dezembro 08, 2024

As sete maravilhas da história judaica - Rabino Motty Berger e Rabino Asher Resnick-

 



Os sete marcos que desafiam os padrões históricos e cumprem profecias antigas.

Imagine um alienígena aterrissando neste planeta. No seu primeiro dia aqui, ele testemunha dois eventos: a abertura do Mar Vermelho e o nascimento de um bebê. O que você diria que é um milagre maior?

A maioria dos alienígenas diria que o nascimento de um bebê parece ser um milagre maior do que a abertura das águas. No entanto, se nós lhe perguntássemos se o nascimento de uma criança é um milagre, você poderia não concordar. Por quê?

Porque partos ocorrem todo o tempo – aproximadamente a cada sete segundos mais ou menos neste país. Quando algo acontece todo o tempo, nós o aceitamos como algo corriqueiro e pensamos que ele é natural. Mas quando nós observamos isto como um alienígena, nós podemos ver que milagre incrível ele é.

Vamos examinar a história judaica por uma perspectiva similar, deixando de lado qualquer conhecimento prévio que nós temos. Os eventos que ocorreram com o nosso povo durante os últimos 3.000 anos parecem ser eventos comuns ou há algo excepcional e talvez milagroso que acontece aqui?

Aliás, vamos fingir que nós nunca nem ouvimos falar do povo judeu. E vamos decidir: estes eventos são coincidências ou providências?

O Rei Luís XIV certa vez teve uma discussão com o famoso filósofo e matemático católico romano do século XVII Blaise Pascal. O rei pediu que Pascal mostrasse uma evidência do sobrenatural, e Pascal respondeu: “Os judeus, vossa Majestade, os judeus!”

Todas as pessoas que estudam a história judaica percebem que há algo excepcional nela. O que muitas pessoas não sabem, no entanto, é que o curso incomum e ilógico da história judaica foi antevisto em detalhes pela nossa Torah. Vamos examinar sete fenômenos singulares da história judaica e sete profecias que precisamente antevêem estes fenômenos. Depois, caberá a você avaliar se estes eventos poderiam ter ocorrido através de meios naturais da história judaica ou, talvez alguém esteja mexendo os pauzinhos por trás dos bastidores.

MARAVILHA N° 1: O POVO JUDEU É ETERNO

Em Bereshit 17:7, D-us promete a Avraham que o povo judeu será eterno.D-us diz: “E Eu estabelecerei Meu pacto entre Eu e tu e os teus descendentes depois de ti, por todas as gerações, um pacto eterno para ser o teu D-us e o D-us dos teus descendentes depois de ti.”

Todos nós sabemos que os pactos só são válidos se as duas partes mantêm a sua parte do acordo. Se um dos membros parcialmente descumpre o combinado, o pacto é nulo e sem efeito. O que acontecerá se os judeus não cumprirem o seu pacto com D-us?

Veja esta profecia:

“No entanto, mesmo então, quando eles estiverem na terra dos seus inimigos, Eu não os rejeitarei ou os desprezarei, eu não quebre o Meu pacto com eles os destruindo, pois Eu sou o D-us deles. Eu Me lembrarei deles devido ao pacto que Eu fiz com os seus antepassados, que Eu tirei da terra do Egito diante das nações para ser o D-us deles (Vaikrá 26:44-45).”

Em outras palavras, mesmo quando as coisas parecerem piorar mesmo quando o povo judeu deixar de seguir a Torah, o pacto não será rompido. D-us promete que este relacionamento existirá eternamente.

Se você estiver familiarizado com a história mundial, você perceberá imediatamente que esta é uma previsão muito estranha. Afinal de contas, os povos se prosperam e entram em decadência. Eles não existem eternamente. Você conhece pessoalmente alguns edomitas? Alguém tem algum amigo próximo que é moabita? A história viu a ascensão de muitas nações poderosas: os persas, os babilônios, os moabitas, os edomitas, os romanos. Mas eles desapareceram a muito tempo.

Por que a Torah profetizaria a sobrevivência eterna do povo judeu? Mais estranho ainda é como os judeus, um povo muito mais antigo que os persas ou os babilônios ainda estão realmente por toda a parte?

Muitas pessoas perceberam este fenômeno estranho. Uma das pessoas mais famosas é Mark Twain, que escreveu um ensaio chamado “Em relação aos judeus” (Concerning the Jews) (Mark Twain – Coletânea Completa de Ensaios – The Complete Essays of Mark Twain, p.249):

Os egípcios, os babilônios, os persas ascenderam, encheram o planeta com ruído e esplendor e, em seguida, o seu sonho se enfraqueceu e eles se extinguiram. Outros povos surgiram e levantaram a sua tocha durante um tempo, mas se extinguiram e eles estão na penumbra hoje em dia ou desapareceram. O judeu viu a todos, enganou a todos, e ele é atualmente o que ele sempre foi, sem externar sinais de decadência, sem o abatimento da velhice, sem enfraquecimento das suas partes, sem minguar a sua energia, sem debilitar a sua mente alerta e dinâmica. Tudo é mortal, exceto o judeu. Todas as outras potências desapareceram, mas ele permanece. Qual é o segredo da sua imortalidade?

Leo Tolstoy, um cristão convicto, também se surpreende com isto. Ele escreve (O Mundo Judaico, Londres, 1908):

O judeu é o emblema da eternidade. Ele, que nem o massacre, nem a tortura de milhares de anos pode destruir, ele, que nem o fogo, nem a espada, nem a inquisição foi capaz de eliminar da face da Terra. Ele, que foi o primeiro a apresentar a revelação divina, ele que, por tanto tempo, foi o guardião da profecia e que a transmitiu ao resto do mundo. Esta nação não pode ser destruída. O judeu é perpétuo como a própria eternidade.”

Você ouviu falar sobre um livro chamado Os Protocolos dos Sábios de Sião (The Protocols of the Elder of Zion)? Os Protocolos é um livro que alega ser uma coletânea das atas de reuniões secretas que eram realizadas a cada cem anos por rabinos judeus pelo mundo afora com o propósito de planejar o curso da história mundial para os próximos cem anos.

Os Protocolos, à propósito, vendeu mais exemplares do que qualquer outro livro de história, exceto a Bíblia. Por que as pessoas acreditam piamente nele? As pessoas odiaram os negros, as pessoas odiaram orientais, mas você não encontra livros chamados “Os Protocolos dos Sábios de Detroit.” De certa forma, Os Protocolos dos Sábios de Zion faz sentido na cabeça das pessoas. Elas leem o livro e pensam: “É mesmo! Estes judeus se reúnem a cada cem anos e planejam toda a história mundial!”

De alguma forma, na sua consciência coletiva, o mundo percebeu que os judeus estão sempre por toda a parte.

Paul Johnson, um historiador não judeu, escreveu um bestseller chamado Uma História dos Judeus (A History of the Jews). No final do seu livro, ele faz uma tese do motivo pelo qual os judeus sobreviveram por tanto tempo: “Os judeus acreditaram que eles eram um povo especial, com unanimidade e entusiasmo em um período de tempo tão longo que eles se tornaram um povo assim”. Em outras palavras, esta é uma profecia que se auto-concretiza. Entretanto, surgem dois problemas. Em primeiro lugar, alguém acha que os judeus podem acreditar em qualquer coisa relacionada a unanimidade? Você ouviu a expressão “onde há dois judeus, há três opiniões”?

(Aliás, certa vez nós estávamos em Fênix, Arizona e um professor disse: “Você sabe como é – onde há dois judeus, há três opiniões…,” quando alguém levanta a mão e, todo sério, diz: “Rabino, eu escutei que o ditado é onde há três judeus, há quatro opiniões.” O professor olhou para ele e disse: “Obrigado. Você acabou de demonstrar que eu tenho razão!”)

Em segundo lugar, faz sentido que somente os judeus decidiram se tornar um povo eterno!? E todos os outros povos pensaram: “Ah, tá bom assim. A nossa existência foi longa demais. Eu acho que é chegou a hora de sermos conquistados e nos extinguirmos…”

Finalmente, mesmo se os judeus acreditassem que eles são o povo eterno, acreditar simplesmente faz com que eles se tornem perpétuos?

Se eu simplesmente acreditar que eu sou um médico, eu me tornarei um doutor no final das contas?

Obviamente, as coisas não funcionam desta forma. Os povos não estão dispostos a ser destruídos. E nem eles desejam ser um povo eterno.

MARAVILHA N° 2: DISPERSÃO

O fato que nós somos um povo eterno se torna ainda mais surpreendente quando nós consideramos que os judeus não possuem as características básicas que definem um povo:

Terra, língua e história.

O povo judeu possui uma terra em comum?

Bem, por 2.000 anos, a grande maioria do povo judeu nunca colocou os pés na terra de Israel. Todos os outros povos no mundo tinham uma terra em comum e eles se estabeleceram e viveram nela, mas na maior parte da nossa história, os judeus nunca tiveram uma terra que eles chamam dela própria. Israel era sim um sonho em comum, mas não uma terra em comum.

Quantas pessoas falam Hebraico? Quantas falam bem? Durante a maior parte da nossa história, a maioria dos judeus não falou a língua. Realmente, a porção da Torah é lida em voz alta em Hebraico no shul, mas as línguas faladas eram Aramaico, Idish, Francês, Inglês e muitas outras.

O que você acha de uma história em comum? Bem, nós temos que voltar muito ao tempo para chegar a uma história conjunta. Durante vários séculos que transcorreram, os judeus foram dispersos de um lado a outro do globo. Certamente, nós não possuímos uma história em comum.

Então, não só o povo judeu é um candidato ruim para ser um povo eterno – sem uma terra, língua e história em comum – como também nós mal somos candidatos a sermos qualquer tipo de povo!

MARAVILHA N° 3: ANTISSEMITISMO

Vamos ver o outro lado da moeda. Quais são os fatores que causam os povos a se desintegrarem e desaparecerem?

Em primeiro lugar, eles são conquistados por outro povo e, ao final, se assimilam à cultura dominante. Mas o que ocorre entre a conquista e a assimilação?

Perseguição.

Quanto mais forte o povo chega e diz: “Nós não gostamos que você se vista de forma diferente, fale uma língua distinta, reverencie um D-us de forma diferente… Nós achamos que vocês devem ser como nós.”

Os sociologistas chamam isto de “a aversão ao que é diferente.”

No final das contas, alguém encontra uma “solução” para este problema: “Ei, você sabe por que nós somos perseguidos? É por causa deste negócio de “aversão ao que é diferente! Vamos eliminar as nossas diferenças e nós seremos tratados melhor.”

E isto surte efeito. Quanto mais eles eliminam as suas diferenças, melhor eles são tratados. Antes que você se dê conta, eles foram assimilados ao povo conquistador.

Você já escutou alguém dizer que há muita influência edomita no governo hoje em dia? Que os babilônios estão controlando a mídia? É óbvio que não. Estes povos perderam as suas identidades há muito tempo atrás. Isto é o que acontece quando os povos se assimilam à cultura dominante.

Então, o que acontece quando os judeus tentam se assimilar?

Onde nós vemos que os judeus em massa tentam se assimilar à cultura que os envolve?

Alemanha. Na Alemanha, há 150 anos atrás, nós percebemos um dos esforços mais intensos por parte de massas de judeus de se assimilar na sociedade alemã. Após gerações de intolerância e perseguição, o Iluminismo surgiu e muitos judeus pensaram que eles finalmente encontraram uma saída. “Agora é a nossa chance de nos livrar desta “aversão e diferença”, eles disseram. “Os alemães dizem que eles nos odeiam porque nós comemos de forma diferente, nos vestimos de maneira distinta e reverenciamos a D-us de forma diferente, não nos casamos com as suas filhas. Então, vamos nos eliminar as nossas diferenças e nos tornar simplesmente como eles!”

E o que acontece? Uma irregularidade histórica. Pela primeira vez na história, a aversão aos que são diferentes, de repente, se torna a aversão aos semelhantes. Os nazistas dizem: “Nós não lhe odiamos porque vocês são diferentes; agora nós lhes odiamos porque vocês estão tentando se tornar como nós somos!” E eles reagiram com a brutalidade mais perversa que o mundo já presenciou.

O que está acontecendo aqui? Quanto mais nós eliminamos as nossas diferenças, mais fácil deveria ser a assimilação à cultura dominante! O holocausto foi totalmente o contrário a toda a ordem regular da história!

Por que toda a ordem da história é subvertida de uma maneira estranha em relação aos judeus?

É uma lei básica de física que, quanto mais fria é uma substância, mais densa ela se torna e, portanto, mais pesada. O calor faz com que as moléculas se expandam e, portanto, se tornem mais leves. Por exemplo, a água quente sobe e a água fria, sendo mais pesada, desce para o fundo.

Se você estiver em uma banheira, por exemplo, você perceberá que a água mais quente estará em cima e os seus dedos do pé provavelmente estarão mais frios, pois a água fria desceu para o fundo.

Qual é a água mais fria possível? O gelo. Observe um copo de refrigerante quando você coloca pedras de gelo nele. Você já se perguntou por que o gelo bóia? É óbvio que não. Ele simplesmente o faz.

O que acontece no inverno, quando um lago se congela? Aonde o gelo se forma? Na parte superior dele! Não é estranho? Se o gelo é a forma da água mais fria, naturalmente ele deveria ser mais denso e afundar.

Pergunte a qualquer físico: por que o gelo bóia? E ele lhe dirá que esta é uma lei fundamental da física. As moléculas na água se tornam mais densas à medida que elas se tornam mais geladas, até que eles chegam a um nível e meio acima do congelamento, e, como conseqüência, as moléculas subitamente começam a se expandir e se tornarem mais leves. Então, quando a água se torna gelo, ela naturalmente bóia.

Mas por que a lei da física funciona desta forma? Por que a água subitamente se torna mais leve, embora antes ela estava ficando mais pesada?

E o nosso físico amistoso possui uma explicação para isto também. Ele dirá: “Porque isto é uma exceção”.

Nós temos uma resposta diferente. O físico não criou as leis da física. D-us as criou. D-us pode não se importar se o gelo flutua na parte superior do copo de refrigerante, mas Ele se importa se o gelo flutua na superfície de um lago.

O que aconteceria se todo o gelo afundasse? Toda a vida vegetal e animal nos mares e oceanos congelaria e morreria, e quando o gelo derretesse na primavera, a água da Terra estaria malcheirosa e repulsiva. Então, D-us diz: “Eu não fiz o mundo para estar desabitado. No caso do gelo, Eu simplesmente subverterei a lei natural.” Da mesma forma, D-us diz para os judeus: “Eu não criei um mundo para os judeus para que eles fossem destruídos. Vocês são um povo eterno. Então, no seu caso, as leis da história serão subvertidas. Para qualquer outra nação que alguma vez já foi perseguida, haverá o princípio de „aversão ao que é diferente. Eles eliminarão as suas diferenças e desaparecerão. Mas quando vocês, judeus tentarem perder a sua identidade nacional, eu não permitirei que isto aconteça. Ao invés da assimilação amenizar a sua perseguição, vocês serão odiados ainda mais por isto”.

D-us controla a história da mesma forma que ele controla a física, a ciência e a natureza. Se D-us promete que os judeus serão um povo eterno, então, as leis da natureza simplesmente terão que cooperar para isto.

Como você completaria a seguinte lacuna?

“O______ Errante.”

Alguém escreveu “O Italiano Errante”? “O Equatoriano Errante”? Os judeus são conhecidos por todo o mundo como um povo que vagueia. Nós vivemos a maior parte da nossa vida nacional no exílio, dispersos por todo o globo.

Você consegue imaginar um motivo maior para ser um povo eterno?

Nós somos um povo inteligente. Vamos tentar decifrar isto através da lógica. Que característica este povo poderia ter que os manteria unidos, a despeito da sua dispersão?

O que você acha disto: os judeus serão tão queridos aos olhos de todo o mundo que as nações se certificarão que eles continuarão a existir, não importa onde nós estejamos. “Ah, esses judeus maravilhosos, nós temos que mantê-los vivos e bem eternamente.”

É mesmo?

Isto me lembra de uma história. Uma nova loja de produtos eletrônicos abriu no Texas e anunciou que ela estaria dando aparelhos de televisão para as cem primeiras pessoas que entrassem na loja. Já na noite anterior, haviam trezentas pessoas na fila. No início da fila, havia um texano brutamonte, tão entusiasmado que ele mal podia esperar. De repente, um judeu de baixa estatura chega do final da fila e, sem olhar muito à sua volta, dirige-se ao início da fila.

O texano olha para ele e diz: “Aonde você pensa que está indo?” O judeu não diz nada; ele simplesmente continua caminhando. O texano agarra ele, o soca e o derruba no chão. O pobre judeu baixinho faz um grande esforço para se levantar, sacode a poeira da sua roupa e novamente tenta caminhar em direção ao início da fila. O texano diz: “Eu disse, onde você pensa que está indo?” O judeu não diz uma palavra. O texano agarra ele e dá nele outro golpe.

De repente, um policial passa. “O que está acontecendo aqui?,” ele pergunta ao texano.

E o texano responde: “Ah, eu estou esperando aqui toda a noite. Eu vou ficar muito irritado se eu deixar este judeuzinho passar na minha frente!”

O policial dirige-se ao judeu e diz: “O que você tem a dizer a respeito?”

O judeu diz: “Se este cara me bater mais uma vez, eu não abrirei a loja.”

Nós somos tão queridos pelo mundo que eles se certificaram que nós continuássemos a existir? Eu acho que não.

Não importa para onde ele vai, o povo judeu sofre de um ódio que o mundo nunca viu igual. Não é só: “Nós não queremos este povo no nosso clube campestre”. Não é só: “Nós não os queremos na parte frontal do ônibus”. E sim “nós não queremos este povo vivo”.

Não só o anti-semitismo é intenso, mas também ele é irracional. Nós somos a única religião que proíbe completamente comer qualquer tipo de sangue, e, ainda assim, nós somos atormentados com a difamação que nós comemos sangue humano em rituais religiosos. Eles dizem que nós estamos envenenando as fontes da Europa, mas eles ignoram completamente o fato que nós estamos bebendo da mesma fonte! O anti-semitismo é inacreditavelmente intenso, completamente irracional e totalmente universal.

Em Israel, em 1987, houve um colóquio sobre anti-semitismo, encabeçado pelo presidente Chaim Herzog. O professor Michael Curtis da Universidade de Rutgers comentou sobre a irracionalidade do anti-semitismo:

“A singularidade do anti-semitismo consiste no fato que nenhum outro povo no mundo jamais foi acusado simultaneamente de alienação da sociedade e de cosmopolitismo, de serem exploradores capitalistas e também de terem defensores revolucionários comunistas. Os judeus foram acusados de terem uma mentalidade arrogante e, ao mesmo tempo, de serem pacifistas covardes. De ser um povo escolhido e de ter uma natureza humana inferior. Com ambas arrogância e timidez. Com ambos extremo individualismo e participação comunitária. De serem culpados da crucificação de Jesus e, ao mesmo tempo, de serem considerados a causa da invenção do Cristianismo… Tudo e o seu oposto se tornam um motivo para o anti-semitismo.

O anti-semitismo é irracional, da forma como foi descrito acima. Seja o que for que você odeie, isto é o que o judeu é.

MARAVILHA N° 4: POUCO NUMEROSOS

Como outras nações – a China ou a Índia –, por exemplo, conseguiram subsistir por tanto tempo? Talvez o seu sucesso pode nos ajudar a entender o que aconteceu com os judeus.

Os chineses e indianos obviamente possuem as vantagens da terra, língua e história. Mas certamente houveram conquistas destes povos. Por que eles não desapareceram?

Devido ao seu grande número! Há tantos nativos destes povos que, quando o conquistador entra, o conquistador é cercado! Há realmente demasiados nativos para impedir que eles simplesmente sejam extintos. Se você estiver considerando conquistar uma país no futuro próximo, mantenha distância da China ou da Índia.

Então, talvez este é o segredo! Talvez os judeus serão tão numerosos que eles serão incapazes de dominá-los. Realmente, é estranho antever uma nação eterna. Realmente, o exílio e a diáspora não fazem sentido. Realmente, haverá um tremendo anti-semitismo. Porém, haverão tantos judeus que eles não poderão ser cercados.

Há uma história sobre um senhor que se mudou para a Califórnia. Ele fica doente e piora e, nos seus últimos momentos de vida, ele liga para o seu amigo em Nova Iorque.

– Irving, ele diz.

– Oi.

– É o Harold.

– O que foi, Harold?

– Venha para a Califórnia, Irving. Eu estou morrendo e tenho uma coisa horrível para confessar.

Então, Irving pega o próximo vôo e vai ver o Harold no seu leito de morte.

– Irving, Harold sussurra, eu tenho uma confissão muito grande para fazer.

– Me conta, Harold, o que é?

– Eu me converti.

– Você se converteu???

– É, eu me converti.

– Não acredito, Harold. Durante toda a sua vida você sempre foi um bom judeu! E agora, nos seus últimos meses da sua vida, você se converteu? Bom, ele diz, eu imagino o motivo… Você sabe quantos não judeus há no mundo? Você sabe quantos judeus há no mundo? É melhor que um deles morra do que um de nós…

Isto é o que se chama de um Idish kop!

Você sabe quantos judeus há no mundo? Eu estimaria aproximadamente 14 ou 15 milhões. Há um gráfico da Dispersão Judaica (The Jewish Dispersion) de Lashinsky. Na parte de baixo do gráfico, há uma linha quebrada que sempre se move em direção à parte inferior do gráfico. Esta linha pequena representa o número de judeus no mundo. Durante o Império Romano, os judeus constituíram 9% da população. Uma demografia elementar nos revela que, sem a cruzada, os pogroms, o holocausto, assimilação, etc., o povo judeu hoje em dia incluiria umas boas centenas de milhões de pessoas.

Nós perdemos de 90 a 95% do nosso povo. Nós continuamos a diminuir mais e mais, mas nós ainda estamos subindo e descendo, mal somos expostos na parte inferior do gráfico. Demograficamente, nós deveríamos simplesmente deixar de existir. Por que nós não o fazemos?

E permanecerão escassos em número entre os outros povos que D-us lhes conduzirá” (Dvarim, 4:27).

A despeito do fato que o nosso número muito pequeno quase garantiria o fracasso da profecia de uma nação eterna, a Torah profetiza exatamente isto. Sim, vocês serão perseguidos, sim, muitos de vocês serão exterminados, mas vocês continuarão sendo um povo.

A Torah nos diz: “Zchor iemot olam”. Fique de olho na história. E, quando você o fizer, você começará a perceber que algo ou alguém está mexendo os pauzinhos. Não importa se o mundo te odeia, te persegue, te dispersa pelo mundo… De alguma maneira, você permanecerá com a sua identidade intacta, mesmo se você for o menor povo que existe.

MARAVILHA N°5: UMA LUZ PARA AS NAÇÕES

É dito aos judeus que eles serão “Uma luz para as nações”.

O que isto quer dizer?

Como é possível que um povo minúsculo, exilado e disperso pelo mundo, desprezado por todos os povos na Terra, seja “uma luz para as nações”? Isto é totalmente irracional. Quem vai sequer prestar atenção em nós?

Há um livro chamado de As Grandes Religiões do Mundo (Great Religions of the World). Quem você acha que está lá? O Cristianismo, o Budismo, o Islamismo. E, obviamente, há um capítulo sobre os judeus.





O que torna o Cristianismo uma das maiores religiões do mundo? Um bilhão e meio de adeptos! O que torna o Islamismo uma das maiores religiões do mundo? 800 milhões de pessoas, talvez mais. E os judeus? Somente com 12 ou 14 milhões de pessoas, por que nós somos uma das “maiores” religiões do mundo? Se não fossem os judeus, não haveria o Cristianismo, não haveria o Islamismo. Ambos foram formados com as bases estabelecidas pelo Judaísmo. Antes da religião judaica, o mundo era pagão, sem o conceito de monoteísmo. Os judeus modificaram todo, e, atualmente, a metade do mundo acredita no conceito de um D-us.

Nós somos poucos, nós somos dispersos e nós somos odiados. Possíveis candidatos para influenciar o mundo? É claro que não. No entanto, de alguma forma, assim como a Torah anteviu, nós somos aqueles que tiveram um impacto maior no mundo do que qualquer outro povo.

O Rabino Motty Berger, um conferencista muito conhecido do Discovery, certa vez, hospedou um artista chinês chamado Jin Gan, que viveu durante um tempo na sua casa. Jin Gan era uma pessoa muito inteligente que foi para os Estados Unidos estudar. Ele estava muito interessado em aprender a língua inglesa, então, todo dia ele lia toda a primeira página do jornal New York Times. Depois de um tempo, ele começou a reparar que haviam três países que quase sempre estavam nas manchetes: os Estados Unidos, a União Soviética e Israel.

Não estando familiarizado com Israel, Jin Gan perguntou ao rabino Berger aonde se encontrava este país. O rabino Berger trouxe um mapa e apontou para o Oriente Médio.

– Você tá vendo a área marrom aqui?

– Tô.

– Tá, este é o Egito. Agora você tá vendo este país aqui, na área verde pequenininha?

– Tô.

– Aqui é a Síria. Agora chega um pouco mais perto. Você tá vendo este pedacinho, este ponto no mapa? Este que é tão pequeno que as cidades têm que ser escritas no Mar Mediterrâneo? Este pontinho aqui, isto é Israel!

– Isto é Israel? – ele pergunta. Não acredito! Este pontinho é o país que ganha a primeira página do jornal todo dia? Quantas pessoas vivem lá?

– Ah, uns cinco milhões de judeus.

– Cinco milhões de judeus? Em um censo recente realizado na China, há mais de um bilhão de habitantes, cem milhões de chineses, com uma margem de erro de 48 milhões! Isto quer dizer, ele disse, que há 12 vezes mais habitantes que estatisticamente não foram computados na China do que os judeus em Israel!

Se você quiser ler uma história sobre a China, você precisa abrir a página 17 do New York Times. Para conseguirem chegar a primeira página, eles têm que matar milhões de alunos na Praça da Paz Celestial. Para Israel chegar na primeira página, bastam seis crianças atirando pedras em um carro. Por que isto acontece?

De alguma forma, pequenos como nós somos, o mundo está sempre nos vendo.

Há um livro chamado “A Mística Judaica” (The Jewish Mystique), escrito por Ernest Vanderhaag. Ele escreve que, nos últimos 50 anos de cultura ocidental, há quatro pessoas que deram forma ao mundo: Marx, Freud, Einstein e Darwin. (Três deles eram judeus e um deles estava errado!) E isto é só nos últimos 150 anos da cultura ocidental, apenas algumas décadas depois que sequer permitiram que os judeus entrassem nas universidades! O povo eterno, disperso pelo mundo afora, escasso, resistindo a um anti-semitismo que o mundo nunca presenciou igual, e, ao mesmo tempo, nós somos uma luz para as nações.

Ridículo? Isto é simplesmente o que a Torah anteviu, que na época de Messias, os povos nos implorarão: “Ensine-nos sobre D-us. Vocês parecem saber muito sobre Ele.”

As pessoas às vezes explicam isto dizendo que, já que os judeus eram um povo tão perseguido e oprimido, os profetas inventaram isto para lhes dar mais esperança e estímulo.

Eu não sei o que você pensa, mas se eu fosse um povo oprimido, isto me estimularia? “Simplesmente continue em frente, embora você esteja arruinado, pois algum dia, todas as nações do mundo virão até você para que você lhes ensine sobre D-us???”

Se eu quisesse ser estimulado pelos Profetas, eu faria eles dizerem algo do tipo: “Algum dia, D-us encontrará os seus inimigos e os destruirá completamente. E você chegará e tomará posse das suas propriedades e dinheiro. Depois, você será feliz para sempre.”

Mas não é assim. Não importa quanto nós sofremos, nós deveremos ser uma luz para as nações.

MARAVILHA N° 6: A INTERDEPENDÊNCIA ENTRE O POVO JUDEU A TERRA DE ISRAEL

É sabido que a terra de Israel era fértil por milênios. Quando você estava na sexta série, estudando sobre o Oriente Médio, você se lembra como se chamava esta área do mundo?

Ela era chamada de “A Crescente Fértil”. O Oriente Médio era estrategicamente importante. Ele controlava as rotas de comércio da Europa, Ásia e África. Todos os povos antigos desejavam possuí-la e continuar prosperando.

Mas nós observamos algo muito estranho. Enquanto os judeus estão vivendo na terra, ela continua sendo fértil. Assim que os judeus partem, a terra se torna um deserto e nenhum outro povo é capaz de cultivá-la.Há um trecho fascinante do Mark Twain, que visitou Israel em 1867.

Nós percorremos algumas milhas para um país deserto, cujo solo é fértil o suficiente, mas tende completamente a ter ervas daninhas, como uma extensão de terra silenciosa e melancólica. Uma desolação encontra-se aqui que nem mesmo a imaginação é capaz de embelezar com a pompa da vida e ação. Nós chegamos a Tavor com segurança. [Tavor encontra-se no Norte, na Galileia, a parte mais fértil da terra]. Nós não vimos nem sequer um ser humano durante todo o itinerário. Apressamo-nos em direção ao nosso objetivo… Jerusalém renovada. Quanto mais nós seguíamos adiante, mais forte o sol se tornava, mais rochosa e sem vegetação, mais repulsiva e sombria a paisagem se tornava. Mal havia uma árvore ou um arbusto em algum lugar. Mesmo a oliveira e o cacto, os amigos leais de um solo inútil quase abandonaram o país. Nenhuma paisagem existe que é mais enfadonha ao olho do que a que faz fronteira com o acesso a Jerusalém. Jerusalém é triste, sombria e sem vida. Eu não desejaria viver lá (Mark Twain, Inocentes no Exterior – Innocents Abroad, volume II, Ed. Harper and Brothers, 1922, Nova Iorque).”

Alguém esteve em Israel recentemente? Isto lhe soa correto? Mais uma vez, um fenômeno surpreendente e estranho, completamente contestando as leis da natureza: Quando os judeus não estão na terra, a terra se torna uma região inculta e um deserto despovoado. Isto já aconteceu em algum outro lugar do mundo? Os homens brancos vieram para este país e se apoderaram dos índios americanos. Ela tinha uma grande quantidade de âmbar de grãos. A terra subitamente se tornou um deserto? É óbvio que não! Não faz diferença quem está vivendo na terra. Se a terra é fértil, ela é fértil; se ela for desértica, ela é desértica.

Não é assim com a terra de Israel. Somente lá, a terra se torna inabitável quando os judeus estão exilados.

MARAVILHA N° 7: O RETORNO MILAGROSO DO POVO JUDEU PARA A SUA TERRA DE ORIGEM

Na sétima e última maravilha, é prometido aos judeus que eles um dia retornarão a sua terra. E lhes é dito o que eles encontrarão quando eles o fizerem: subitamente, após anos de desolação, a terra novamente terá vida.

Se você esteve em Israel recentemente, você presenciou isto com os seus próprios olhos. A terra, de fato, começou a florescer e os mercados estão repletos de produção.

Cecil Roth, um professor de Oxford e judeu, escreveu um livro chamado “A História dos Judeus.” No final do livro, ele escreve o seguinte:

“A nossa pesquisa de três milênios e meio de história judaica se concluiu. Mas a história que nós começamos a contar não terminou. Hoje em dia, o povo judeu possui nele elementos de força e resistência que permitiram que ele vencesse todas as crises do seu passado, sobrevivendo desta forma aos impérios mais poderosos da antigüidade. Durante toda a nossa história, houveram elementos mais fracos que se esquivaram dos sacrifícios vinculados ao Judaísmo; eles foram absorvidos a muito tempo atrás pela grande maioria. Somente os mais vigorosos levaram adiante as tradições dos seus ancestrais e agora podem olhar para trás com orgulho para a sua herança maravilhosa. Nós devemos estar incluídos com a fraca maioria ou com a vigorosa minoria? Obviamente, cabe a nós decidir, mas em uma leitura da história judaica, um fator surge que pode talvez nos auxiliar na nossa decisão: a preservação do judeu certamente não foi por acaso. Ela resistiu através do poder de um certo ideal, baseado no reconhecimento da influência de um poder maior nas relações humanas. De fato, repetidamente na sua história, ele foi salvo da desgraça, de uma forma que não pode ser descrita como qualquer coisa, a não ser providencial. Este autor propositalmente tentou escrever este livro com um espírito secular, mas ele não acha que os seus leitores podem deixar de ver em cada página uma imanência superior. ”

Obviamente, quando Cecil Roth contemplou a história, assim como você está observando-a neste momento, ele viu as contradições impossíveis: uma nação eterna, exilada e dispersa por todo o mundo, sujeita a um anti-semitismo intenso, que deveria assegurar a sua extinção. Poucos em número e, ainda assim, apesar disto, uma luz sobre as nações. Uma contradição seguida da outra. A terra não produz nada quando os seus inimigos a habitam e, no entanto, quando os judeus regressam, o deserto floresce mais uma vez.

Você sabe, a idéia do povo judeu retornar a sua terra de origem era realmente vista como um absurdo pela maior parte do mundo. Quando o movimento reformista foi instituído na Alemanha em torno de 1820, um dos primeiros elementos da crença judaica que eles rejeitaram foi o conceito de um retorno para a terra de Israel. Eles declararam: “A Alemanha é a nossa pátria. Berlim é o nosso Jerusalém.” Eles entenderam que era ridículo pensar em se estabelecer no deserto da Palestina. “Aqui nós estamos na Europa – é óbvio que nós estamos aqui para ficar – veja como nós somos bem aceitos.”

Eles eram idiotas? Não, eles eram racionalistas. Eles simplesmente não entendiam que, em um mundo governado por D-us, não importa como as coisas parecem ser.

Imagine se eu lhe contasse que, quando nós saímos deste edifício, esta noite, cinquenta Maruzatis vermelhos passarão, todos seguidos. E, então, você sai e vê que isto realmente aconteceu. Você ficaria impressionado comigo? Eu suponho que sim. Vamos dizer que eu tivesse dito que todos eles tivessem placas de identificação de automóveis consecutivas, uma após a outra. Você acreditaria que eu tenho algum tipo de habilidade profética?

Nós temos uma história incrível, uma história que certamente não faz sentido algum e não segue nenhuma regra. Nenhum outro povo jamais vivenciou uma história como a nossa. No entanto, cada parte individual da nossa história foi profetizada de antemão pela nossa Torah.

Extraído da Internet

AS COLUNAS ZODIACAIS - Almir Sant'Anna Cruz


Nos Templos Maçônicos encontram-se 12 Colunas na parte Ocidental, seis no lado Norte e seis no lado Sul, simbolizando os 12 signos zodiacais, com diversas interpretações, inclusive relacionando-as aos quatro Elementos e aos sete Planetas da Antiguidade:

No lado Norte temos:

ÁRIES: Fogo, Marte

TOURO: Terra, Vênus

GÊMEOS: Ar, Mercúrio

CÂNCER: Água, Lua

LEÃO: Fogo, Sol

VIRGEM: Terra, Mercúrio


No lado Sul estão: 

LIBRA: Ar, Vênus

ESCORPIÃO: Água, Marte 

SAGITÁRIO: Fogo, Júpiter

CAPRICÓRNIO: Terra, Saturno 

AQUÁRIO: Ar, Saturno

PEIXES: Água, Júpiter

A disposição dessas Colunas, que seguem o aparente caminho do Sol, é que justificam a circulação em Loja, no sentido destrocêntrico, ou seja, no sentido dos ponteiros do relógio.

Como as Colunas estão dispostas apenas no Ocidente, não é correto haver circulação no Oriente, embora diversas Potências Maçônicas assim proceda.

Conquanto não se possa afirmar com segurança que os caldeus tenham sido os precursores da Astrologia, certamente foi na Caldéia que alcançou seu esplendor, misto de ciência e religião. 

Há registros de práticas astrológicas em regiões e povos completamente distintos: egípcios, persas, gregos, romanos, indianos, chineses, árabes, incas, maias e astecas, entre outros.

Se bem que os judeus estivessem proibidos por Deus, a classe sacerdotal praticou a Astrologia, influenciados durante o cativeiro em Babilônia, até que o profeta Isaías condenou tais práticas.

Os antigos consideravam os signos zodiacais como a chave de todas as ciências humanas e naturais.

A Astrologia e a Astronomia eram estudadas nas antigas civilizações mesopotâmicas e, na Babilônia e Assíria, a Astrologia era utilizada pela classe sacerdotal para interpretar a vontade dos deuses, uma vez que se baseava na teoria do governo universal pela vontade divina.

Ao lado de todos os templos da mesopotâmia, há cerca de 4000 mil anos antes de Cristo, erguia-se uma torre, chamada Zigurate, e o alto dessa torre era pintada de amarelo, cor do Sol. Servia de observatório astronômico para a classe sacerdotal. 

Pesquisas recentes demonstraram que o fenômeno da precessão dos equinócios já era conhecido pelos astrônomos da Babilônia.

Através das posições dos corpos celestes predizia-se o futuro, interpretava-se os acontecimentos, as vidas humanas e o caráter das pessoas, baseando-se no conceito do homem como centro do universo. 

A partir daí, era lógico julgar-se que o universo girasse em torno de nossa espécie, influindo em nosso destino. Com o triunfo do Cristianismo, passou-se a admitir, no mundo ocidental, que os astros não eram agentes finais do destino. 

Se o futuro pode ser previsto, presume-se que esteja determinado; onde fica, então, o livre-arbítrio humano? Golpe mortal no determinismo religioso da Astrologia! 

Contudo, até o século XVIII, a Astrologia continuava sendo respeitada como ciência. Foi em época relativamente recente que a Astronomia se desvencilhou da Astrologia, assim como a Química da Alquimia e a Física da Metafísica natural. Todavia, não se pode negar a contribuição dessas pseudociências para com as ciências modernas.

Já de algum tempo, a Astrologia está fora do reino da respeitabilidade intelectual e, portanto, carece de valor.

Excerto do livro *O que um Aprendiz Maçom deve saber* Interessados contatar o Irm.’. Almir no WhatsApp (21) 99568-1350

dezembro 07, 2024

CONFRATERNIZAÇÃO DA ARLS TRÍPLICE ALIANÇA 341

 






Confraternização de Natal da minha ARLS Tríplice Aliança 341 de Mongaguá. Como sempre, cardápio e decoração espetaculares, a cargo da cunhada Silvana com apoio do seu esposo, nosso Venerável Mestre, irmão Alexandre Alexandre De Oliveira Lucena. Cada irmão levou como lembrança, uma garrafa de excelente vinho, cortesia do irmão Denis.

O SIMBOLISMO HIGH TECH - Newton Agrella

 


Pode até parecer uma ironia ou algum tipo de brincadeira, mas nos últimos tempos, e lá já se vão uns bons anos,  nosso maior amigo de todas as horas e que nunca nos deixa só é o nosso amado "celular". 

Para muitos, em razão do amor irrepresável que desperta em nossos corações, ele também recebe o sofisticado codinome de "smartphone".

Talvez um modo mais chique e elaborado para reverenciar nosso imenso carinho por ele.

Nele, nos sintonizamos conosco e com o mundo que nos cerca.

Olhamos para sua câmera como se estivéssemos nos mirando no espelho.

Fazemos poses, ensaiamos caras e bocas, e projetamos em sua tela nossas mais íntimas aspirações.

Revisitamos lugares e atrevemo-nos a estar, mesmo que vitualmente, a pontos do planeta que jamais imaginaríamos ter estado.

Quando nos encontramos no infinito recôndito da solidão, lá está ele. 

Sempre a postos. 

Em pé e à ordem, para nos atender e saciar nossos anseios.

Ao sairmos sem ele, é como se a vida parasse.

Desconectamo-nos de tudo e de todos.

Até quando nos encontramos no meio de uma multidão, esta passa a ser incógnita, pois somente nele é que encontramos um porto seguro.

Numa reunião familiar, no almoço ou no jantar, seja lá onde for, mas nossa prioridade é simplesmente ele.

Em seu profundo Simbolismo, o celular é uma extensão do nosso corpo, uma espécie de segmentação do próprio cérebro, sem o qual a vida torna-se quase incompreensível.

O celular é o amigo ou amiga de todas as horas, onde por meio dele extravasamos emoções, transmitimos sentimentos, firmamos acordos e distratos e nos tornamos dependentes de seu humor. 

Sim, especialmente quando o sinal está fraco ou sua bateria está prestes a se esgotar.

Nesses momentos angustiantes somente um cabo, uma tomada e um plug para fazê-lo voltar a respirar e dar continuidade à nossa jornada.

Dorme-se e acorda-se com ele.  

E dentro de sua infinita bondade, ele ainda tem o poder de nos despertar.

Sejam em seus toques suaves, moderados ou efusivos, eles são a tradução do que sentimos.

O simbolismo do celular impõe-nos uma subserviência sem paralelos.  

Ele nos remete à história, nos circunstancia ao presente e ainda tem o poder de nos virtualizar ao futuro.

Assim, quem sabe um dia, nenhum de nós precisará falar entre si, e aí talvez possamos perguntar e responder por meio de uma sofisticada Inteligência Artificial.

Governos não estarão mais preocupados em manter sempre em voga o combalido mote: 

"Tudo pelo Social"

E aí sim o grande slogan será:

"Tudo pelo Virtual"



PRAZERES CARNAIS - Roberto Ribeiro Reis


 

Observe, reflita, pare e veja,

O prazer carnal ainda viceja,

Açoita o homem, implacável;

Maçonaria, IIr.’., é muito mais,

Domina os prazeres carnais,

Fleumática e imperturbável.


O Obreiro ao bem favorável

Não se excede, é invulnerável,

Sabe viver com moderação;

A vida, além de coisas banais,

Possui obras excepcionais,

Indiferentes a qualquer ilusão.


A Ordem é de pura emoção,

Dá-nos a inigualável sensação,

Priorizando os valores d’alma;

Oficina, a despeito do mistério,

Que fortalece, dando refrigério,

Com serenidade e muita calma.


Na palma, bom destino da mão

Revela a sorte de todo Irmão,

Nesta oficina ora consagrado;

A Arte Real é a nobre euforia,

Dá ao profano a Luz que irradia

A Sabedoria que vem doutro lado.


Daí o prazer ser bem administrado,

Pelos Irmãos que têm observado

Que o espírito tem seus prazeres;

É possível fazer essa combinação:

Carne e alma, sem perder a razão,

Utilizando a Ordem e seus saberes!

dezembro 06, 2024

ARLS EGIPCIANA 108


Os egípcios chamavam o seu país de Kemet que significa "terra negra", o lodo fértil que era depositado pelo Nilo nas margens, durante as cheias. Existe a hipótese, entre estudiosos, que a palavra arabe "al-k īmiya,"  que  significava 'ciencia egípcia', originada da palavra copta “kem@", que significa 'carbonizado'. Assim, a alquimia era "a arte de Kemet". A palabra árabe "k īmiya" sem o artigo "Al" deu origem a palavra 'química' em diversos idiomas.

Nesta quinta-feira visitei a ARLS EGIPCIANA 108, em Sessão de Mestre no templo especialmente projetado para Camara do Meio. No grau de Mestre ocorre a transformação final do homem bom em homem melhor, por uma espécie de "alquimia" esotérica. Só conheço um outro Templo de Mestre como este em Goiânia. Por esta razão a foto não foi tirada no local.

Fui muito bem recebido pelo VM Eugênio Carlos de Oliveira e pelo irmão e confrade acadêmico Dario de Souza Santos. Além do excelente trabalho ritualístico fui testemunha da doação da expressiva quantia de dez mil reais para uma ação beneficente para crianças e jovens na Zona Leste.

O MESTRE INSTALADO - Almir Sant’Anna Cruz


O Mestre Instalado é o Mestre que tendo sido eleito Venerável Mestre, passa pelos ritos iniciáticos de Instalação, em que lhe são transmitidos, por uma Comissão Instaladora formada por três Mestres Instalados, os segredos que lhes são privativos.

Também na Igreja Católica observa-se a exigência da presença de três bispos na cerimônia de consagração de um novo bispo. 

Numa sessão iniciatória de qualquer grau, na falta do Venerável Mestre da Loja, caso os Vigilantes não sejam Mestres Instalados, não poderão portar a Espada Flamejante nem consagrar o grau, tarefa que deverá ser transferida para um Mestre Instalado presente. 

Um Grande Inspetor Geral, um grau 33, ou um detentor do grau máximo de seu Rito se não for Mestre Instalado, não poderá assistir a certos ritos da cerimônia de Instalação, devendo retirar-se do templo com os demais Mestres.


A cerimônia de Instalação inicia-se no grau de Aprendiz, passando sucessivamente pelos graus de Companheiro e de Mestre, após o que só podem permanecer no templo os Mestres Instalados. 


Sua jóia distintiva, dependendo do Rito e da Potência, é um Esquadro sob o Compasso num arco de círculo, com o Sol e um Olho no centro ou um Esquadro com um pingente formado por uma lâmina onde está inscrito o Postulado 47 de Euclides, também conhecido como Teorema de Pitágoras.


O avental do Mestre Instalado é igual ao do Mestre, porém com taus (letra grega semelhante à latina T) invertidos no lugar das rosetas ou das letras M.’. e B.’., no caso do Rito Escocês Antigo e Aceito de Lojas confederadas à COMAB.

Os Mestres Instalados, sejam eles da própria Loja ou visitantes possuem a prerrogativa de ter assento no Oriente.

Pelo menos os da própria Loja devem estar dispostos, preparados e se oferecerem para exercer quaisquer cargos cujo titular esteja ausente.


Do livro "O que um Mestre Instalado deve saber" interessados contatar o autor, Irm.’. Almir, no WhatsApp (21) 99568-1350 - Disponível somente para Mestres Instalados


DA ESCUTATÓRIA - Heitor Rodrigues Freire



A vida, que é uma escola sem sala de aula e nos proporciona um aprendizado constante desde que estejamos atentos e interessados, vai nos surpreendendo a cada momento com ensinamentos diferentes.

Assim, cheguei a conhecer e aprender o que realmente significa escutar. O fundamental para isso, e também para tudo, é estar presente, consciente e atento.

A escutatória, termo criado pelo professor Rubem Alves, é a prática que engloba os componentes dessa arte verdadeira de aprendizado e é mais importante do que a oratória. Chega a ser uma ciência, que exige dedicação verdadeira para ouvir, compreender e melhorar a nossa comunicação. 

Escutar o outro é uma chance imperdível de se conhecer melhor, crescer e amadurecer. Escute mais. Ouvir é a mais eficiente maneira de construir um novo mundo. Exercite a escutatória, como ensinava o professor Rubem Alves: “Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado um curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar... Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória, mas acho que ninguém vai se matricular. Escutar é complicado e sutil”.

Eu sei bem o que é isso. Durante grande parte da minha vida eu não tinha paciência para ouvir, o que naturalmente, me causou muitos dissabores. Até que a ficha caiu e aprendi como é essencial ouvir. “Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil da nossa arrogância e vaidade: no fundo, somos os mais bonitos…” Rubem Alves.

Então, comecei a desenvolver a escuta ativa, que é a habilidade de ouvir com atenção plena, buscando compreender tanto o significado do que está sendo dito quanto a intenção de quem fala. A escuta ativa é uma habilidade essencial não só no campo profissional, mas também no pessoal, pois contribui para que se desenvolva uma comunicação assertiva e melhore nossos relacionamentos.

Além disso, ao escutar ativamente, demonstramos que estamos valorizando a outra pessoa e evitamos conflitos, na medida em que nos concentramos nos fatos apresentados, não em divagações da mente durante a conversa.

O mundo, hoje, mais do que nunca, carece de uma comunicação eficaz, apesar da abundância de comunicação disponível. A falta de diálogo é um sintoma claro dos problemas enfrentados por todos.

Outro ponto importante é a comunicação não-verbal, mais um aprendizado que deve merecer atenção de quem deseja se comunicar de forma eficiente. Segundo dados na internet, 65% da nossa comunicação é não-verbal. Em outras palavras, gestos, expressões e posicionamento do corpo falam muito mais do que as palavras.

Falas muito rápidas podem indicar ansiedade ou nervosismo, por exemplo. Já falas entrecortadas podem sugerir dificuldade em escolher as palavras.

Todos esses sinais podem dar dicas importantes de como dialogar com outras pessoas, e mais: como desenvolver empatia, uma das habilidades mais buscadas em gestores.

Outras dicas: 

Faça perguntas abertas. Mantenha o contato visual, essencial para estabelecer uma relação de confiança com a outra pessoa. Além disso, demonstre que você valoriza o que está sendo dito. Caso perceba que a pessoa fica desconfortável com esse contato direto, use a regra do 70/30. Isto é, 70% do tempo mantendo o contato visual e 30% desviando o olhar.

Não julgue. Um dos atributos mais difíceis da escuta ativa é ouvir sem fazer julgamento. Isso significa ater-se aos fatos e buscar compreender o que a pessoa entende por certo e errado.

Evite distrações no momento do diálogo. Esse é o primeiro passo para praticar a escuta ativa. Para isso, é preciso deixar de lado itens como celular, redes sociais, e-mails, conversas paralelas e telefonemas, para que se consiga realmente ter foco no interlocutor, fazendo com que ele se sinta seguro e confie durante o processo de comunicação.

Não seja seletivo ao ouvir o que o outro tem a dizer. É necessário que consiga prestar atenção e se dedicar a todo o discurso, garantindo que as informações sejam completamente absorvidas.

Dê ao seu interlocutor o tempo necessário para a comunicação. É irritante e desrespeitoso concluir os pensamentos da pessoa antes que ela finalize seu discurso. Dê a ela todo o tempo necessário para que apresente as informações e finalize o raciocínio. Eu era mestre em não ouvir até o fim.

Ouça e observe com atenção. A comunicação oral é a base da escuta ativa. No entanto, é preciso analisar também a linguagem não verbal, tendo o cuidado de avaliar como o corpo do outro se comporta durante o diálogo e como ele reage ao que está sendo dito. A postura, o tom de voz, expressões e gestos podem ser considerados.

Deixe seu interlocutor à vontade. Um detalhe fundamental para garantir uma comunicação efetiva é garantir que a pessoa esteja à vontade durante toda a conversa. Para ajudar, é preciso demonstrar interesse pelo que está sendo dito para mostrar que se está, de fato, prestando atenção.

Faça perguntas. Caso você seja o ouvinte, é interessante realizar perguntas durante o diálogo para coletar ainda mais informações, estimulando uma conversa mais intensa e profunda.

Coloque-se no lugar do outro. A empatia é fundamental no processo de escuta ativa. Lembre-se de que cada pessoa tem uma vivência e um background diferente, então, temos que tentar ver as coisas por essa outra perspectiva.

Por fim, o professor Rubem Alves tem razão: a escutatória chega a ser uma ciência, cuja aplicação faz a diferença em benefício de todos.


dezembro 05, 2024

ARLS FERNANDO PESSOA 4001 - GOB SP



    A primeira observação é que esta Loja é muuiiiito longe do local onde me encontro. A ida demorou 1h40m e a volta, de madrugada, 45m, mas valeu a pena. Fui ontem assistir a iniciação de três novos profanos em uma Loja do Rito Moderno, ARLS Fernando Pessoa n. 4001, que já tem 16 aprendizes, todos jovens, o que garante a perpetuidade da Ordem.

    O Rito Moderno era o rito praticado na Grande Loja de Londres e Westminster, quando de sua fundação em 1717. Devido a uma publicação de Samuel Pritchard, traidor da maçonaria, que no livro Masonry Dissected de 1730 publicou todo o ritual, a Grande Loja de Londres acabou por mudar alguns procedimentos. Ao ser traduzido para o francês ganhou um novo nome e passou a ser Rito Francês ou Rito Francês Moderno. Usam-se comumente as duas denominações. Foi também o primeiro rito praticado no Brasil a partir de 1822 no Grande Oriente do Brasil, O Rito Escocês Antigo e Aceito, que é mais praticado, só chegaria ao nosso país dez anos depois, em 1832.

    O Rito Moderno é um rito laico e muito simples, sem perda alguma da parte filosófica da Ordem. É imparcial e tolerante e não exige a crença em um Deus, ou em uma vida futura. Estimula o uso da razão para que o adepto forme sua própria opinião.

    Sob a direção do jovem Venerável Mestre Temístocles Galdino Ramos, que eu já conhecia de outras ocasiões, e com a presença de autoridades maçônicas como o irmão Marcos Tomás, Secretário Adjunto de Relações Internas do GOB SP, assisti à cerimônia, tendo mais uma vez exercido um cargo. 

    Ao final, a convite do Venerável Mestre fiz uma rápida alocução explicando que a iniciação é um rito de passagem e que existem registros de iniciações desde as escolas de mistério do Antigo Egito, quando ao ser iniciados os sacerdotes e escribas simbolicamente estavam rasgando o Véu de Isis, que metaforicamente ocultava os conhecimentos destinados ao uso exclusivo daqueles escolhidos. Também falei da origem dos aprendizes nas guildas medievais e de como a partir da Abadia de Cluny se criou uma espécie de "carreira", que levaria os mais talentosos a compartilhar o pão com os arquitetos abades, tornando-se "cum panis", companheiros.

    Por volta da uma da manhã, todos os irmãos se deliciaram com um churrasco. Registo a carinhosa recepção que recebi de todo o quadro da Loja.

VOU TE CONTAR AS COISAS QUE PERCEBI RECENTEMENTE



 - Que a esquina da minha casa está duas vezes mais longe do que antes...

- E há também uma pequena subida que não tinha reparado antes...

- Que os degraus da escada agora são bem mais altos...

- ⁠Que não adianta pedir para as pessoas falarem mais claro, porque agora todo mundo fala tão baixinho que quase nada se entende

- ⁠Que as roupas que quero comprar agora são tão apertadas, principalmente na cintura e nos quadris, o que acho muito desagradável.

- Que as pessoas mudaram, sendo que agora são muito mais jovens do que quando eu era, e por outro lado, as pessoas da minha idade são muito mais velhas do que eu...!!!! Tanto que outro dia reencontrei uma velha conhecida, ela envelheceu tanto... que nem me reconheceu!

- Também parei de correr atrás do ônibus, porque percebi que agora ele anda muito mais rápido do que antes!!!

 Refleti sobre tudo isso esta manhã, enquanto me arrumava em frente  do espelho...

 A propósito, você notou que os espelhos não são mais tão nítidos e claros como eram há alguns anos?

É melhor perder tempo com amigos, do que perder amigos com o tempo.

 Por esse motivo, perco tempo com você, pois não quero te perder com o tempo.

(autoria desconhecida)

AMOR FRATERNAL, AJUDA E VERDADE




Os princípios centrais da Maçonaria são Amor Fraternal, Ajuda e Verdade.  É necessário não esquecer a palavra “central”, pois significa que,  embora a nossa fraternidade ponha maior ênfase nestes três ensinamentos,  há outros que não devem ser esquecidos.

Por um “princípio” da Maçonaria entenda-se algum ensinamento tão  obviamente verdadeiro, tão universalmente aceite, que acreditamos nele  sem questionar. Exemplos estão por toda parte: boa saúde é melhor que  doença; um homem verdadeiro é mais confiável que um mentiroso; é melhor  economizar dinheiro do que desperdiçá-lo; um homem trabalhador é mais  útil do que um ocioso; a educação deve ser preferida à ignorância. Estes  são apenas alguns dos incontáveis exemplos de ensinamentos que nenhum  homem inteligente pode questionar. Todo mundo os considera garantidos.  Eles são Princípios.

A Maçonaria considera o Amor Fraternal, Ajuda e Verdade como ensinamentos deste tipo, verdadeiros no sentido de que nenhum  homem os pode questionar; eles são óbvios, auto-comprováveis e  axiomáticos. Não é incomum que os homens considerem o amor fraternal,  embora altamente desejável, como não praticável e, portanto, apenas uma  visão a ser sonhada, mas nunca atingida. É um desafio para a Maçonaria  chamar a estes, “princípios”, afirmando assim que eles são simples,  óbvios e necessariamente verdadeiros. A menos que se compreenda isto e  se veja que os ensinamentos da Maçonaria são realidades auto-evidentes,  não ideais visionários, nunca se entenderá os ensinamentos maçónicos. A  Maçonaria não nos diz que os princípios de Amor Fraterno, Alívio e  Verdade devem ser verdadeiros, que seria melhor para todos nós se fossem  verdadeiros – ela diz-nos que eles são verdadeiros. Eles são realidades  tremendas na vida humana, e é tão impossível questionar a sua validade  quanto questionar o chão sob os nossos pés ou o sol sobre as nossas  cabeças. A nossa questão não é se devemos acreditar neles ou não, mas o  que faremos com eles?

O Amor dá o maior valor possível a outra pessoa. A mãe ou o pai de um  homem, a sua esposa ou namorada, os seus filhos, os seus amigos  íntimos, são valorizados não pelas vantagens que se pode obter deles,  não pela sua utilidade, mas cada um na sua própria pessoa e para seu  próprio bem. Trabalhamos para estas pessoas, fazemos sacrifícios por  elas, deleitamo-nos em estar com elas; isto em detalhe e prática, é o  que se entende por amor.

O que é, então, o Amor Fraternal?  Manifestamente, significa que damos a outro homem o maior valor possível  como amigo, companheiro, associado, vizinho. “Pelo exercício do Amor  Fraternal, somos ensinados a considerar toda a espécie humana como uma  família”. Não pedimos que, do nosso relacionamento, obtenhamos qualquer  ganho egoísta. O nosso relacionamento com um Irmão é sua própria  justificação, a sua própria recompensa. O amor fraternal é um dos  valores supremos sem os quais a vida é solitária, infeliz e feia. Isto  não é uma esperança ou sonho, mas um facto. A Maçonaria baseia-se neste  fato, oferece a oportunidade de termos tal comunhão, encoraja-nos a  entendê-la e praticá-la e a torná-la uma das leis da nossa existência,  um dos nossos Princípios Principais.

A Ajuda é uma das formas de caridade. Muitas vezes  pensamos em caridade como alívio da pobreza. Cuidar dos desamparados ou  desempregados é geralmente considerado uma responsabilidade que recai  sobre o público. Como regra, o público assume esta responsabilidade por  meio de alguma forma de caridade organizada, financiada por recolhas de  fundos ou com fundos públicos.

A nossa concepção de Ajuda é mais ampla e profunda do que isto.  Reconhecemos plenamente as demandas de emergência feitas por  dificuldades físicas e económicas; mas também entendemos que descontar  um cheque não é necessariamente uma solução completa para a dificuldade.  Às vezes, surge o problema do reajuste, da reabilitação, de manter a  família unida, da educação dos filhos e vários outros assuntos vitais  para o bem-estar dos envolvidos e, durante todo o processo, há  necessidade de conforto espiritual, de garantia de um sincero e contínuo  interesse e amizade, que é a verdadeira tradução do nosso princípio  principal: Amor Fraternal.

A Ajuda maçónica assume como certo que qualquer  homem, não importa o quão trabalhador e frugal ele possa ser, por um  súbito infortúnio ou outras condições sobre as quais ele não tem  controle, pode precisar temporariamente de uma mão amiga. Estendê-la não  é o que geralmente é descrito como caridade, mas é um dos atos  inevitáveis da Fraternidade. Qualquer concepção de Fraternidade deve  incluir esta disposição de dar a ajuda necessária. Portanto, Ajuda, no  entendimento maçónico, é um Princípio.

A Verdade, o último dos Princípios Centrais,  significa algo mais do que a busca de verdades no sentido intelectual,  embora isso esteja incluído. “A verdade é um atributo divino e o  fundamento de toda a virtude. Ser bom e verdadeiro é a primeira lição  que aprendemos na Maçonaria.” Em qualquer Fraternidade permanente, os  membros devem ser verdadeiros em carácter e hábitos, confiáveis, homens  de honra, em quem podemos confiar como companheiros fiéis e amigos  leais. A verdade é um requisito vital para que uma Irmandade perdure e  nós, portanto, aceitamo-la como tal.

Amor Fraterno, Ajuda e Verdade são os Princípios  Centrais da Maçonaria. Existem outros princípios, também – ensinamentos  tão óbvios que nunca é necessário argumentar para os sustentar. Com isto  em mente, pedimos-lhe que pondere os ensinamentos da Ordem à medida que  avança de Grau em Grau. Pode não os achar novos, mas a novidade não é  importante à luz do conhecimento de que as verdades sobre as quais a  Maçonaria se baseia são eternas. A frescura da imortalidade está neles  porque nunca morrem; neles há uma inspiração incessante e um apelo  inesgotável. Eles são princípios da Maçonaria porque sempre e em todos  os lugares foram princípios de uma vida humana bem-sucedida.

Extraído de “The Masonic Scholar: A Manual of Masonic Education for Candidates” impresso pela Grande Loja F.&A.M. da Califórnia Tradução de António Jorge,

https://www.freemason.pt/amor-fraternal-ajuda-e-verdade-2/

dezembro 04, 2024

ARLS EQUIDADE 185


    A Loja é pequena e modesta, comparada com muitas das imensas Lojas da GLESP, mas o coração dos irmãos e a cortesia da recepção foram gigantescos, mostrando que não se deve julgar o conteúdo pela embalagem.

    Visitei na noite de ontem a ARLS Equidade 185, que fica bem perto da casa de minha mãe. Era dia de uma arguição, que é o exame que se faz a um aprendiz para ver se está preparado para ser elevado ao grau de companheiro. É como a defesa oral de uma tese, a vítima em pé, tremendo de nervosismo, enquanto todos os irmãos disparam perguntas como flechas, algumas inclusive capciosas.

     É sempre um momento de tensão para quem deve responder e para quem assiste, mas o aprendiz em questão estava extremamente bem preparado e respondeu com exatidão a 45 das 50 perguntas que lhe foram feitas. Eu nunca tinha visto um resultado tão excepcional. O irmão aprendiz e especialmente a Loja estão de parabéns pela aquisição de um obreiro que provou que virá a ser um grande maçom.

   A sessão foi conduzida com brilho pelo Venerável Mestre Sidnei Rogério Macedo, que me honrou ao me conceder um cargo para os trabalhos. E a mais agradável surpresa da noite foi ao descobrir ao final, que o Segundo Vigilante irmão Zequinha, que se sentou ao meu lado durante todo o tempo, é parente próximo do irmão, amigo e meu secretário da Academia Virtual Brasileira de Letras, Adilson Zotovici, um dos mais importantes poetas da maçonaria brasileira.

   A noite terminou com um delicioso ágape.