março 26, 2025

AS COLUNAS NA ARTE REAL




À entrada de um Templo ou Loja Maçônica encontram-se em permanência duas colunas que simbolizam as colunas do pórtico de entrada do Templo do Rei Salomão, na Antiga Israel. As colunas Boaz e Jackhim.

Boaz era avô do bíblico Rei David, e Salomão, seu bisneto, o glorificou nomeando a coluna da esquerda com o seu nome. Boaz é por sua vez também, a palavra hebraica que significa “força”.

Jackhim, a coluna da direita, tem a sua origem numa pequena corruptela que deriva da junção da letra “Iod”, simbolizando Deus (“Jah/Yahvé”) com a palavra hebraica “Ahkin” que significa “estabelecer”.

Cuja interpretação da leitura das colunas se poderá entender como “Deus estabelecerá (o seu reino) na força”. Existindo aqui a clara impressão da presença do deus (Yahvé) do Antigo Testamento, um deus todo-poderoso, implacável e pouco tolerante com os erros dos seus seguidores, contrastando com o mesmo deus do Novo Testamento, este já, um Deus do Amor e da Paz.

Todavia, existe também uma lenda enoquiana (pré-diluviana) que aborda a criação de duas colunas preparadas cada uma de um material específico de tal forma que uma resistisse à água (em argila) e outra ao fogo (em pedra) e que dessa forma não se perdessem através dos tempos…; e que no seu interior oco foram guardados vários textos que continham a sabedoria existente à época. Essas colunas designam-se por “Colunas de Seth”. O próprio reverendo James Anderson, nas suas “Constituições dos Franco-Mações” as tinha relembrado no contexto da “Lenda do Ofício”, em particular no Canto dos Mestres. E a Maçonaria atribui-lhes também uma particular importância.

Diz-se que os maçons encerram nas suas concavidades interiores, todos os seus segredos e sabedoria. Logo, eles não estarão à vista de qualquer um, mas somente de quem os saiba corretamente interpretar.

São essas as colunas que sustentam a nossa Ordem, pois ao “guardarem dentro de si” a sabedoria e conhecimento maçônico, obrigam a que os obreiros ao partirem a sua pedra (estudar/trabalhar), possam atingir essa sabedoria oculta no seu interior.

Quem ao entrar numa catedral, nunca reparou nos belos entalhes na pedra, símbolos esses do legado maçônico dos artificies pedreiros que na pedra, gravaram os seus conhecimentos e símbolos e que até hoje persistem nessas construções.

Mas, ultrapassando a questão da existência simbólica e da simbologia da nomenclatura das colunas, no Templo Maçônico elas se encontram também tal como no Templo de Salomão, na sua entrada. Sendo por entre elas que os Obreiros efetuam a sua entrada em Loja. Admitindo-se desta forma, que elas formam uma espécie de portal imaginário para outra dimensão. Quando um Obreiro as ultrapassa, entra num novo mundo, a sua Loja Maçônica.

Em Loja, existem também outras colunas:

1. As colunas humanas, a Coluna do Norte e a Coluna do Sul, onde têm assento os irmãos Aprendizes (N) e os irmãos Companheiros (S). (os irmãos Mestres têm assento em ambas as colunas, ficando apenas localizados à frente dos restantes irmãos). E cada uma delas, depende de um Vigilante. A coluna do Norte tem como seu oficial o “Segundo Vigilante”, e a coluna do Sul, o “Primeiro Vigilante”.

2. As colunetas de Ordem Grega (Jónica, Dórica e Coríntia) que se encontram sobre o Pavimento Mosaico, e que representam as três Luzes da Maçonaria, a “Sabedoria”, a “Força” e a “Beleza”.

3. As colunas zodiacais, que simbolizam os doze signos do Zodíaco e que se encontram espalhadas em partes iguais nas colunas do Norte e do Sul.

4. E finalmente, a Coluna da Harmonia, onde tem assento o Mestre da Harmonia. Irmão esse, que se encontra encarregado de “iluminar” o Templo com a sua arte musical.

E assim ficaram descritas as colunas maçônicas, cada uma no seu gênero, mas todas ligadas entre si…



março 25, 2025

UM MINUTO PARA UM ANÚNCIO - (25 de Março) - Newton Agrella



Do ponto de vista exclusivamente histórico e sob a o aspecto eminentemente cultural no que tange aos eventos da religiosidade humana, é interessante lembrar que hoje, 25 de Março estamos há exatos 9 meses do  Natal, data que faz referência ao nascimento de Jesus Cristo.

A data de hoje ficou estabelecida pela Igreja Católica como o Festa da Anunciação.

Dia em que a Virgem Maria recebeu a revelação pelo anjo Gabriel de que ela se tornaria a mãe de Jesus. 

A relação portanto, faz analogia aos 9 meses.

Na belíssima canção do cantor e compositor brasileiro Alceu Valença, ele registra os seguintes versos :

"A voz do anjo sussurrou no meu ouvido

Eu não duvido já escuto os teus sinais

Que tu virias numa manhã de domingo

Eu te anuncio nos sinos das catedrais..."

Com essa sutileza poética, ele traduz com rara beleza, a essência transcendental contida neste episódio da "Anunciação".

A léguas de qualquer espécie de proselitismo religioso, esse breve capítulo é apenas e tão somente um testemunho dentre tantos outros, das relações transcendentais que marcam o vínculo espiritual e anímico entre o ser humano e os legítimos mistérios da Fé.

Reiterando que este fragmento dá conta apenas e tão somente de um traço ilustrativo do segmento cristão, que representa a maior corrente religiosa em nosso país.



VIGILANTES - Rui Bandeira




Os membros das Lojas Maçónicas estão divididos em três categorias, Aprendiz, Companheiro e Mestre, segundo a sua antiguidade e a sua evolução na tarefa de autoaperfeiçoamento que constitui o desiderato maçónico.

Os Vigilantes são os elementos das Lojas que têm a função de acompanhar, orientar e auxiliar, os Companheiros (1.º Vigilante) e os Aprendizes (2.º Vigilante), quer na sua integração na Loja, quer no conhecimento e compreensão dos princípios e valores maçónicos, instrumentos para o pretendido autoaperfeiçoamento pessoal, ético e moral.

Esta tarefa é sobretudo individual, pelo que os elementos que as Lojas designam para acompanhar esses obreiros não têm como função ensinar, antes auxiliar, estar atentos às necessidades e ao desenvolvimento de cada elemento a seu cargo, em suma, estar de vigília junto dos elementos que tem a seu cargo, em ordem a poderem, sempre que e quando necessário, intervir, sugerir, esclarecer e, assim, auxiliar a desejada evolução de cada um deles. Daí a designação de Vigilantes.

Constituindo a principal tarefa de uma Loja Maçónica o autoaperfeiçoamento, constante e contínuo dos seus membros, com o auxílio do grupo (tarefa nunca finda), obviamente que se tem especial cuidado com os elementos mais recentes, que é suposto serem os que mais necessitam desse apoio. Assim, os Vigilantes são, imediatamente após o Venerável Mestre, os elementos que exercem as funções de maior responsabilidade da Loja. Normalmente, são designados para as funções de Vigilantes maçons experientes, que exerceram já diversas funções em Loja e que, por isso, a conhecem bem. Procura-se assim auxiliar a rápida e frutífera integração dos novos elementos no grupo e nos seus Princípios, Valores e Ideais.

O 1.º Vigilante simboliza a Força (fortaleza de carácter, força moral, mas também a força concreta das ações, no sentido em que toda a obra, toda a construção, humana só persiste se tiver força para se manter, por si só); o 2.º Vigilante simboliza a Beleza (beleza das virtudes morais, mas também a beleza que se deve procurar imprimir em todos os nossos atos e em tudo o que construímos; "forte e feio" é, manifestamente, menos perfeito que "forte e belo")

Ao conjunto constituído pelo Venerável Mestre e pelos Vigilantes é costume dar-se a designação de "Luzes da Loja", pois que a iluminam com as três qualidades que devem nortear todos os atos e obras de um maçom: Sabedoria, Força e Beleza.

Todas as decisões relativas à Loja que necessitem de ser tomadas entre reuniões são tomadas em conjunto por estes três elementos.

março 24, 2025

ARQUITETURA - Robert Macoy


    A arquitetura é uma das primeiras profissões que o homem tornou propícia para si, e como consequência, foi o primeiro passo no desenvolvimento de sua mente. Surpreendentemente, tem a ciência da Arquitetura crescido e tem sempre honrado e tornado respeitável um arquiteto experiente!

    A ciência começou com a construção de simples cabanas; o próximo passo foi erigir “altares” nos quais se ofereciam sacrifícios para os deuses ( na minha opinião, a situação aqui é invertida: me parece que o homem primeiro construiu os altares e, posteriormente, para se proteger, construiu as barracas ou cabanas). De sua fértil e própria imaginação seguiram-se moradas e casas mais complexas, após as quais, em rápida sucessão, vieram os palácios para suas princesas, pontes sobre rios de fortes correntezas, para que pudessem, cada vez mais, manter contatos com seus vizinhos e amigos. Piramides e torres, orgulhosamente apontando para os céus.

    Catacumbas de enormes dimensões para o sepultamento de seus mortos, e o mais deslumbrante Templo em honra do Grande Arquiteto do céu e da terra.

    Nós, então, adotamos o título de “Maçons” para nossa nossa antiga Ordem, em alusão a mais antiga e honrável ocupação profissional do ser humano. As ferramentas de trabalho da Maçonaria Operativa se tornaram nossos Símbolos, por que não acharíamos nada melhor, nem mais expressivas do que elas.

    Nenhuma outra ocupação é tão extensa e que tem tão estreita ligação com as outras. Tem inumeráveis caminhos, nos quais faz tremendo esforço, para entrar no Templo Imperecível dos conhecimentos.”

Bro Robert Macoy in “A Dictionary of Freemasonry Fonte: pilulasmaconicas.

março 23, 2025

VAIDADE E ARROGÂNCIA – PROFANOS DE AVENTAL!! - João Herrera




Nenhum ditador provocou ou vêm provocando tanto dano à Maçonaria quanto o maçom vaidoso, este sapador inveterado, este Cavalo de Tróia que a destrói por dentro, sem o emprego de armas, grilhões, ferros, calabouços e leis de excepção. Ele é indiscutivelmente o maior inimigo da Maçonaria, o mais nefasto dos impostores, o principal destruidor de lojas. Ele é pior do que todos os falsos maçons reunidos porque se iguala a eles em tudo o que não presta e raramente em alguma virtude.

Uma característica marcante que se nota neste tipo de maçom, logo ao primeiro contacto, é a sua pose de justiceiro e a insistência com que apregoa virtudes e qualidades morais que não possui. Isso salta logo à vista de qualquer um que comece a comparar os seus atos com as palavras que saem da sua boca. O que se vê amiúde é ele demonstrar na prática a negação completa daquilo que fala, sobretudo daquilo que difunde como qualidades exemplares do maçom aos Aprendizes e Companheiros, os quais não demora muito a decepcionar. Vaidoso ao extremo, para ele a Maçonaria não passa de uma vitrine que usa para se exibir, de um carro de luxo o qual sonha um dia pilotar. E, quando tem de fato este objetivo em mente, não se coíbe de utilizar os meios mais insidiosos para tentar alcançá-lo, a exemplo do que fazem os corruptos.

Narcisismo num dos extremos, e baixa autoestima no outro, eis as duas principais características dos maçons vaidosos e arrogantes. No crisol da soberba em que vivem imersos, podemos separá-los em dois grupos distintos, porém idênticos na maioria dos pontos: os toscos ignorantes e os letrados pretensiosos.

A trajetória dos primeiros é assaz conhecida.

Por serem desprovidos do talento e dos atributos intelectuais necessários para conquistarem posição de destaque na sociedade, eles entram para a Maçonaria em busca de títulos e galardões venais, de fácil obtenção, pensando com isto obter algum prestígio. Na vida profana, não conseguem ser nada além de meros serviçais, de mulas obedientes que cedem a todos os tipos de chantagem. Por isso, fazer parte de uma instituição de elite (isso mesmo, de elite!) como a Maçonaria produz neles a ilusão de serem importantes; ajuda a mitigar um pouco a dor crónica que os espinhos da incompetência e da mediocridade produzem nas suas personalidades enfermas.

O segundo em quase tudo se equipara ao primeiro, porém com algumas notáveis excepções.

Capacitado e instruído, em geral ele é uma pessoa bem sucedida na vida. Sofre, porém, desse grave desvio de carácter conhecido pelo nome de “Narcisismo”, que o torna ainda pior do que o seu émulo sem instrução. Ávido colecionador de medalhas, títulos altissonantes e metais reluzentes, este maçom é uma criatura pedante e intragável, que todos querem ver distante. No fundo ele também é um ser que se sente rejeitado; a sua alma é um armário de caveiras e a sua mente um antro habitado por fantasmas imaginários. Julgando-se o centro do Universo, na Maçonaria ele obra para que todas as atenções fiquem voltadas para si, exigindo ser tratado com mais respeito do que os irmãos que atuam em áreas profissionais diferentes da dele. Pobre do irmão mais jovem e mais capacitado que cruzar o seu caminho, que ousar apontar-lhe uma falta, que se atrever a lançar lhe no rosto uma imperfeição sua ou criticar o seu habitual pedantismo! O seu rancor se acenderá automaticamente e o que estiver ao seu alcance para reprimi-lo e intimidá-lo ele o fará, inclusive lançando mão da famosa frase, própria do selvagem chefe de bando: “Sabe com quem está falando!!!” Desse modo ele acaba externalizando outra vil qualidade, que caracteriza a personalidade de todo homem arrogante: a cobardia.

O número de irmãos que detesta ou despreza este tipo de maçom é condizente com a quantidade de medalhas que ele acumula na gaveta ou usa no peito. Na vida profana seus amigos não são verdadeiros; são cúmplices, comparsas, associados e gente que dele se acerca na esperança de obter alguma vantagem. E nisso se insere a mulher com a qual vive fraudulentamente. Todos os que o rodeiam, inclusive ela, estão prontos a meter-lhe um merecido chute no traseiro tão logo os laços de interesse que os unem sejam desfeitos. O seu casamento é um teatro de falsidades e o seu lar um armazém de conflitos. Raramente familiares seus são vistos nas nossas festas de confraternização. Quando aparecem, em geral contrariados, não conseguem esconder as marcas indeléveis de infelicidade que ele produz nos seus rostos.

Na sua marcha incessante em busca de distinções sociais que supram a sua insaciável necessidade de autoafirmação, é comum vermos este garimpeiro de metais de falso brilho farejando outras organizações de renome, tais como os clubes Lyons e Rotary, e gastando nessas corridas tempo e dinheiro que às vezes fazem falta no seu lar. A Maçonaria, que tem a função de melhorar o homem, a sociedade, o país, e a família, acaba assim se convertendo numa fonte de problemas para os seus familiares; e ele, numa fonte de problemas para a Maçonaria.

Um volume inteiro seria insuficiente para catalogar os males que este inimigo da paz e da harmonia pratica, este bacilo em forma humana que destrói nossa instituição por dentro, qual um cancro a roer-lhe as células, de modo que limitar-nos-emos a expor os mais comuns.

Incapaz de polir a Pedra Bruta que carrega chumbada no pescoço desde o dia em que nasceu, de aprimorar-se moral e intelectualmente, de lutar para subtrair-se das trevas da ignorância e dos vícios que corrompem o carácter; de assimilar conhecimentos maçônicos úteis, sadios e enobrecedores, para na qualidade de Mestre poder transmiti-los aos Aprendizes e Companheiros, o que faz o nosso personagem? Simplesmente coloca barreiras nos seus caminhos, de modo a retardar lhes o progresso!

Ao invés de estudar a Maçonaria, para poder contribuir na formação dos Aprendizes e Companheiros, de que modo ele procede? Veda a discussão sobre assuntos com os quais deveria estar familiarizado, fomentando apenas comentários sobre as vulgaridades supérfluas do seu cotidiano! Ao invés de encorajar o talento dos mesmos, de ressaltar suas virtudes e estimular o seu desenvolvimento, o que faz ele? Procura conservá-los na ignorância de modo a escamotear a própria! Ao invés de defender e ressaltar a importância da liberdade de expressão e da diversidade de opiniões para a evolução da humanidade, como ele age? Censura arbitrariamente aqueles cujas ideias não estejam em harmonia ou sejam contrárias às suas! Ao invés de fomentar debates sobre temas de importância singular para o bem da loja em particular e da Maçonaria em geral, como age ele? Tenta impedir a sua realização por carecer de atributos intelectuais que o capacitem a participar deles! E, nos que raramente promove, como se comporta? Considera somente as opiniões daqueles que dizem “sim” e “sim senhor” aos seus raramente edificantes projetos!

Tal como o maçom supersticioso, este infeliz em cujo peito bate um coração cheio de inveja e rancor nutre ódio virulento e dissimulado pela liberdade de expressão, que constitui um dos mais sagrados esteios sobre os quais repousam as instituições democráticas do mundo civilizado, uma das bandeiras que a Maçonaria hasteou no passado sobre os cadáveres da intolerância, da escravidão e da arbitrariedade.

Dos atos indecentes mais comumente praticados por este falsário, o que mais repugna é vê-lo pregando “humildade” aos irmãos em loja, em particular aos Aprendizes e Companheiros, coberto da cabeça aos pés de fitões, joias e penduricalhos inúteis, qual uma árvore de Natal. Outro é vê-lo arrotando, em alto e bom som, ter “duzentos e tantos anos de Maçonaria” e exibindo o correspondente em estupidez e mediocridade. O terceiro é vê-lo trajando aventais, capas, insígnias, chapéus e colares, decorados com emblemas que lembram tudo, exceto os compromissos que ele assumiu quando ingressou na nossa sublime e veneranda instituição.

Cego, ignorante e vaidoso, nosso personagem não percebe o asco que provoca nas pessoas decentes que o rodeiam.

Como já foi dito, a Maçonaria serve apenas de vitrine para ele. Como não é possível permanecer sozinho dentro dela sem a incómoda presença de outros impostores –os quais não têm poder suficiente para enxotar–, ele luta ferozmente para afastar todo e qualquer novo intruso, imitando alguns animais inferiores aos humanos na escala zoológica, que fixam os limites de seus territórios com os odores de suas secreções e não toleram a presença de estranhos. Qualquer irmão que comece a brilhar ao lado desta criatura rasteira é considerado por ela inimigo. A luz e o progresso do seu semelhante o incomodam, fere o seu ego vaidoso. Por este motivo tenta obstaculizar o trabalho dos que querem atuar para o bem da loja; por isso recusa-se a transmitir conhecimentos maçônicos (quando os possui) aos Aprendizes e Companheiros, sobretudo aos de nível intelectual elevado, ou os ministra em doses pífias, para que futuramente não sejam tomados como exemplos e ofusquem ainda mais a sua mediocridade. Um maçom exemplar, íntegro, que cumpre rigorosamente os compromissos que assumiu quando ingressou na nossa Instituição, não raro converte-se em alvo das suas setas, pois seus olhos míopes não conseguem ver honestidade em ninguém; a sua mente estragada o interpreta como potencial “concorrente”, que nutre interesses recônditos semelhantes aos seus.

O maçom arrogante mal conhece o significado de nossas belas e simples alegorias. Se as conhece, as despreza. A sua mente acha-se preocupada unicamente com o sucesso de suas empreitadas, em encontrar maneiras de estar permanentemente ao lado das pessoas cujos postos ambiciona. Fama e poder.”



OUVE, VÊ, DECIDE ! - Adilson Zotovici



Ouve com toda atenção


O irmão que te procura


Repleto de empolgação


Com alguma propositura




Com os olhos do coração


Vê a luz em senda escura


Transmuta estéril desunião


Em fértil semeadura




Torna toda enfatuação


Que irreverente postura


Humilde, pela genuflexão,


Que deferente desenvoltura 




Cala e toma tua decisão


Inda que seja dura


Com razão sobre emoção


Serenidade e candura




Honra a tua Instalação,


Não somente por jura 


Junto ao Trono de Salomão


Com malhete em mão segura




Não espera gratidão


Dessa Sagrada aventura


Entrega-te nessa estação


E agradece ao PAI a ventura !




PARA EVOLUIR, VOCE PRECISA PARAR - Jamil Melro

 


Para evoluir, você precisa PARAR!

Esta reflexão está baseada no livro "As coisas que você só vê quando desacelera", de Haemin Sunim, um monge zen budista. Inspirado por suas lições, trago esta visão aplicada aos ensinamentos maçônicos na busca pela evolução pessoal.

Pergunto: Quando foi a última vez que você parou para observar ao seu redor? Não apenas para admirar a perfeição da natureza, mas também para olhar profundamente dentro de si. Esse momento de pausa é essencial para o autoconhecimento, e a história dos dois lenhadores nos ensina isso de forma marcante.

Dois lenhadores apostaram quem cortaria mais árvores em um dia. Um deles, apressado e sem preocupação com suas ferramentas, começou imediatamente, enquanto o outro dedicou tempo para afiar seu machado antes de iniciar. Ao final do dia, o segundo lenhador havia cortado muito mais árvores, com menos esforço. Esta fábula revela que a preparação e a paciência são tão importantes quanto o trabalho árduo. Como Maçom, você está afiando sua ferramenta? O que isso significa maçonicamente?

Nas primeiras lições de Aprendiz, somos instruídos a observar e meditar sobre a natureza, aprendendo com suas lições e aplicando-as em nossa vida quotidiana. O uso simbólico das ferramentas nos orienta a lapidar nossos pensamentos e ações, buscando sempre melhorar. Afiar a ferramenta, nesse contexto, não é apenas desacelerar as atividades, mas prestar atenção plena ao presente e às pequenas maravilhas que frequentemente passam despercebidas. Essa prática reflete a essência do autoconhecimento.

A meditação é um dos métodos mais eficazes para desacelerar e se reconectar com o sagrado. Dedicar cinco minutos diários ao silêncio, com os olhos fechados, concentrando-se na respiração e sentindo o pulsar do próprio corpo, é uma forma poderosa de alinhar mente e espírito. Experimente também perceber o calor do sol, o som da chuva ou a tranquilidade da noite estrelada. Esses momentos de contemplação nos conectam à perfeição do Grande Arquiteto do Universo (GADU), trazendo paz indescritível e proximidade com o Sagrado.

Esses estágios de afiar a ferramenta simbolizam o autoconhecimento e o autodomínio necessários para nossa evolução. Maçonicamente, essas práticas expandem nossa consciência, ajudam-nos a lapidar nossa pedra bruta e nos transformam em melhores cidadãos, capazes de contribuir para a construção de uma sociedade justa e fraternal, onde todos busquem a luz do entendimento e da verdade.

Em resumo, desacelerar é essencial para enxergar com clareza, conectar-se consigo mesmo e apreciar a beleza do momento presente. A felicidade e a sabedoria não residem em fazer mais, mas em fazer menos com mais intenção e consciência. Irmão, lembre-se: cada pausa consciente é um passo em direção à luz que tanto buscamos.



março 22, 2025

A LIBERDADE MAIS ÍNTIMA DO SER - Newton Agrella



Se você olhar pra dentro de si vai perceber que a única liberdade legítimamente sua é a do seu Pensamento.

Nele você pode divisar todos os seus desejos, sonhos e anseios, e ainda explorar todas as possibilidades que a vida oferece.

A liberdade de pensamento não exige pagamento, imposto, ou cerceamento de qualquer natureza.  

Ela não impõe condição social, credo, raça ou o que quer que seja.

Essa liberdade reside unicamente em você, e só você arbitra e é o único juiz de sua consciência.

A Liberdade de Pensar proporciona o direito de ir, vir e estar em qualquer lugar do mundo, pois você é quem cria, cultua e vive essa liberdade.

Ela é uma disposição da alma, e se constitui na mais íntima Verdade que sua consciência conhece.

Essa liberdade incontida passa pela razão, pelo sentimento, e pela imaginação

Trata-se da manifestação mais autentica da vida, pois é você quem define os rumos do seu pensamento, segue os caminhos que lhe parecem os mais seguros pra transitar e pode arriscar curvas, aclives e declives agudos, ao sabor de sua vontade.

A liberdade de pensamento concede a você todas as variantes do tempo, sem que pra isso você tenha que se tornar escravo das horas.

Quem determina a cronologia é a sua consciência e quem a desperta é o seu Pensamento.

A liberdade de pensar desconhece labirintos.

Todo esse processo permite que você aguce sua percepção do mundo e de tudo o que está ao seu redor. 

É simplesmente isso.



março 21, 2025

PELO DIA MUNDIAL DA POESIA - Adilson Zotovici



 PARCEIROS  NA  POESIA


Penso sempre nesta lida

A parte do compositor

Após poesia nascida

Sua primazia e esplendor


Não só por quem concebida

Pois há importante valor

A  quem a mantém nutrida

Que determinante fator


Há em ambos um mesmo amor

Nas letras por Deus ungida

Rendo a eles o meu louvor :


Por poeta à Luz trazida

O leitor, o declamador...

São o ar de sua vida !


Gratidão aos leitores, declamadores, palestrantes, divulgadores, simpatizantes...


 SONETO À POESIA


Fala  do cravo,  da rosa 

Da  tristeza, da alegria,

Seja  em  verso  ou  prosa,

D’alma... é  fotografia 


Tal qual pedra preciosa 

A todo ser inebria

Brinda a mulher que  formosa

Sentimento que  alumia 


Bem clara ou nebulosa

Da sutil à escandalosa,

Recitada ou melodia...


Tem aquela religiosa,

A engraçada, amorosa,

Mas sempre ela...poesia !


Aos poetas e aos leitores que são na verdade , o ar da vida dum poema

*A POESIA E O NOSSO POETA-MAIOR NA MAÇONARIA - Newton Agrella



Dono de um estilo único e sem igual,  senhor das palavras em toda sua erudição na língua portuguesa, a obra poética de Adilson Zotovici transporta-nos aos trovadores da Idade Média, na construção sólida e robusta de seus precisos arranjos harmônicos e rítmicos que marcam o tom de seus Sonetos.

Raríssimos os poetas que dispõem do talento e da criatividade de Zotovici para expressar com propriedade os mais distintintos cenários e conteúdos tão peculiares ao universo maçônico

Sua lavra é produto do profundo conhecimento que possui tanto da Simbologia, quanto da Filosofia e História que caracterizam a Arte Real.

A fluidez da métrica poética com que o autor nos brinda revela sua  acuidade e sutileza vernacular e ao mesmo tempo o caráter natural e singelo que seus versos traduzem.

Registre-se ainda que inobstante a característica marcante com que os trovadores da Idade Média compunham seus versos, a contemporaneidade constitui-se  num traço evidente e contínuo em sua obra, tornando sua Poesia sempre atual.

Zotovici dispõe da notável habilidade de transferir para a escrita o estilo disciplinado da poesia medieval para um arrojo destemido e vanguardista da linguagem maçônica especulativa.

Com efeito, ao ler Zotovici o leitor desfrutará de uma verdadeira escultura das letras, através de um passeio no tempo e na história, que o tornará senão um protagonista, mas no mínimo um espectador partícipe de cada tomada poética sua magnífica obra nos oferece.

Um brinde à leitura !



CRIATIVIDADE - Newton Agrella


Dentro de cada um de nós há uma espécie de estímulo que quando é despertado leva-nos a viajar pelo infinito de nossa imaginação.

Esse processo se torna cada vez mais acentuado e fluido, quando nos deixamos conduzir pela inspiração.

Não é demais afirmar que esta inspiração é fruto de experiências que se acumulam, a partir das mais diferentes formas de contatos e abordagens com tudo aquilo que lidamos ao longo da vida.

Trata-se de um gatilho que se instaura entre as emoções que deixamos transparecer e se manifesta nas diversas formas de arte.

É desse modo que nos tornamos arquitetos de nossas obras, criamos sons, formas e imagens, escrevemos textos e poesias e passamos a ser reconhecidos como pessoas criativas.

A criatividade também se configura quando nos entregamos às ciências, aos cálculos e às equações, posto que a Razão e a Emoção compõem o arcabouço da propria intelectualidade e versatilidade humana.

A criação não se compreende e tampouco se interpreta somente através da exuberância das cores e das formas.  

Muito pelo contrário, ela ainda se instaura com o exercício da simetria, do traçado de linhas retas, bem como da precisão tecnológica, virtual e científica.

No final das contas, somos sim, um amálgama da imaginação, em que os limites se superam como uma inesgotável fonte de energia, cuja origem se explica resultante de um Princípio Criador e Incriado.

A criatividade é a assinatura de nossos dias.



março 20, 2025

O EQUINÓCIO DE OUTONO E A MAÇONARIA - Barba


O Equinócio de Outono e a Maçonaria: Um Simbolismo de Transformação


No dia de hoje, 20 de Março, celebramos o equinócio de outono no hemisfério sul, um fenômeno astronômico em que o dia e a noite se igualam em duração. Este momento marca a transição do verão para o outono, trazendo consigo uma mudança na natureza e nos ciclos da vida. Dentro da simbologia esotérica e filosófica, essa transição é carregada de significados profundos, sendo também um reflexo das lições que a Maçonaria busca ensinar aos seus iniciados.

A Maçonaria, como uma escola de aprimoramento moral e espiritual, encontra nos fenômenos naturais um espelho para a jornada do homem. O outono simboliza o tempo da introspecção, do recolhimento e da preparação para o que virá. Assim como as árvores deixam cair suas folhas, reconhecendo que a renovação exige desprendimento, o maçom também é convidado a se desapegar de suas vaidades e excessos, cultivando aquilo que realmente importa para sua evolução.

O equinócio, momento de equilíbrio entre luz e sombra, ressoa diretamente com um dos pilares fundamentais da Ordem: a busca pela harmonia. No caminho iniciático, o maçom aprende que a dualidade é parte inerente da existência, e que somente ao reconhecer tanto a luz quanto a escuridão dentro de si mesmo é que poderá encontrar o verdadeiro equilíbrio._

Além disso, nas antigas tradições iniciáticas, o outono representava o período de colheita, momento de recolher os frutos do que foi plantado. O mesmo ocorre na jornada maçônica: após a busca pelo conhecimento e pela prática das virtudes, chega o momento de refletir sobre os resultados obtidos e preparar-se para os novos desafios que o inverno – metáfora do rigor e da supera– trará.

Assim, o equinócio de outono nos lembra que a vida é feita de ciclos e que cada estação traz consigo uma nova lição. Para o maçom, este é um período propício para o fortalecimento do espírito, para a revisão de suas ações e para a lapidação contínua da pedra bruta, em busca da perfeição moral e espiritual.

Que este momento de equilíbrio e transformação inspire a todos a trilharem um caminho de sabedoria, fraternidade e renovação.



ARLS XI DE AGOSTO 656 - Itanhaém


 

    Irmãos de seis |Lojas de diversas cidades estiveram reunidos ontem na sessão de iniciação do profano Ewerton Guimarães, que ocorreu na ARLS XI de Agosto n. 656, da GLESP, em Itanhaém, do Rito de Emulação.

    Sob a eficiente direção do Venerável Mestre Anderson Moreira de Mattos a sessão primou pela ritualística. O agora irmão Ewerton deveria ter sido iniciado na semana passada, mas faltando apenas três horas para a cerimônia nasceu o seu filho, o que obrigou o adiamento. Ele declara terem sido as duas maiores alegrias de sua vida, em sequência.

    É uma Loja onde já fiz palestra e que adoro frequentar pela alta dedicação de seus obreiros aos estudos maçônicos. Cada irmão iniciado recebe da Loja um livro meu, como motivação para o início da sua trajetória na Ordem.

    Como sempre acontece, a solenidade foi encerrada com um delicioso ágape, com a presença das cunhadas.