Para evoluir, você precisa PARAR!
Esta reflexão está baseada no livro "As coisas que você só vê quando desacelera", de Haemin Sunim, um monge zen budista. Inspirado por suas lições, trago esta visão aplicada aos ensinamentos maçônicos na busca pela evolução pessoal.
Pergunto: Quando foi a última vez que você parou para observar ao seu redor? Não apenas para admirar a perfeição da natureza, mas também para olhar profundamente dentro de si. Esse momento de pausa é essencial para o autoconhecimento, e a história dos dois lenhadores nos ensina isso de forma marcante.
Dois lenhadores apostaram quem cortaria mais árvores em um dia. Um deles, apressado e sem preocupação com suas ferramentas, começou imediatamente, enquanto o outro dedicou tempo para afiar seu machado antes de iniciar. Ao final do dia, o segundo lenhador havia cortado muito mais árvores, com menos esforço. Esta fábula revela que a preparação e a paciência são tão importantes quanto o trabalho árduo. Como Maçom, você está afiando sua ferramenta? O que isso significa maçonicamente?
Nas primeiras lições de Aprendiz, somos instruídos a observar e meditar sobre a natureza, aprendendo com suas lições e aplicando-as em nossa vida quotidiana. O uso simbólico das ferramentas nos orienta a lapidar nossos pensamentos e ações, buscando sempre melhorar. Afiar a ferramenta, nesse contexto, não é apenas desacelerar as atividades, mas prestar atenção plena ao presente e às pequenas maravilhas que frequentemente passam despercebidas. Essa prática reflete a essência do autoconhecimento.
A meditação é um dos métodos mais eficazes para desacelerar e se reconectar com o sagrado. Dedicar cinco minutos diários ao silêncio, com os olhos fechados, concentrando-se na respiração e sentindo o pulsar do próprio corpo, é uma forma poderosa de alinhar mente e espírito. Experimente também perceber o calor do sol, o som da chuva ou a tranquilidade da noite estrelada. Esses momentos de contemplação nos conectam à perfeição do Grande Arquiteto do Universo (GADU), trazendo paz indescritível e proximidade com o Sagrado.
Esses estágios de afiar a ferramenta simbolizam o autoconhecimento e o autodomínio necessários para nossa evolução. Maçonicamente, essas práticas expandem nossa consciência, ajudam-nos a lapidar nossa pedra bruta e nos transformam em melhores cidadãos, capazes de contribuir para a construção de uma sociedade justa e fraternal, onde todos busquem a luz do entendimento e da verdade.
Em resumo, desacelerar é essencial para enxergar com clareza, conectar-se consigo mesmo e apreciar a beleza do momento presente. A felicidade e a sabedoria não residem em fazer mais, mas em fazer menos com mais intenção e consciência. Irmão, lembre-se: cada pausa consciente é um passo em direção à luz que tanto buscamos.
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