março 22, 2026

ASSEMBLEIA DA GRANDE LOJA MAÇÔNICA DO ESTADO DE SAO PAULO





Realizou-se na manhã de ontem, sábado, mais uma Assembleia Trimestral da GLESP, sob o comando do Sereníssimo Grão Mestre Jorge Anysio Haddad, com a presença de cerca de mil irmãos e cunhadas que vieram de todas as regiões do Estado.

A parte formal ocorreu no Teatro Liberdade, que pertence a GLESP e a parte informal e festiva, inclusive das cunhadas, no Palácio Maçônico Francisco Morato, sede da Potência, e que fica em frente ao Teatro.

Mais uma vez eu ocupei um importante espaço com a exposição de livros dos acadêmicos de nossa Academia Maçônica Virtual Brasileira de Letras, expondo também medalhas históricas e revistas maçônicas distribuídas gratuitamente. Esteve conosco durante a exposição o confrade Adilson Zotovici e diversas outras autoridades maçônicas prestigiaram a exposição.

A mostra de livros gerou grande interesse dos irmãos presentes e a renda de algumas obras vendidas, doadas por confrades, será utilizada para auxiliar famílias desabrigadas pelas intensas chuvas que recentemente ocorreram em minha cidade. Com o apoio do Eminente Grão Mestre Adjunto Cesar Augusto Garcia, conseguimos também a doação de um razoável volume de medicamentos infantis que serão utilizadas para atender àquelas crianças.

Cada exposição consolida a presente da AMVBL no cenário da cultura maçônica nacional.

A JUSTIÇA DIVINA QUE FAZ O FLUXO CIRCULAR - Lucius Cohen

 



A letra Tsade (צ) representa o justo que se curva para doar. A palavra Tzedakah (צדקה) não significa caridade. Ela significa justiça. Este é o segredo que poucos compreendem: quando você “dá”, você não está fazendo um favor. Você está devolvendo o que já pertence ao outro. Deus lhe deu algo a mais — um excedente, uma bênção, um lucro —para que você o faça circular. Guardar o excedente é roubar do seu irmão. Devolver o excedente é cumprir a justiça cósmica. Dar por favor não é caridade, é interesse. A própria palavra revela o mecanismo divino:

(צ) (Tsade) = 90: Justiça, retidão, o justo que sustenta o mundo. 

(ד) (Dalet) = 4: A porta, o pobre (delet), aquele que recebe. 

(ק) (Kuf) = 100: Santidade, o círculo que sobe e desce. 

(ה) (Hei) = 5: A mão de Deus. O sopro divino, a redenção, o Nome que multiplica.

Soma: 90 + 4 + 100 + 5 = 199.

Mas o verdadeiro segredo está na estrutura interna. Tzedakah (צדקה) contém a raiz (צדק) (Tzedek = Justiça), cujo valor é 194 = 14 = 5, e sua (ה) final (5) é o sopro que ativa a misericórdia. Perceba as mãos de Deus nessa palavra, tal e como no Tetragrama (יהוה‎), onde Suas mãos (as duas Hei do Tetragrama) ladeiam a letra Vav, aqui temos Tzedek (צדק) que vale 5 e a própria Hei (ה) final com o mesmo valor. Mas na palavra Tzedakah (צדקה) não há uma letra central, revelando que o justo (Tzadik) é quem deve realizar a caridade. Deus já criou o mundo para que você exista, agora é com você. São as mãos de Deus abençoando sua doação, e o que será doado não está definido na palavra, há um vazio, porque há o livre-arbítrio. É o Tzadik quem decidirá. A Tzedakah não é uma ordem, há a liberdade, porque Deus observa o que faremos com nossa liberdade de agir. É uma escolha (הקטף: chaktaf, 194) que revela quem você é.

O Tehilim, Salmos 133, “Vejam como é bom e agradável quando os irmãos vivem juntos!” revela que a Tzedakah deve ser realizada para as pessoas necessitadas que estão em seu convívio, algo que muitas vezes serve de barreira na hora de doar. Seu irmão está necessitado, sua família necessita sua ajuda, ajude os irmãos, os que estão próximos devem ser amparados primeiro. As ordens iniciáticas fazem isso, ajudam primeiro os irmãos que estão sob o mesmo Templo.

E quanto doar? A palavra revela o valor, Tzedakah (צדקה), que termina com (ק) 100 e (ה) 5, revela que quem tem 100 doa 10 e quem tem 5 doa 1 — 10% ou 20%.

E a quem doar? O valor da palavra Tzedakah é 199, está a 1 de 200, revelando que quem precisa receber é aquele que não consegue completar o valor para honrar com seus compromissos. O que lhe falta está trocado, quebrado, incompleto. Cabe ao Tzadik, com Chesed, perceber quem está necessitado, e com Gevurah, julgar se deve ou não ajudar.

Tzad (צד), Plural: צדדים (Tzdadim), é um substantivo hebraico que significa "lado", "flanco", "aspecto" ou "partido" (em uma disputa ou acordo). É usado para descrever uma localização (צד הכביש, lado da estrada), uma perspectiva (צד חיובי, lado positivo) ou uma direção. A palavra Tzedakah (צדקה) começa com Tzad, indicando a partilha, e termina revelando o quanto deve ser compartilhado.

A palavra “vestes” no Salmos 133 (חלוקים: chalukim,194), em contextos místicos (especialmente Chabad, Breslov ou outros), simboliza as "porções" ou "vestimentas" da alma, ou as bênçãos que se distribuem (חלוק: chaluk = distribuição, porção). A Tzedakah é vista como “veste da alma” ou como algo que "veste" o outro (dá dignidade, cobre a nudez espiritual/material do pobre).

O óleo que desce até a "borda das vestes" (pi midotav) simboliza a bênção que se espalha e chega aos mais baixos níveis — tal e como a Tzedakah, que é uma mitzvah que "desce" do doador (cabeça) para o receptor (borda/inferior), unindo e santificando a comunidade.

Em ensinamentos chassídicos (baseados em Rashi ou em obras como Likutei Torah, ou comentários de rabinos como o Lubavitch Rebe em alguns sichot), o fluxo do óleo até as vestes (chalukim/midot) representa achdut (אַחְדוּת: unidade, união, solidariedade ou harmonia) que gera Tzedakah como fruto natural.

A caridade não fica "presa" no topo (cabeça/sabedoria), mas desce em abundância, alcançando todos — como o óleo que perfuma e unge até a borda.

A gematria 194 serve como "prova" numérica de que as vestes (chalukim) são canais para a Tzedakah (ou retidão que se "veste" no mundo).

Em alguns ensinamentos midráshicos ou chassídicos, as vestes do sacerdote (incluindo a borda que toca o povo ou o chão) simbolizam como a santidade / unção desce e alcança os níveis mais baixos da sociedade — inclusive os pobres. O óleo que chega à "borda das vestes" seria uma imagem de bênção que não fica restrita à elite (cabeça/Arão), mas se estende a todos os que ladeiam o sumo sacerdote (aquele que tem a benção para dar), o que pode ser paralelizado com a Tzedakah como canal de bênção divina para os necessitados.

A tzedakah é vista no judaísmo como algo que "desce" de cima (Deus) para baixo (pobres), trazendo bênção ao doador e ao receptor, semelhante ao fluxo do óleo.

O Zohar (I, 54a) ensina que Tzedakah é o canal que liga Chesed (caridade) a Malkhut (manifestação). Quando você devolve o excedente, você completa o circuito entre o Alto e o Baixo. Deus, então, olha para você e diz: “Este é um bom sócio. Vou investir mais Nele.”

O empreendedor é o sócio de Deus. Deus é o Investidor Supremo. Ele procura parceiros fiéis. Ele observa: “A quem posso confiar mais recursos? Quem vai guardar tudo para si ou quem vai fazer circular?” Aquele que guarda o excedente é visto como mau parceiro. Aquele que devolve o excedente é visto como sócio leal. É por isso que o profeta Malaquias (3:10) diz:

Trazei todo o dízimo à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e provai-me nisto, por favor, diz YHWH dos Exércitos: se eu não vos abrir as janelas dos céus e não derramar sobre vós bênção até que não caiba mais.

Deus permite que você O teste. Este é o único preceito em que Ele diz de forma explícita: “Me teste”. Aquele que cumpre a Tsedakah, ativa o fluxo no sentido Chesed a Malkhut. Aquele que retém, ativa a Klipah Gargarnut (gula) e bloqueia o canal. Quando é chamado a doar, a raiva daquele que se nega a doar é ira (Za’am) a Klipah de Malkuth, que revela o coração do caído. Aquele que doa com misericórdia e justiça, revela sua transcendência sobre a cobiça (Chamdanut), a Klipah da Gevurah. Sua ira não se manifesta porque está domada pelo amor que emana em Chesed.

O Tsadik não é aquele que acumula. O justo é aquele que faz o dinheiro circular como sangue nas veias do corpo cósmico. Quando ele dá, ele não perde — ele multiplica. Porque o que ele devolve não era dele. Era de Deus passando por suas mãos.

A justiça (צדק: Tzedek) é "feita" ou completada pela palavra/sopro divino (Hei), transformando-se em Tzedakah — é a caridade que Deus realiza para que a justiça prevaleça no mundo. Isso reforça o Salmo 133: a unidade permite que o fluxo divino (óleo/orvalho) desça, trazendo bênção e vida eterna através de atos de retidão ativa. É 194 + 5 = 199, +1 que é você doando para que o necessitado alcance 200.

A letra Resh (ר) vale 200, revelando que aquele que já não necessita (que tem mais que 199), passa a ser “cabeça”, rosh (ראש, cabeça, Gênesis 40:20) e pode reiniciar sua vida com normalidade, reishit (ראשית, começo, Gênesis 1:1).

Portanto, meu irmão empreendedor, pare de pensar em “doação”. Comece a pensar em justiça. Separe seu percentual sagrado. Devolva o que pertence ao outro. E observe como as janelas do céu se abrem sobre o seu negócio. Porque Tzedakah não é caridade. É o ato mais elevado de parceria com o Criador.


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OBRIGAÇÃO - Adilson Zotovici

 


Não vejo qualquer engano

Na simplória afirmação

Glória “ser bom”...se profano

Ao livre pedreiro “obrigação”


Cada qual é ser humano

E como tal tem sua missão

Segue o obreiro algum arcano

Profano sem cognição


Cada Rito Soberano

Dá o caminho à perfeição

Que restrito a fulano


E sem medo a conclusão

Ao pedreiro é ledo engano

Que roteiro igual seu bordão !



FUNDAMENTOS JUDAICOS DA MAÇONARIA - Michael Winetzki


 Palestra realizada para a ARLSV LUZ E CONHECIMENTO em 06 de março de 2021

março 21, 2026

SÉTIMO LIVRO DE ADILSON ZOTOVICI NO DIA DA POESIA




      O Dia Internacional da Poesia foi ontem, dia 20 de março, e em comemoração a está data o maior poeta da maçonaria brasileira, irmão Adilson Zotovici, lança o seu sétimo livro de poemas, cuja capa está reproduzida acima.

O talento de Zotovici, na construção de sua obra em versos é excepcional. Os leitores deste blog já o conhecem, uma vez que  há anos marca presença aqui  todos os domingos, e quando se imagina que não há mais o que criar, o autor nos surpreende indo muito mais longe.

O livro traz o prefácio de outro grande poeta, o irmão César Augusto Garcia. que neste momento é o Grão Mestre Adjunto da Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo, e que, de quando em quando, também aparece nestas postagens.

E a mim coube a alegria e a honra de comparecer com o posfácio, modesta chave que encerra as páginas de ouro deste agradabilíssimo livro. 

A maçonaria, as Academias e os irmãos se rejubilam com mais esta obra, que enriquece de cultura e beleza a nossa Ordem.

Michael Winetzki 



O CONCRETO ROMANO - Fabio Monteiro


 

Há dois mil anos, enquanto o mundo ainda tateava na escuridão do desconhecido, os romanos já desciam ao fundo do mar - não por poesia ou superstição, mas por engenharia. Sem oxigênio, sem neoprene, sem Google. Apenas com tubos de junco, coragem e uma ideia fixa na cabeça: domar a natureza.

Foram eles que inventaram o concreto que endurece dentro d'água - um milagre que nem o cimento armado moderno consegue igualar. Com esse segredo, ergueram portos no fundo do mar, como o de Cesareia, encomendado por Herodes. Uma obra tão ousada que ainda hoje faria um engenheiro suar frio.

Os mergulhadores? Desciam com sinos de ar presos na cabeça. Trinta metros abaixo da superfície, de peito aberto, enfrentando a pressão, a escuridão, o desconhecido. Buscavam restos de naufrágios, construíam fundações, venciam Poseidon na unha.

A Roma Antiga não era só toga, senado e pão com circo. Era suor, cálculo, engenharia e um pacto com o impossível. E é isso que ainda está de pé dois mil anos depois: não o império, mas o concreto permanece.

O FAMOSO CONCRETO ROMANO, TAMBÉM CONHECIDO COMO OPOUS CAEMENTICIUM, permanece como um testemunho da proeza de engenharia da Roma antiga. 

Este notável material de construção desempenhou um papel crucial nas construções mais duradouras do Império.

O segredo para a longevidade e força do concreto romano está na sua composição.

Um dos ingredientes chave do concreto romano era uma cinza vulcânica. A pozzolana.

Quando misturado com cal e água, pozzolana criou uma reação química que produziu um aglutinante resistente à água. 

Este aglutinante, combinado com entulho, pedras e tijolos, formou um forte material composto resistiu ao teste do tempo.

Eles também incorporaram outros aditivos em suas misturas.

Um desses aditivos era a água do mar, que reagiu com a cal para formar minerais adicionais reforçando o concreto e tornando-o mais resistente à erosão. 

Esta inovação permitiu que os romanos construíssem portos, pontes e aquedutos resistiram aos efeitos corrosivos da água do mar.

A durabilidade do concreto romano permitiram aos romanos construir estruturas enormes que perduraram séculos. 

O Panteão em Roma, com a sua icônica cúpula feita de concreto romano, é um excelente exemplo do legado duradouro deste notável material de construção.

Além de suas propriedades estruturais, o concreto romano também tinha apelo estético. 

Os romanos moldavam desenhos e padrões complexos, permitindo a criação de obras-primas arquitetônica. 

O uso de concreto na arquitetura romana abriu o caminho para o desenvolvimento de novos estilos e técnicas de construção que influenciariam as práticas de construção durante séculos.

O concreto romano permanece como uma conquista notável da engenharia e arquitetura antigas. Sua durabilidade, resistência e versatilidade deixaram uma marca indelével no ambiente construído do Império Romano e continuam a inspirar admiração e estudo até hoje

Fonte: #historiailustradaeafins


A FORMAÇÃO DO MAÇOM NO SÉCULO XXI - Helio P. Leite


 A FORMAÇÃO DO MAÇOM NO SÉCULO XXI: ENTRE A ESTRATÉGIA, GESTÃO E A LOJA

Quem afinal, é responsável por formar o maçom contemporâneo no âmbito do Grande Oriente do Brasil? A resposta revela não apenas uma estrutura de poder, mas, sobretudo, um modelo de responsabilidade compartilhada – e, muitas vezes, mal compreendida.

No debate recorrente sobre a formação maçônica, é comum a tentativa de atribuir a responsabilidade a uma única instância: ora ao Grão-Mestrado Geral, ora aos Grão-Mestrados Estaduais, ora ainda aos Veneráveis Mestres. Essa busca por um “centro exclusivo” de formação, contudo, parte de uma premissa equivocada. A formação maçônica não é um monopólio – é um sistema. E como todo sistema, exige integração, coerência e propósito.

O Grão-Mestrado Geral ocupa o vértice da estrutura. É dele que deve emanar a visão de futuro da Ordem, a definição de diretrizes doutrinárias e os grandes eixos formativos. Sem essa orientação superior, a formação perde unidade, compromete a identidade institucional. Cabe, portanto, ao nível central pensar o maçom que deseja formar: ético, consciente, preparado para os desafios contemporâneos e fiel aos princípios iniciáticos. Entretanto, diretrizes, por si só, não transformam realidades.

É nesse ponto que entram os Grão-Mestrados Estaduais, responsáveis por traduzir a estratégia em prática. São eles que operacionalizam programas, organizam cursos, capacitam lideranças e adaptam conteúdos às especificidades regionais. Funcionam como o elo vital entre o pensamento e a execução. Quando essa instância falha, o que se tem é uma doutrina bem escrita, porém ineficaz – um projeto que não sai do papel.

Mas é na Loja que tudo se decide. O Venerável Mestre não apenas administra trabalhos: ele forma homens. Sua influência é direta, cotidiana e, muitas vezes, silenciosa. É pelo exemplo, pela condução ritualística, pelo estímulo ao estudo e pela observação  atenta dos irmãos que a formação se concretiza. Nenhuma diretriz nacional, por mais bem elaborada, substitui a liderança efetiva no chão da Loja.

Se o Grão-Mestrado Geral pensa, e os Grão-Mestrados Estaduais executam, é o Venerável Mestre que realiza.

Essa constatação impõe uma reflexão necessária: a crise de formação, quando existe, não pode ser atribuída isoladamente a um desses níveis. Ela decorre, quase sempre, da desarticulação entre eles. Diretrizes sem execução tornam-se meras intensões. Execução sem liderança local transforma-se em burocracia. Liderança sem orientação doutrinária degenera em improviso.

O século XXI impõe à Maçonaria um desafio adicional. Não basta transmitir conteúdos ou repetir rituais. É preciso formar líderes capazes de compreender a complexidade do mundo contemporâneo, atuar com responsabilidade social e preservar, ao mesmo tempo, a essência iniciática da Ordem.

A ideia de uma estrutura nacional integrada de formação – como uma Escola de Administração Maçônica – não surge como luxo acadêmico, mas como necessidade estratégica. Um sistema que alinhe visão, execução e prática pode ser o caminho para superar a fragmentação e elevar o padrão formativo.

No fim, a resposta à pergunta inicial não está em escolher um responsável, mas em reconhecer uma verdade mais exigente: A formação do maçom não pertence a uma autoridade. Pertence a um compromisso coletivo.

E, como todo compromisso coletivo, só se realiza plenamente quando cada nível cumpre, com excelência, o papel que lhe cabe.



A CRUZ ANSATA - Abel Tolentino



Ao fundo a cruz egípcia.

A Ankh, conhecida como cruz egípcia ou cruz ansata, é um antigo hieróglifo egípcio que simboliza a "chave da vida" e a imortalidade. Com formato de 'T' e um laço no topo, representa a união do espírito (laço) com a matéria (cruz), sendo usada pelos deuses para dar vida e como amuleto de proteção.

Significados e Simbolismo da Ankh (Cruz Egípcia):

Chave da Vida: Representa a vida eterna, a força vital imperecível e o poder dos deuses de sustentar a existência.

União de Opostos: A alça representa o feminino (espírito/Ísis) e a parte inferior o masculino (matéria/Osíris), simbolizando equilíbrio.

Proteção: Usada como amuleto no Antigo Egito para afastar energias negativas e proteger a vida e a saúde.

Ressurreição: Frequentemente associada à vida após a morte e à jornada no pós morte, especialmente ligada ao deus Anúbis.

março 20, 2026

EQUINÓCIO DE OUTONO - Adilson Zotovici


 

E chega uma nova estação 

Evento de astronomia 

Na terra a transição 

Na igualdade a energia 


Momento de renovação 

À desbastar à porfia 

Em cada passo motivação 

Que em “Áries” inicia 


Com a terra em inclinação 

Outono, Equinócio vigia   

Em torno do Sol translação  


Tal qual a maçonaria 

“Claridade e escuridão” 

Iguais...a noite e o dia !   

CAPÍTULO DO ARCO REAL OBREIROS DA VERDADE n. 36



Na noite desta quinta feira ocorreu a cerimônia de exaltação de nove mestres maçons no Arco Real, no Capítulo do Arco Real Obreiros da Verdade n. 36, em Praia Grande, no Templo da ARLS Obreiros da Verdade.

Sob a direção do companheiro Anderson dos Santos Gugoni, na sua última sessão como Zorobabel deste Capítulo antes de entregar o seu comando para o próximo Zorobabel, companheiro Denilton Santos a belíssima cerimônia transcorreu atendendo aos preceitos do antigo ritual.

O Arco Real não é um grau maçônico. É o complemento do terceiro grau, a coroação do grau de mestre maçom e a transmissão de ensinamentos ancestrais que completam o percurso daqueles que se dedicam ao aperfeiçoamento moral e espiritual através da maçonaria. A Grande Loja Unida da Inglaterra declara em seu estatuto que a maçonaria regular é composta dos graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre mais o Arco Real.

Ao final da sessão, os agora chamados Companheiros do Arco Real, confraternizaram em torno de um suculento churrasco.

Da minha ARLS Tríplice Aliança 341 de Mongaguá foram exaltados eu, Osvaldo Takakura e Jurandir Ruiz.

SEGURANÇA PSICOLÓGICA - Geraldo Martins


 Não me conte o que disseram de mim. Conte-me por que se sentiram confortáveis em dizer isso na sua presença.

Essa frase parou o tempo na minha cabeça quando a li pela primeira vez.

Porque ela não fala sobre fofoca. Ela fala sobre **ambiente psicológico**.

 Sobre o que a sua presença autoriza silenciosamente, sem uma palavra sequer.

O que a Neurociência diz sobre isso?

Matthew Lieberman, da UCLA, passou décadas estudando o cérebro social. Sua conclusão: o ser humano não é racional que às vezes socializa, ele é **social que às vezes raciocina**. 

Nosso cérebro avalia o ambiente antes de qualquer pensamento consciente.

Em milissegundos, ele responde: *"Estou seguro aqui? Posso me expor?"*

Quando alguém faz fofoca na sua frente, o cérebro dessa pessoa já processou uma informação fundamental: **aqui, isso é permitido.**

Amy Edmondson, de Harvard, chamou isso de Segurança Psicológica.

Mas segurança psicológica tem dois lados.

O lado que a maioria conhece: ambientes onde as pessoas se sentem seguras para inovar, errar e crescer.

O lado que ninguém fala: *ambientes onde as pessoas também se sentem seguras para falar mal, diminuir e excluir.*

A diferença está no que o líder ou a pessoa  *tolera em silêncio.*

Robert Cialdini demonstrou que comportamentos se propagam por validação social implícita.

Não precisamos dizer "pode falar mal". Basta não interromper. Basta dar um meio sorriso. Basta mudar de assunto sem posicionamento.

O silêncio, nesse contexto, *é uma resposta.*

E o cérebro das pessoas ao redor registra essa resposta com precisão cirúrgica.

Daniel Goleman nos lembrou que líderes regulam o clima emocional dos grupos para o bem e para o mal.

Você não precisa falar para influenciar. Sua presença já comunica o que você aceita, o que você valoriza, o que você permite.

A pergunta não é o que as pessoas dizem quando você não está.

*A pergunta é o que elas dizem quando você está.*

Isso é um espelho. E às vezes, o reflexo incomoda.

Qual comportamento você tem tolerado em silêncio  e que sinal isso tem enviado ao seu redor?

Fonte: #Liderança #Neurociência #InteligênciaEmocional #CulturaOrganizacional #DesenvolvimentoHumano*

PREPOSIÇÃO E CONJUNÇÃO - Heitor Rodrigues Freire



Continuando nosso estudo da gramática e sua ligação filosófica, hoje abordamos a preposição e a conjunção, que merecem uma análise conjunta por suas características relacionais, pois são conectivos que ligam termos e orações. 

Embora ambas sirvam para conectar elementos em uma mesma estrutura, devem ser usadas em momentos diferentes.

A preposição liga as palavras, estabelecendo relação de dependência (ex: "livro de português"), enquanto a conjunção liga orações ou termos de mesma função, criando sentido lógico (ex: "estudei e passei"). Preposições indicam posse, lugar, tempo, etc., e conjunções adicionam, opõem, explicam ou condicionam ideias. 

A preposição é uma palavra invariável que conecta termos, estabelecendo uma relação de sentido e dependência entre eles, geralmente dentro da mesma oração, introduzindo um complemento que indica relações como posse, lugar, tempo, modo, etc.

A conjunção é uma palavra invariável que liga duas orações ou termos da mesma função sintática, como dois verbos ou substantivos, estabelecendo relações lógicas como adição, oposição, condição, causa, etc., une duas orações ou dois termos semelhantes, estabelecendo sentido entre eles. Elas podem ser classificadas como conjunções coordenadas ou subordinadas. 

Do ponto de vista filosófico, os termos gramaticais, preposição e conjunção se relacionam primariamente com a lógica e a filosofia da linguagem através do conceito de proposição (lógica) e dos conectivos lógicos. 

Na filosofia, o termo "preposição" é frequentemente confundido com proposição. A distinção é crucial: 

Preposição (gramatical): É uma classe de palavra invariável cuja função é conectar termos dentro de uma oração, estabelecendo relações semânticas (de posse, lugar, tempo, causa, etc.), mas não possui um valor de verdade intrínseco.

Proposição (filosófica/lógica): É o conteúdo ou sentido expresso por uma frase declarativa, a que se pode atribuir um valor de verdade (verdadeiro ou falso), mas nunca ambos simultaneamente. A proposição é a ideia subjacente à frase, o juízo ou afirmação sobre a realidade. É aquilo que se propõe.

Portanto, do ponto de vista filosófico, a preposição gramatical é vista como uma ferramenta linguística que ajuda a estruturar a linguagem usada para expressar proposições mais complexas. 

Na filosofia, o termo conjunção gramatical, que une orações e estabelece relações de sentido (como adição, oposição, causa), é o equivalente linguístico dos conectivos lógicos (ou operadores lógicos) na filosofia da lógica. 

Conectivo lógico (filosófico/lógico): Na lógica proposicional, palavras como "e", "ou", "se... então...", e "não" são formalizadas como operadores funcionais. Elas formam proposições compostas a partir de proposições simples, e o valor de verdade da proposição composta é determinado exclusivamente pelo valor de verdade das proposições simples que a compõem.

Resumindo, a principal contribuição filosófica para a compreensão desses termos é a distinção entre a forma linguística (as palavras e classes gramaticais em si) e o conteúdo lógico (o significado ou a verdade que elas expressam e conectam). A filosofia, especialmente a lógica e a filosofia da linguagem, abstrai a função conectiva dessas palavras para analisar a estrutura fundamental do raciocínio e da verdade, independentemente da língua específica utilizada. 


A DIREITA E A ESQUERDA NA POLÍTICA BRASILEIRA - Cesar Romão



A distinção entre direita e esquerda na política, hoje tão comum no Brasil e no mundo, nasceu de um episódio histórico específico, mas ganhou significados muito mais amplos ao longo do tempo. 

Compreender essa origem ajuda a entender não apenas o debate político contemporâneo, mas também as contradições e confusões que marcam a realidade brasileira.

Os termos direita e esquerda surgiram durante a Revolução Francesa, no final do século XVIII. Em 1789, na Assembleia Nacional Constituinte, os deputados se organizavam fisicamente no plenário conforme suas posições políticas.

À esquerda do presidente da Assembleia sentavam-se os que defendiam mudanças profundas: o fim dos privilégios da nobreza e do clero, maior igualdade social, ampliação de direitos e limitação do poder do rei.

À direita ficavam os defensores da ordem tradicional: a monarquia, os privilégios aristocráticos, a forte influência da Igreja e a manutenção das hierarquias sociais.

O que começou como uma simples disposição de espaço transformou-se em um poderoso símbolo político, que atravessou séculos e fronteiras.

Com o passar do tempo, esquerda e direita deixaram de ser apenas posições físicas e passaram a representar visões de mundo.

A Esquerda: associa-se à defesa da igualdade social, maior intervenção do Estado na economia, políticas públicas redistributivas e proteção dos grupos mais vulneráveis.

A Direita: relaciona-se à valorização da propriedade privada, da livre iniciativa, da tradição, da hierarquia social e de um Estado mais livre na economia.

Esses conceitos, porém, nunca foram fixos. Em diferentes países e épocas, direita e esquerda assumiram nuances próprias, adaptadas à cultura, à história e às condições econômicas locais.

No Brasil, os termos direita e esquerda passaram a ser usados com mais frequência ao longo do século XX, especialmente após a industrialização, o surgimento de movimentos operários e a influência das ideologias europeias.

Durante a Era Vargas, por exemplo, ideias associadas à esquerda (como legislação trabalhista e intervenção estatal) conviviam com práticas autoritárias. 

Já no período da Ditadura Militar, a direita passou a ser associada ao conservadorismo político e ao combate ao comunismo, enquanto a esquerda foi duramente reprimida.

Esse histórico fez com que, no Brasil, os conceitos fossem muitas vezes usados mais como rótulos ideológicos do que como descrições precisas de projetos políticos.

Atualmente, a divisão entre direita e esquerda no Brasil é marcada por forte polarização emocional. Muitas vezes, o debate deixa de ser programático e se transforma em confronto “identitário”: ser de direita ou de esquerda passa a definir quem a pessoa é, e não apenas o que ela defende.

E note que há contradições evidentes como:

a) Políticos que se dizem de direita defendem subsídios estatais quando lhes convém;

b) Políticos que se dizem de esquerda, por vezes, se aliam a elites econômicas tradicionais;

c) Partidos trocam de discurso conforme o contexto eleitoral, esvaziando o significado original dos termos.

O resultado é um cenário em que direita e esquerda viram slogans, usados mais para atacar adversários do que para explicar propostas concretas para problemas reais como educação, saúde, segurança e desigualdade.

Os termos direita e esquerda que nasceram de um momento histórico específico, na França revolucionária, como uma forma simples de organizar posições políticas, ao longo do tempo, tornaram-se símbolos poderosos, mas também imprecisos.

No Brasil, essa herança se manifesta de forma totalmente distorcida: em vez de servir como ferramenta para compreender projetos de sociedade, a divisão frequentemente alimenta conflitos estéreis. 

Resgatar o sentido histórico e crítico desses conceitos é fundamental para elevar o debate político e lembrar que, mais importante do que rótulos, são as ideias, as ações e os resultados concretos para a população.

Num pais com 30 partidos políticos mais os “pseudos autointitulados partidos” temos: a direita, direitinha, dereitona, a esquerda, esquerdinha, esquerdona, o centro, centrinho, centrão e logo teremos o canto, cantinho e o cantão. A maior democracia do mundo EUA tem o Partido Democrata e o Partido Republicano.

E o povo continua sendo um só, com duas opiniões talvez, aqueles a favor e aqueles contra. Num país que coloca 5.9 bilhões em fundos partidários e 1.92 bilhões em pesquisa científica, ou seja, para cada 1 real investido em pesquisa científica o Estado brasileiro repassa R$ 3.07 para o sistema partidário. 

A Argentina tem 09 Ministérios, o Uruguai 14, Paraguai 17, Colômbia 19, Chile 25 e o Brasil 38, um dos efeitos partidários, expansão de Ministérios. E não fica por ai: temos um médico para cada 20 pacientes na UTI e 20 assessores para um deputado. 

Da maneira que as coisas seguem com legalização de siglas partidárias sem projeto para a sociedade existe um prejuízo para democracia. 

No tempo do Império, havia o Partido Liberal e o Conservador e hoje diversos partidos surgem para atender interesses de lideranças que não conseguem espaço em suas siglas.

O Brasil não precisa de mais partidos políticos, precisa instaurar o Voto Reverso. 

Funcionaria assim: caso o político que foi eleito não atenda as demandas éticas, políticas e sociais as quais se propôs, o eleitor vai ao cartório eleitoral e retira seu voto. Se a retirada chegar a 49.9% dos votos obtidos ele é destituído do cargo e assume o suplente. Isto sim é dar poder ao povo através do Voto.