação de vulnerabilidade.
Mais do que caridade pontual, a Ação Social Gonçalves Ledo representa a materialização prática dos princípios maçônicos, transformando valores em ações concretas.
🎯 Objetivos principais:
Promover dignidade humana por meio de ações sociais contínuas;
Estimular a educação, cidadania e inclusão social;
Atuar no combate à desigualdade e à exclusão;
Desenvolver o espírito de solidariedade ativa entre os Irmãos;
Ser instrumento de transformação social consciente, e não apenas assistencialismo.
📜 Visão maçônica:
A verdadeira Maçonaria não se limita ao templo — ela se projeta na sociedade. A Ação Social Gonçalves Ledo representa o maçom em ação, edificando não apenas seu templo interior, mas também contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa e equilibrada.
🔺 Tema 2: O Deus de Espinoza é o da Maçonaria?
O pensamento de Baruch Spinoza oferece uma reflexão profunda que dialoga, em muitos aspectos, com a visão filosófica da Maçonaria.
🔎 O Deus de Espinoza:
Espinoza concebe Deus como uma realidade única, infinita e imanente, identificada com a própria natureza — uma ideia frequentemente resumida como “Deus sive Natura” (Deus ou Natureza).
Esse Deus:
Não é antropomórfico (não possui forma humana);
Não interfere diretamente nos acontecimentos;
É a própria ordem e harmonia do universo.
🔎 E na Maçonaria?
A Maçonaria refere-se ao Criador como Grande Arquiteto do Universo (G∴A∴D∴U∴), uma expressão simbólica que permite a convivência de diferentes crenças dentro da Ordem.
📜 Esse conceito:
Não define uma religião específica;
Representa um princípio criador e ordenador;
É acessível à compreensão de homens de diversas tradições espirituais.
⚖️ Comparação:
O Deus de Espinoza é filosófico e impessoal;
O G∴A∴D∴U∴ é simbólico e universalista;
Ambos rejeitam limitações dogmáticas e incentivam uma visão racional e contemplativa do divino.
✨ Conclusão maçônica:
Embora não sejam idênticos, há grande afinidade entre o pensamento de Espinoza e a visão maçônica. Ambos apontam para um entendimento do divino que transcende formas rígidas, convidando o homem à reflexão, à harmonia com o universo e ao aperfeiçoamento interior.
🔺 Síntese Final
A Ação Social Gonçalves Ledo representa o braço ativo da Maçonaria na sociedade.
O Deus de Espinoza, embora não seja oficialmente o da Maçonaria, dialoga profundamente com a ideia do Grande Arquiteto do Universo.
📜 Em ambos os temas, encontramos a mesma essência:
a busca pela verdade, pelo equilíbrio e pela construção de um mundo melhor — dentro e fora de nós.
Integração e fortalecimento da Ordem
A iniciativa reforça o compromisso do Venerável Colégio com a formação contínua de seus integrantes, promovendo não apenas o intercâmbio de ideias, mas também a união entre os irmãos em torno de valores comuns.
Sob a liderança do Presidente do Venerável Colégio e Grão-Mestre Adjunto, Cesar Augusto Garcia, o encontro se consolida como uma oportunidade de aprofundamento filosófico e alinhamento institucional, fortalecendo ainda mais os laços da Maçonaria paulista.
A TRINGULAÇÃO MAÇONICA - Luciano J. Urpia
A Triangulação foi uma medida tomada pelos Maçons portugueses, no fim do século 19 e início do século 20 que consistia em dividir os obreiros de cada Loja em pequenos grupos de até cinco Irmãos. Quanto maior o número de obreiros de uma Oficina, maior a quantidade de grupos, mas nunca poderia passar de cinco pessoas.
Estes grupos foram denominados de "Triângulos" e já foram preconizados em 1898 pela Maçonaria portuguesa, como medida estrutural, e determinados pelo Conselho da Ordem em junho de 1929, janeiro de 1932 e 1935, como medida de defesa contra perseguições governamentais.
Também em 1918, foi adotado por algumas Lojas do Grande Oriente Lusitano Unido e do Supremo Conselho dissidente.
A Triangulação funcionava da seguinte forma: em vez de reuniões de dezenas de Irmãos, facilmente detectáveis pelas autoridades (o país estava vivenciando uma ditadura iniciada em 1926) ou pelos seus espiões, os "Triângulos" reuniam de três a cinco Irmãos em residências particulares, e até em locais público, ou em restaurantes (naturalmente que sem o uso da ritualística). Assim, a Maçonaria Portuguesa ficou camuflada e salva.
Fonte: CURIOSIDADES DA MAÇONARIA Por Luciano J. A. Urpia
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